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GUARDIÃS NA SEARA DO CRISTO

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Posso não compreender todas as verdades divinas, não compreender todas as forças místicas e espirituais que nos rodeiam, mas uma coisa eu já aprendi nestes anos de minha existência: o que nos mostra quem realmente somos é o nosso comportamento através de nossas ações e palavras coerentes.

O que nos faz identificar um trabalhador do Cordeiro, não é a visão de um Ser de Luz, mas sim a mensagem de luz e de amor que propaga do seu Ser.

Neste mundo material em que vivemos, já temos provas mais do que concretas de que a essência do ser humano não pode ser descrita pelas belas roupas que veste ou pela beleza externada em seu corpo material.

Enxergamos as riquezas da nossa própria alma pelos pensamentos, ações e palavras diante das menores experiências que vivemos. E, quando percebemos do que o nosso coração está cheio, é que nos flagramos em nossa face verdadeira. Se assim é conosco, não seria diferente com o nosso próximo.

Se, ao nos analisarmos, ainda ficamos surpresos ante algumas reações que surgem do nosso íntimo, como podemos julgar o nosso próximo sem ao menos nos darmos ao trabalho de conhecê-lo?


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DESCORTINANDO NOSSOS PRECONCEITOS

Muitos de nós, espíritas, ficamos tristes ao vermos a Doutrina Espírita ser julgada com palavras hostis e preconceituosas. Muitos de nós afirmaríamos que quem as profere não tem conhecimento sobre o que está falando e, portanto, deve ser desconsiderado.

Então, por que nos achamos especialistas para julgarmos os trabalhadores místicos, que manipulam energias que nem podemos imaginar quantas e quais são, julgando-os como menores ou ignorantes? 

São suas palavras doces ou sua simplicidade que nos fazem acreditar que nada sabem? Ou somos nós, repetindo o que os ignorantes e preconceituosos fazem com o Espiritismo?

Deveríamos ter como premissa que, se nada sei, nada vou falar ou julgar.

Diante de minha experiência mediúnica posso dizer que já me deparei com esses trabalhadores e muito aprendi com eles. Nestes casos, percebi o trabalho de amor sendo entregue pelos coordenadores espirituais a estes obreiros que, com o seu saber de manipulações energéticas ou “magia”, levam aos filhos do Altíssimo o que eles mais necessitam, quer seja uma organização energética física, mental, emocional ou perispiritual, quer seja, simplesmente, a certeza do amparo Dele.


UMA VERDADE SENDO PROPAGADA

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Em muitos livros espíritas, já vemos essas verdades sendo trazidas para nós.

Nelas, percebemos a presença dos benfeitores de luz que estão sempre a velar por nós. E estes, em muitas tarefas de amor, buscam nos trabalhadores especializados, a mão de obra que se faz útil e necessária.

Por exemplo, o que seria de nós sem os socorristas que trilham os caminhos tortuosos do umbral em busca dos arrependidos? Trabalhadores estes que necessitam se vestir adequadamente ou até se transvestir (perispiritualmente) para amparar irmãos que criaram seus mundos de dor e agonia e que, na sua ignorância, temeriam a luz ou não se sentiriam merecedores dela.

Será que, com os olhos fechados para o amor de Deus, identificaríamos e aceitaríamos o resgate por parte de alguns destes trabalhadores, se eles não chegassem iluminados para nós? Será que seríamos merecedores deste auxílio se estivéssemos condicionando o nosso resgate à luz do auxiliador?


UMA FALANGE INJUSTIÇADA

O livro "GUARDIÃS DO AMOR - A MISSÃO DAS POMBAGIRAS NA TERRA"¹ nos traz algumas ponderações que, até para os mais resistentes, pode ser o início de um novo pensar.

Como disse anteriormente, como médium já tive a oportunidade de me deparar com o trabalho destas trabalhadoras incansáveis na harmonização dos corações alheios e, associado ao que li nesta obra, só me dá a certeza da bondade de Deus em nossa vida de aprendizado.

Acredito que “o nome das pombagiras e dos exus, espíritos pertencentes a uma hierarquia de respeito e autoridade, foram difamados e jogados na lama dos preconceitos populares."²

E isso se deu e ainda se dá de várias formas, mas enumero dois motivos porque acho que muitos os entenderão imediatamente:

  1. porque são entidades relacionadas às Casas de Umbanda, alvo, infelizmente, de muito preconceito no círculo espírita e fora dele;  

  2. porque, a humanidade ainda não se desvencilhou dos interesses mesquinhos que a impulsiona e, por isso, nada a detém para atingir o que deseja.

Agora, sigam o meu raciocínio: o que é um nome? Qualquer espírito pode se dar um nome e nada melhor do que apontar os que já são conhecidos pelo povo (exus e pombagiras) e que, pela ignorância dos preconceituosos, são vistos como espíritos ignorantes e sem luz.

Os médiuns que não compreendem a função da mediunidade para o seu crescimento moral e trabalham com os espíritos ignorantes das leis divinas, sem se importarem com a veracidade das informações trazidas por estes, continuam a semear as mentiras que vêm acompanhando estes tipos de ação dos falsos exus e pombagiras. Isso porque tais médiuns somente almejam os resultados e os lucros que esse trabalho lhes proporciona.

“Os espíritos femininos que ainda fazem essas coisas só denigrem o nome das verdadeiras pombagiras, e fazem os humanos pensarem que atuamos como uma agência de casamento ou como umas rameiras a serviço de desejos mundanos.”³

E enquanto os encarnados continuarem a procurar tais serviços, porque querem enriquecer, amar e obter sucesso sem grande esforço, haverá médiuns e espíritos a trabalharem juntos acumulando débitos e levando a todos eles muito retorno cármico.

“Você pode pensar como quiser, mas que existe amarração para o “amor”, não tenha dúvida. Tudo acontece com base em magnetismo (magia) + estrutura emocional adoecida (baixa autoestima + imaturidade emocional) + resíduos cármicos no corpo mental inferior + espíritos vampirizadores de energia sexual, que topam qualquer parada. (...)

Ambos [homens e mulheres] mexem com energias perigosas e que manipulam da forma mais infeliz, colocando as suas próprias vidas em risco e atraindo somente o pior para o seu caminho.”

Para todos que ainda acreditam que será por meio de pactos e trabalhos de amarração com a espiritualidade vampirizadora que suas vidas irão mudar, acreditem que muitos problemas ainda irão enfrentar.

Diante deste pensamento insano de prosperidade temos, nas falanges do bem, trabalhadores que buscarão auxiliar àqueles que vivem no engano para que os envolvidos vivenciem menos prejuízos. Dentre estes trabalhadores, estão as pombagiras.

Finalizando, lhes transcrevo a definição trazida por Maria Mulambo, na página 104, do livro GUARDIÃS DO AMOR - A MISSÃO DAS POMBAGIRAS NA TERRA, para que comecemos a enxergá-las como valorosas trabalhadoras na harmonia dos seres humanos deste planeta de grandes ensinamentos:

“As pombagiras são mesmo tão encantadoras que despertam esse desejo de proximidade, seja em homens ou mulheres. Pombagiras são investidas de autoridade, com uma força de atração quase irresistível, espíritos na vanguarda de seu tempo, com acentuada carga do sagrado feminino, isto é, sua força está no feminino, o que lhe confere coragem muito além da média, por isso catalisam as mulheres, tornando-se uma referência de autoridade, mexendo muito com o raciocínio dos homens. As pombagiras são as rainhas do sentimento enobrecido. São feiticeiras elegantes, que já reencarnaram diversas vezes como médiuns e com grande poder mental.”

Se antes elas já tinham o meu respeito e admiração, agora eu as reverencio pelo lindo trabalho de amor e dedicação. 

 

Adriana Machado

¹ Autor espiritual Pai João de Angola, pelo médium Wanderley Oliveira, Editora Dufaux.
² Idem, páginas 84-85.
³ In Guardiãs do Amor, a missão das pombagiras na Terra, p. 100.