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Autoconhecimento: Fator X Para Uma Vida Mais Leve

 

Quem é seu maior inimigo?

 

Na experiência do objeto-referência nos deixamos influenciar pelo que acontece fora de nossa natureza interior: pelas situações, circunstâncias, pessoas, coisas. Nesse estado buscamos incessantemente a aprovação dos outros: nossos pensamentos e comportamentos antecipam-se a toda resposta, porque fundamentam-se no medo. No objeto-referência nossa tendência é querer controlar as coisas, ter necessidade do poder externo. No estado do objeto-referência, o ego está em primeiro lugar. Mas ele não expressa o que realmente você é. O ego reflete apenas a sua autoimagem, a sua máscara social, o papel que você representa. Sua máscara social necessita da aprovação, de controle, de apoio no poder, porque vive com medo.

Um dos fatores com os quais devemos nos preocupar é o medo, que, atualmente, constitui a principal força sustentadora da nossa humanidade. Façamos, por isso, algumas considerações sobre ele.

O medo é o mecanismo de defesa que utilizamos quando somos ameaçados fisicamente, sendo reflexo da dor e base do instinto de preservação adquirido no reino animal. Quando somos ameaçados por alguma possibilidade concreta, como um atropelamento, a presença de um animal raivoso ou uma agressão física, estamos diante de situações em que o medo exerce sua função natural de preservação, sendo, portanto, usado em nosso benefício.

Entretanto, há também as situações em que deslocamos o medo para o campo da mente e utilizamos o pensamento para criar ilusões. Assim, é comum que tenhamos medo do que os outros falam ou pensam a nosso respeito, medo do futuro, medo da morte, medo de perder a saúde, medo de ficar pobre e outros tantos, que nos fazem antecipar algo que não está acontecendo no agora e que talvez nem mesmo acontecerá.

Se observarmos o medo, perceberemos que ele está sempre ligado a algo. Devemos analisar, então, se é algo concreto ou imaginário. Um exemplo de quando sentimos medo ligado ao imaginário é afirmarmos que temos medo do desconhecido. Contudo, isso não é possível, pois essa emoção só existe em relação àquilo que conhecemos ou experimentamos, e o desconhecido, como não existe, não pode nos ameaçar.

Quando falamos “estou com medo de morrer” ou “tenho medo que ocorra um acidente comigo”, baseamo-nos nas experiências ocorridas com outras pessoas ou por aquelas ocorridas com nós mesmos no passado, gerando medo por meio da imaginação do que pode vir a acontecer conosco. Isso demonstra como nosso pensamento funciona baseado, na maioria das vezes, no medo: busca-se a experiência do passado para refletir o que acontecerá no futuro.

Precisamos compreender que quando o objeto do medo é um fato real, estamos reagindo em nosso benefício, mas quando esse objeto se torna imaginário, o medo é ilusório, fazendo com que percamos contato com o agora e, com isso, prejudicando-nos.

Em nosso cotidiano temos, várias situações que demonstram bem a ação maléfica do medo ilusório em nossa vida.

Quando trabalhamos com medo de perder o emprego, reduzimos a capacidade natural de agir, de forma que não assimilamos o fato de que ainda continuamos com nosso trabalho. Sofremos tanto pelo que não está acontecendo, que e a mente induz o cérebro a produzir enzimas e hormônios para atender essa disposição mental. Tudo isso gera desconforto, e o sofrimento ilusório poderá fazer com que percamos realmente o emprego. Se examinarmos mais de perto também o habitual medo da morte que várias pessoas compartilham, veremos que ele é característico da nossa forma de pensar distorcida. Pensamos quando e como vamos morrer, mas não estamos morrendo agora e nem temos como descobrir como essa passagem se sucederá: passar pela morte é bem diferente de pensar sobre ela.

O sofrimento mental está sempre ligado a emoções perturbadoras e nos leva à paralisia.  Temos que estar conscientes de que somos criadores de tudo o que acontece conosco.

Nosso aprendizado se dará no exato momento em que sofremos ilusoriamente por qualquer experiência, conseguindo enxergar que ela é exclusivamente mental, e não concreta. É necessário descobrir como pensamos e ter um nível de consciência do medo anterior ao pensamento. A partir do instante em que modificamos o nosso modo de pensar, vemos a ignorância que o sustenta, despertamos para uma visão consciente do que está acontecendo, e isso faz com que o medo enfraqueça.

Se não nos propusermos a mudar de atitude, o medo continuará influenciando nosso pensamento, tornando-o negativo e pessimista, o que, por sua vez, nos causará sofrimento. Ao contrário, quando compreendermos o medo, tiraremos sua força energética, e ele não terá mais o efeito que tinha antes.

Não por acaso Jesus disse “não resistais ao mal.”[Matheus 5;39]

Assim, a chave para nos libertarmos do medo é vê-lo atentamente, em uma atitude de aceitação do momento energético em que nos encontramos, sem resistência, sem julgamentos ou questionamentos.  Não nos entregaremos ao medo até que ele enfraqueça por si.

Só a compreensão alcançada por meio da percepção do pensar e do sentir fará com que o medo desapareça sempre que ele vier do próprio pensamento. Ter essa capacidade é dar um passo para o encontro com nosso espírito, que não traz o medo em sua essência.

Livro autoral de Samuel Gomes – Psicólogo Humanista Transpessoal

Samuel Gomes – Facebook    

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