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Concurso Cultural “Experiências durante o sono”: Café da manhã

1ª história: P.N – 34 anos – São Bernardo do Campo/SP

“Já vivi algumas experiências interessantes durante o sono. Uma delas aconteceu quando eu era mais jovem e ainda morava com meus pais. Eu dormia em meu quarto, numa manhã de sábado, devia ser umas 9 horas, mais ou menos. Me vi flutuar até o teto do quarto e quando me virei para baixo vi meu corpo dormindo na cama. A cena não me era estranha, pois costumo desdobrar de forma consciente durante o sono. Não tive nenhum medo, pelo contrário, me animei! Feliz da vida pensei: “Vou aproveitar para volitar um pouco aqui pelo bairro” (algo que adoro fazer). Sem nenhuma dificuldade, atravessei a porta do quarto, que estava trancada, o era imperceptível para mim naquele estado, embora eu soubesse da sua existência no plano físico. Segui pelo corredor até a cozinha, que dava acesso ao quintal, onde eu planejava pular até o teto e de lá sair volitando… Porém, ao chegar na cozinha, me deparei com meus pais tomando o café da manhã tranquilamente e, para minha surpresa, vi meu avô materno, na época recém desencarnado, que os observava com uma feição bastante séria.

Nesse momento me impressionei um pouco e como sei que minha mãe é médium, comecei a segurar em seus ombros e dizer: “Mãe, mãe, o vovô está aqui! Olha ele aí, você não consegue ver ele não? Presta atenção em mim mãe, estou aqui do seu lado!”… Inicialmente ela não me deu atenção, mas quando insisti ela começou a olhar de lado, na minha direção, sem, no entanto conseguir me ver… Eu, inconformada, não tive dúvida, voltei correndo para o corpo, mergulhei nele com o entusiasmo de uma criança e rapidamente me levantei, desta vez perfeitamente acordada e em vigília consciente. Fui correndo até a cozinha, onde a cena seguia, porém, sem que eu pudesse ver o meu avô.

Nem preciso falar que meus pais estranharam muito a cena, eu levantando toda esbaforida, falando que o vô tinha vindo nos visitar e dizendo que estive ali antes e ninguém me viu! Meus pais até que levaram numa boa, pois minha mãe sempre foi médium e esse tipo de coisa acontece mesmo na família… Mais um causo para o arquivo!”