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AMARRAÇÃO NO AMOR

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Olá, amigos, que bom retornar com as nossas conversas!

Hoje estaremos falando de um tema abordado no último lançamento da Editora Dufaux, “Guardiãs do Amor, a missão das Pombagiras na Terra”, autoria espiritual de Pai João de Angola, através do médium Wanderley de Oliveira. Os primeiros capítulos do livro nos falam sobre a magia de amarração no amor e da importância da honestidade nas relações conjugais, e pensando, reitero que a honestidade deve ser cultivada, encontrada e vivida em todas as relações afetivas, sejas elas quais forem.

AMARRAÇÃO NO AMOR OU NA PAIXÃO?

Os fatos da história de amarração, envolvendo um aparente triangulo amoroso se desenvolvem logo no início da obra, porém contar detalhes sobre ela é antecipar a magia e o encantamento reais da mesma. Melhor que o leitor a busque diretamente na fonte, deliciando-se com a escrita clara, lúcida, objetiva e, sobretudo, amorosa do autor espiritual.

O livro expõe muito bem esta realidade da magia que encontramos largamente nas relações amorosas desequilibradas (e por que não dizer ilusões) que permeiam os corações humanos ainda presos nas malhas do afeto não correspondido, do ciúme e do sentimento de posse.

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Ele nos conta como a nossa invigilância mental nas relações do dia-a-dia e a maneira como nos expressamos, olhamos, falamos e agimos podem acender desejos e equívocos nas mentes daqueles com os quais nos relacionamos. Pois todos nós temos desejos secretos, expectativas e necessidades de afeto que gostaríamos de ver correspondidos. Além de situações cármicas ainda não resolvidas, que aparecem quando menos se espera e surgem de onde nem possamos imaginar.

E AÍ PERGUNTAMOS:

  • São sentimentos de amor ou de paixão?
  • O que move um trabalho de magia de amarração no amor?
  • Como nos proteger?

Tentaremos, brevemente, abordar estas questões

  • Amor ou paixão

Para encontramos a resposta, lembro de Paulo quando nos fala em sua carta aos de Corinto [1],  “[...] se me falta o amor, sou um metal que ressoa, um címbalo retumbante”. Aqui temos a resposta, e analisando ao pé da letra esse versículo, entendemos que se um metal ressoa, significa que soa muito forte e repetidamente, dando eco, bem como o címbalo, um instrumento de pratos de metal ou de cordas que se percutem com as mãos ou baquetas, e se retumbam, o fazem com um grande estrondo. Desordenam nossos ouvidos.

E assim se comportam as paixões em nosso campo íntimo, mental e astral, revolvendo e desequilibrando nossos corpos físico e sutis.


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E voltando ao mesmo texto Evangélico citado acima, o amor quando age, não se revela dessa forma. O Amor, nas palavras de Paulo, “tem paciência, é serviçal, não é ciumento, não se pavoneia e não se enche de orgulho”. Nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse”. [2]

Já vimos então que não é amor que mobiliza uma magia de amarração, mas um profundo, egoístico e também invejoso desejo de ver as suas próprias necessidades afetivas atendidas e satisfeitas, acima das do outro e em total desrespeito à individualidade e ao livre arbítrio do mesmo.

  • O que move um trabalho de amarração?

Respondemos de imediato a essa pergunta. O que move um trabalho de amarração é a crença equivocada de que o que se sente seja amor.

 Costumo dizer aos meus pacientes[3] que a mente humana é chamada mente, porque “mente para a gente”, e explico. Quando pensamos demais, os pensamentos fazem nós em nossa cabeça, criando e desenrolando fatos, gerando expectativas em cima deles, que podem não corresponder à realidade do que vivemos. Eles dependem apenas das nossas histórias e vivências, que por si só trazem uma gama de conclusões que geram atitudes em cima das mesmas posturas.

E isso, sem levar em consideração a realidade externa ou o que se encontra no coração alheio, foco de nossos interesses.

Isso não é amor, mas apenas, um sentimento passional de posse, sem aceitar e respeitar o que a outra pessoa é em essência, amar o que se quer enxergar no outro, e o que se imagina que o outro é e que tenha no coração. Na verdade tudo isso “é desejo, apego, loucura e perturbação" [4]. 

Mas tem um outro lado nesta questão que depende da pessoa que é vítima de um trabalho de magia de amarração no amor. A Doutrina Espírita nos mostra e ensina, tão claramente como a água em uma fonte cristalina, que quaisquer processos obsessivos ou influenciações espirituais se estabelecem por questões íntimas não resolvidas e por laços de sintonia e semelhança entre as partes envolvidas. Ou seja, a nossa tranca íntima se abre para isso. 

É preciso pensar menos com o cérebro, e mais com o coração.
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  • Como nos proteger?

Nossas noções espiritualistas estão incompletas no que se refere à proteção espiritual. Não nos basta apenas vigiar e orar, pois as leis energéticas transcendem em muito toda a gama de conhecimentos que já conseguimos aquilatar pelas nossas próprias experiências, ou o que nos foi permitido ser revelado através das Potencias Angélicas que nos dirigem e ao nosso orbe, do Plano mais Alto.

As emoções que sustentamos funcionam como antenas emissoras que criam conexões que nem sequer possamos imaginar. A mágoa, por exemplo, dentro de quem a sente desequilibra a harmonia e o funcionamento de toda estrutura celular.

Outras emoções que amarram muito são o ciúme, a dependência, o medo, o ódio, a inveja, e a aversão[5].

O nosso coração “pensa" através do sentimento, por isso, além do tradicional vigiar e orar, é preciso desenvolver emoções mais nobres e mais fortes que fortaleçam as estruturas tanto biológicas quanto astrais desse órgão vital. E de toda a nossa estrutura orgânica e astral. É buscar sempre o mais alto e o mais nobre, e também procurar agir desta forma.

A oração renova nossas energias e suaviza os efeitos perturbadores das vibrações desequilibradas que nos atingem em cheio a nossa vida interior. Mas por si só não resolve. É preciso vasculhar nossa intimidade à busca de nossas próprias fontes de frequências desarmônicas, acolhendo e aceitando nossa realidade íntima, por mais cruel que possa ser, pois esse é o caminho para nosso crescimento, auto aceitação, auto amor e bem-estar e que decorre do mérito de se ver e de se aceitar como se é em essência. Um árduo e longo processo, mas possível a todos nós.

A verdadeira proteção envolve:

  • Vigilância e oração;
  • Renovação;
  • E por que não dizer transmutação[6];
  • E magia, ou seja, a manipulação de energias, com conhecimento de causa.

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Tudo isso aplicado ao que já pudermos realizar por conta do que o nosso espírito já alcançou nesta e nas experiências passadas.

O amor e as uniões de valor com substancia moral autossustentáveis exigem honestidade com sua própria essência e com a do outro. São relações ricas em lealdade e amorosidade as fontes maiores de proteção contra o “olho gordo” e toda forma de energia libidinosa.

O melhor escudo contra a inveja e as carências afetivas é o amor luminoso que manda embora todas as sombras, internas e externas, que buscam nos envolver.

O amor conforme Paulo, o Apóstolo dos Gentios, nos convidou a viver.

E as verdadeiras pombagiras, como anuncia o título do livro, são as Guardiãs dos carmas do Amor, não cuidam das paixões humanas, mas procuram despertar nos corações humanos a vontade de amar, de ser afetivo, e de usar essa energia no bem, construindo amores reais na vida e para a eternidade.

Ricardo Gruppioni


[1] Paulo, Coríntios, capítulo 13, versículo 1

[2] Idem anterior, versículos 4 e 5

[3] Ricardo Gruppioni é médico, com formação em Homeopatia e Medicina do Trabalho

[4] Pai João de Angola no livro “Fala Preto Velho”, psicografia de Wanderley Oliveira, capítulo 20

[5] Idem anterior 

[6] No sentido de converter, transformar uma coisa em algo diferente.