Autores Espirituais

Ermance Dufaux

Ermance de La Jonchére Dufaux nasceu em 1841, na cidade de Fontainebleu, França. Colaborou como médium, no trabalho de Kardec, na elaboração da segunda edição de “O Livro dos Espíritos” em 1860. Seu guia espiritual deu grande incentivo à Kardec para publicar a “Revue Espírite” – Revista Espírita. Ermence, com seu pai, tornou-se sócia fundadora da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Como autora espiritual, Ermance tem prestado grande contribuição no plano da espiritualização e da educação nos roteiros do amor, com obras como “Reforma íntima sem martírio”, “Prazer de viver “e “Emoções que curam”, psicografadas pelo médium Wanderley Oliveira.

Maria Modesto Cravo

Autora espiritual do livro Os dragões e O lado oculto da transição planetária, psicografados pelo médium Wanderley Oliveira, Maria Modesto teve, junto a seu pai e sua tia, importante participação no nascente movimento espírita em Uberaba/MG. Em julho de 1963, devido a sérios problemas de saúde, Maria Modesto Cravo mudou-se para Belo Horizonte, retornando à Pátria Espiritual em 8 de agosto de 1964, vitimada pelo câncer.

Pai João de Angola

Pai João de Angola, reencarnação do espanhol Francisco Jiménez de Cineros (1436-1517), mais conhecido como Cardeal Cisneros, tem em seu método de comunicação, antes de tudo, um atestado de que ao espírito cabe o direito de se manifestar em sua forma peculiar, sem que isso signifique, obrigatoriamente, um critério de evolução ou de densidade de conteúdo moral nas mensagens. É uma quebra de estereótipo em relação à noção deturpada que se formou sobre o mentor espiritual ou guia espiritual. Pai João mostra que os mentores também erram, também choram, também falam e também escrevem errado. Os mentores também são gente.

Pela Editora Dufaux, Pai João de Angola já nos agraciou com três obras: Fala, preto velho, Abraço de Pai João e Um encontro com Pai João.

Inácio Ferreira de Oliveira

Nascido em Uberaba, em 15 de abril de 1904, Inácio Ferreira desencarnou em 27 de setembro de 1988. Em seu trabalho como médico psiquiatra espírita observou, sem ideia preconcebida, os diferentes fatos neuropsíquicos relacionados com os enfermos internados no Sanatório Espírita de Uberaba, do qual foi diretor-clínico por mais de cinco décadas, tendo verificado a eficácia da terapia espírita para cura de distúrbios mentais e/ou obsessivos. Nesse trabalho, a médium D. Maria Modesto Cravo, o enfermeiro-chefe Manoel Roberto da Silva, além de outros cooperadores, lhe foram de inestimável valia.

Após seu desencarne, Inácio Ferreira tornou-se escritor ativo através do trabalho de psicografia, em livros como “Amor além de tudo”, publicado pela Editora Dufaux.

Ezequiel

Ezequiel é um espírito que a todo instante nos dá lições sobre o que é trabalhar na Seara de Jesus. Sempre alegre em seus afazeres, dedica-se de coração a todos os irmãos que necessitam de uma palavra amiga e de um carinho especial. Ele se dirige às zonas de sofrimento para minimizar as dores alheias, transmitindo aos necessitados toda a sua compreensão, para que o destino desses irmãos que sofrem sejam os leitos de auxílio dos Prontos Socorros Espirituais. Jamais se permite esmorecer diante das dificuldades impostas pelos irmãos em sofrimento: com amor no coração, os orienta e consola para que enxerguem os seus equívocos e abandonem a dor exacerbada, voltando-se a Jesus.

Ezequiel se faz Obreiro do “Cordeiro” a todo momento e nos dá a certeza de que, com amor e zelo, poderemos enfrentar todas as dores sem perdermos a alegria no viver. Pela Editora Dufaux, Ezequiel nos agraciou com a obra “Perdão, a chave para a liberdade” – psicografado por Adriana Machado.

José Mário Sampaio

José Mário Sampaio foi um grande e estimado trabalhador do Grupo Emmanuel de Estudos Evangélicos e da União Espírita Mineira. Sua atuação se destacou nas décadas de 1970 e 1980, tomando ênfase nos trabalhos mediúnicos e nos estudos evangélicos que foram seu grande campo de experiências e aprendizado.

Foi o fundador do primeiro Ciclo de Estudos da Mediunidade na União Espírita Mineira, para iniciantes nesta área. Sempre adotou uma postura clara, objetiva e firme com relação ao trato com as manifestações dos espíritos, tornando-se uma referência em assuntos de mediunidade.

Em suas palestras era muito criativo e didático ao ponto de criar métodos de aprendizagem eficazes. Em seus cursos ficou conhecida a famosa “equação da mediunidade” que ele apresentava: PM= M+M+M, que significa que a Produção Mediúnica é igual à somatória do Médium, do Meio e do Mentor.

O curso ministrado por ele na federativa mineira foi tão bom que dele surgiu uma apostila, posteriormente foi transformada em um pequeno livro de nome Mediunidade, ajudando a compor a série Evangelho e Espiritismo, favorecendo em muito as pesquisa e estudos em torno de temas evangélicos.

Amigo dedicado, pai amoroso e companheiro sempre disposto a aconchegar todos que o procuravam, desencarnou em Belo Horizonte na década de 1980.

André Luiz

André Luiz é o nome atribuído pelo médium e filantropo brasileiro Francisco Cândido Xavier a um dos espíritos mais frequentes em sua obra psicografada, algumas já adaptadas para o teatro, televisão e cinema; mais notoriamente o best-seller Nosso Lar, filme de sucesso lançado no Brasil em 2010.

André Luiz teria sido um médico em sua última encarnação e muitas das obras psicografadas atribuídas a ele possuem diversas informações biológicas complexas. Em artigo publicado na revista científica Neuroendocrinology Letters, em 2013, cientistas compararam conhecimento médico recente com doze obras psicografadas por Chico Xavier atribuídas a André Luiz, identificando nelas várias informações corretas altamente complexas sobre a fisiologia da glândula pineal e que só puderam ser confirmadas cientificamente cerca de 60 anos após a publicação das obras. Os cientistas ressaltaram que o fato de que o médium possuía baixa escolaridade e não era envolvido no campo da saúde levanta questões profundas sobre as obras serem ou não fruto de comunicação espiritual.

Possíveis identidades

Acerca da verdadeira identidade em vida da entidade espiritual, e considerando que vários pormenores nas obras de André Luiz foram preventivamente alterados (a pedido deste próprio espírito, segundo consta na biografia de As Vidas de Chico Xavier), existem várias teorias no movimento espírita, associando o espírito a diferentes personalidades históricas, tais como:

Carlos Chagas

A versão mais aceita é que André Luiz teria sido o médico Carlos Chagas, falecido em 1934. Tal versão é confirmada pelo médium e médico Waldo Vieira, que também possui obras psicografadas atribuídas a André Luiz, três delas em parceria com Chico Xavier.

Oswaldo Cruz

Uma das teorias sustenta que, em sua última encarnação, a entidade teria sido um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro, e entre esses, citado o nome de Oswaldo Cruz. Uma leitura atenta da obra Nosso Lar, aliada a algum conhecimento da biografia do cientista brasileiro, leva à constatação de que são personalidades distintas. André Luiz, em vida, fora filho de um comerciante, enquanto que Oswaldo Cruz era filho de Bento Gonçalves Cruz, médico veterano da Guerra do Paraguai. Adicionalmente, recorde-se que Oswaldo Cruz desencarnou em 1917, vítima de insuficiência renal, sendo que André Luiz desencarnou em decorrência de oclusão intestinal e, tendo passado “mais de oito anos” nas regiões umbralinas, estava ainda se adaptando à vida na “colônia espiritual” Nosso Lar, para onde acabara de ser levado, quando recebeu a notícia de que era agosto de 1939. Portanto, deve ter desencarnado por volta de 1929 a 1930.

Faustino Esposel

De acordo com o jornalista Luciano dos Anjos, a personalidade André Luiz foi o médico carioca Dr. Faustino Esposel que, por dois mandatos, foi presidente do Clube de Regatas Flamengo, na década de 1920.