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Sonhos – 1/3 da vida

Em março de 2016, para comemorar o lançamento da obra “1/3 da vida”, a Editora Dufaux realizou um concurso cultural em sua página no Facebook, onde seus leitores  foram convidados a compartilharem algum sonho marcante que tenham lembrança. Várias histórias comoventes foram recebidas e delas 10 foram escolhidas para compartilhar com todos, sendo que 3 estão presentes do livro físico.

Livro disponível em nossa loja virtual, confira!

Se você não se lembra destas histórias, confira agora (lembrando que os autores dos sonhos tiveram seus nomes preservados):

História 1

1ª história: P.N – 34 anos – São Bernardo do Campo/SP

“Já vivi algumas experiências interessantes durante o sono. Uma delas aconteceu quando eu era mais jovem e ainda morava com meus pais. Eu dormia em meu quarto, numa manhã de sábado, devia ser umas 9 horas, mais ou menos. Me vi flutuar até o teto do quarto e quando me virei para baixo vi meu corpo dormindo na cama. A cena não me era estranha, pois costumo desdobrar de forma consciente durante o sono. Não tive nenhum medo, pelo contrário, me animei! Feliz da vida pensei: “Vou aproveitar para volitar um pouco aqui pelo bairro” (algo que adoro fazer). Sem nenhuma dificuldade, atravessei a porta do quarto, que estava trancada, o era imperceptível para mim naquele estado, embora eu soubesse da sua existência no plano físico. Segui pelo corredor até a cozinha, que dava acesso ao quintal, onde eu planejava pular até o teto e de lá sair volitando… Porém, ao chegar na cozinha, me deparei com meus pais tomando o café da manhã tranquilamente e, para minha surpresa, vi meu avô materno, na época recém desencarnado, que os observava com uma feição bastante séria.

Nesse momento me impressionei um pouco e como sei que minha mãe é médium, comecei a segurar em seus ombros e dizer: “Mãe, mãe, o vovô está aqui! Olha ele aí, você não consegue ver ele não? Presta atenção em mim mãe, estou aqui do seu lado!”… Inicialmente ela não me deu atenção, mas quando insisti ela começou a olhar de lado, na minha direção, sem, no entanto conseguir me ver… Eu, inconformada, não tive dúvida, voltei correndo para o corpo, mergulhei nele com o entusiasmo de uma criança e rapidamente me levantei, desta vez perfeitamente acordada e em vigília consciente. Fui correndo até a cozinha, onde a cena seguia, porém, sem que eu pudesse ver o meu avô.

Nem preciso falar que meus pais estranharam muito a cena, eu levantando toda esbaforida, falando que o vô tinha vindo nos visitar e dizendo que estive ali antes e ninguém me viu! Meus pais até que levaram numa boa, pois minha mãe sempre foi médium e esse tipo de coisa acontece mesmo na família… Mais um causo para o arquivo!”

História 2

2ª história: J.R.M – 60 anos – Santo André SP

Eu cresci em uma família onde o espiritismo era coisa do diabo. Até os 35 anos de idade eu passava longe de centros espíritas. Já estava casado e com um filho pequeno e dizia ao meu filho que daria a ele uma educação diferente daquela que tive, com muito amor e carinho, pois meu pai nunca falou de seus sentimentos com seus filhos, sempre durão e fechado! Em uma determinada noite de sono, me vi dentro da empresa que eu trabalhava com minha amiga e dona da empresa me pegando pela mão e dizendo: – Vem comigo até a sala de reuniões, abriu a porta me colocando dentro da sala e saiu. Para a minha surpresa quem estava sentado na cabeceira da mesa era meu pai. Eu disse: “-Pai, o que o senhor está fazendo aqui?” Saí correndo pra dar-lhe um abraço super apertado, não acreditando no que estava vendo. Ele estava mais jovem e muito bonito. Ele me disse: “- Sente-se aqui ao meu lado! Preciso te dizer algumas coisas que você sempre cobrou de mim!!! Eu vim para dizer o quanto eu te amo e o quanto você é importante para mim. Passe para o seu filho o mesmo amor que eu sinto por você!”
Conversamos bastante. Muitas coisas eu não entendia na época, mas foi uma experiência ímpar! No final ele me disse: “Preciso ir. Está na hora.” Levantou-se, me deu um longo abraço disse que muitas coisas iriam mudar em minha vida, me deu outro abraço e se foi.
Foi o único sonho que tive com ele ‘e por causa disso, me dediquei aos estudos da doutrina Espírita, aprendendo e depois trabalhando.
Hoje, com meus 60 anos, me dedico aos trabalhos espirituais de cura, reik e cirurgias espirituais. Sou sacerdote da Umbanda e sempre passo adiante os ensinamentos que recebi!

História 33ª história: R.B.S – Osasco – SP

Há mais ou menos vinte anos eu fui acometida por uma doença de pele a qual me fez sofrer muito. Eram formadas bolhas de água sobre a pele dos membros inferiores, na região posterior da coxa. Todas os dias pela manhã, quando eu acordava, sofria muita dor, pois as roupas de dormir grudavam na minha pele e ao retirá-las elas rompiam as bolhas que sangrava muito, queimava e doía. Todo os medicamentos prescritos pelos médicos não traziam sequer o alívio desejado. Numa noite, após mais de um mês nesse sofrimento, eu me preparava para dormir e já sabendo como seria ao acordar pela manhã, conversei com Deus.

“Meu Deus, o que será que está acontecendo comigo, o que serão essas lesões que tanto estão me fazendo sofrer? Os medicamentos não estão fazendo efeito.” E acabei dormindo. Sonhei que estava num hospital e fui atendida por um médico que aplicou uma injeção intramuscular em minha nádega direita e ao terminar de injetar o medicamento falou que em dois dias eu retornasse para receber outra dose do medicamento. Passados os dois dias, a noite eu tive o mesmo sonho, no mesmo hospital e com o mesmo médico, que novamente aplicou-me outra injeção. Desta vez, na região da nádega esquerda. Na manhã seguinte, já não tive tanta dificuldade para retirar a roupa de dormir, não sangrou e não senti aquela ardência. Depois de ter recebido essas duas injeções, nunca mais tive lesão alguma. Já se passaram trinta anos desse ocorrido, hoje me encontro com 62 anos de idade e tenho uma ótima saúde.

Trabalhei 30 anos num hospital aqui em São Paulo, na Cidade de Osasco e nunca tive doença alguma. Eu sou Enfermeira padrão, gostava e amava o que fazia e por ser uma profissão de risco, sou muito grata a Deus e aos nossos irmãos trabalhadores do plano espiritual por estar aposentada e gozando de boa saúde. Lesões na pele, nunca mais! Tenho a minha pele íntegra, aquelas bolhas tão horríveis, nem cicatrizes deixaram. Graças a Deus e aos nossos irmãos, trabalhadores da saúde do plano espiritual. Todas as vezes que me lembro desse episódio, sinto na minha alma uma felicidade muito grande, uma alegria que não sei explicar. Agradeço pela oportunidade de, através desse relato, poder recordar e sentir essa felicidade e alegria infinita.

4ª história: R.L.AHistória 4

Fui casada por sete anos, dois dos quais fui feliz mas os outros cinco foram só de sofrimento. Fui humilhada, apanhei grávida do meu segundo filho, passei fome, só não morri porque eu escutava a voz de um homem que me dizia que eu só seria feliz se tomasse uma atitude, caso contrário eu morreria. Resumindo, criei coragem e me separei.

Passei a nutrir muito ódio por esse homem, desejava-lhe mal o todo tempo e o culpava por tudo de ruim que um dia me aconteceu.

Já separada as coisas boas passaram a acontecer. Numa noite, ao dormir, me senti num filme, passando tudo o que eu tinha feito com esse homem em outra vida. Eu tinha matado ele e sua amante, deixando uma filha pequena órfã. Passei a entender tudo e, por incrível que pareça, o perdoei. Hoje ele é o meu melhor amigo. Me libertei do sentimento negativo que cultivava e entendi que ele não fez nada sozinho, eu contribui também. Hoje tento ser feliz!

História 55ª história: L.F – Caraguatatuba/SP 

Eu tenho muita facilidade para lembrar de quase tudo quando volto dos desdobramentos, por isso tenho muitas histórias para contar. A mais marcante ocorreu por volta do ano de 2003, quando fui numa zona, que acredito ser a área daqueles que desencarnam por suicídio. Chegando lá vi meu tio José Laerte, irmão de minha mãe. Ele desencarnou com cirrose e câncer no pâncreas, pois era alcoólatra desde rapaz novo. Desencarnou com 48 anos e eu tive a visão nítida do lugar horrível em que ele estava e pior ainda era o estado dele. Além do rosto bem magro e desfigurado o terno e a camisa estavam esfarrapados.

Quando eu e dois senhores o acompanhávamos, ele se apoiava em outros dois senhores de branco. Paramos de frente a um lugar que parecia um portal, do outro lado era claro como o nosso dia aqui. Nos despedimos, ele virou-se, me agradeceu e sumiu. Aí minha avó, também desencarnada, apareceu e agradeceu dizendo que só eu podia ter contato com ele, pois ele não a via.

Eu tinha ido a um centro Espírita e acordei achando que não devia ter ido pois minha mãe é evangélica e dizia que o Espiritismo era algo perigoso. Fiquei intrigada e fui investigar minha história, quando descobri as roupas idênticas que ele usava, o terno xadrex tipo twid, a calça preta, camisa branca e gravata. Eu não o vi quando faleceu, pois estava morando em São Paulo e ele em Piracicaba. O mais interessante é que o terno foi emprestado pelo outro tio, irmão dele e foi descrito idêntico ao que vi no sonho.

Depois de uns dois anos esse tio que era esquizofrênico me disse que meu tio tinha parado de perturbá-lo, que tinha saído de uma gangue e agora passeava e vinha visitá-lo junto com os seus pais. Desde esse dia parei de escutar minha mãe e me tornei frequentadora do Centro Espírita. Tenho vários desdobramentos interessantes e ao deitar, me disponho em orações para servir com os socorristas. Grata, querido Irmão.

6ª história: A.V – Higienópolis/SPHistória 6

Sou espírita kardecista, estudo, frequento e trabalho em um centro espírita há mais de 13 anos. Sempre tive várias premonições de coisas do dia a dia que iam acontecer, como aviso, e tenho sonhos espirituais muito incríveis.

Um deles foi com a minha avó paterna, 3 anos após o seu desencarne, onde ela me pedia ajuda! Eu estava na casa dela, também em São José do Rio Preto, e vi muitas grades em volta e a luz do seu quarto acesa! Tentei entrar e não consegui.

Me assustei porque, de repente , a voz dela soou no meu ouvido, não consegui vê-la, mas estava chorando, me dizendo que estava presa ali e que não conseguia sair desde o seu desencarne! Sentia-se presa à sua casa, às coisas materiais, às pessoas que ainda moravam lá.

Ela foi extremamente católica e jamais admitia falarem em espiritismo! No dia seguinte ao sonho, fui ao centro que eu frequentava e ela estava lá, pedindo ajuda. Uma médium a incorporou e ela falou comigo, pediu desculpas por me assustar no sonho, mas queria muito a ajuda para se libertar. Então, ela foi encaminhada para um local apropriado.

História 77ª história: J.L.C.M – RJ

Minha experiência mais marcante até agora em sono foi a seguinte: No começo estávamos eu e mais três pessoas. Éramos pesquisadores, mas não pesquisadores quaisquer, nós pesquisávamos os motivos das catástrofes naturais em alguns planetas.

No começo do sonho estávamos finalizando um trabalho quando pegamos impulso, como se estivéssemos pulando em dupla e chegamos até um veículo do tipo que eu nunca vi na minha vida e não saberia descrever ao certo. Ele era todo branco e tinha uma forma de elipse, conseguia voar pelo universo de planeta em planeta. Não era parecido com nada que temos aqui.

Depois de um tempo eu e meus companheiros de trabalho chegamos ao planeta Terra. Tínhamos um tempo limite para ficar aqui, pois não éramos adaptados com a atmosfera local. Assim que descemos do veículo começamos a nossa pesquisa. Parecia ser o horário da madrugada. Fomos em cavernas, cachoeiras, praias. Quando percebemos que o tempo estava se esgotando, pegamos as amostras e abraçamos a nossa dupla para pegar impulso e voltar para o nosso transporte. Assim que eu e minha dupla pegamos impulso e pulamos, ao chegar numa certa altura eu escorreguei dos braços do meu parceiro e cai.

Quando meu parceiro percebeu que eu havia caído, ele rapidamente começou a me gritar, me chamando pelo nome de Nariú. E eu gritava desesperada pelo Iurí, caindo de uma altura muito grande. Ao chegar ao chão, percebi que estava no quintal da casa que minha avó mora, onde eu cresci. Tentei pegar impulso vária vezes, mas como estava sem minha dupla não tinha força o suficiente para chegar ao veículo.

Por fim, fui perdendo minhas forças, não conseguia mais me mexer e a atmosfera do local, que não era compatível com a de onde eu vinha, ia me sufocando cada vez mais e eu desfaleci ali mesmo. Ao acordar senti uma pressão muito forte no peito e muita falta de ar, como se a bronquite estivesse atacando.

Depois de acordada eu ainda me senti muito confusa por alguns instantes, sem saber quem eu era e o grito do meu companheiro de pesquisa não saía da minha cabeça. Essa é só uma experiência entre tantas outras q eu tenho e que parece muito real.