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UM JOVEM OBSESSOR

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Quantos ensinamentos você acha que pode obter com um espírito obsessorDescobri que são muitos.

Até psicografar esta obra, eu acreditava que os espíritos obsessores somente nos ensinavam, indiretamente, através da dor, porque nos processos obsessivos, somos obrigados a dar um basta nos caminhos equivocados que adotamos em função das nossas escolhas.

Ao buscar o nosso aperfeiçoamento moral alcançamos o afastamento vibracional entre obsessor e obsidiado, dentre outros motivos.

Eu tinha razão? Em parte, sim, mas descobri que esses ensinamentos vão muito além e que os aprendizados se realizam de um lado a outro da relação obsessiva.

COMO ELES AGEM

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Se somos alvos de processos de influenciação, se estamos abertos para aceitar as más influências é porque estamos nos concentrando em valores que não servem para nos proteger nem de nós mesmos.

E isso os espíritos influenciadores têm conhecimento. Nos iludimos quando queremos acreditar que os “maus” nada sabem. Grande engano!

Os espíritos que trabalham nas organizações que promovem os processos obsessivos têm vastos conhecimentos sobre o seu trabalho, sobre como nos atingir e manipular, como nos escravizar ao que eles objetivam para nós. Vejam como o jovem obsessor Jefferson, autor espiritual da obra¹, narra sobre o seu aprendizado:

       “(...) fui obrigado a participar de um treinamento exaustivo nas artes de influenciar, subjugar e manipular mental e energeticamente outros espíritos, tanto nas regiões abissais do plano espiritual quanto do plano físico. Quando nossos chefes entenderam que eu estava pronto, comecei a trabalhar, sem descanso, nos grupos de desequilíbrio e desarmonização, influenciando negativamente a todos.”


COMO NÓS AGIMOS

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       "Eles são espíritos fracos, que na menor das dificuldades têm a harmonia de seu lar estraçalhada. Por nossa vontade, os fazemos de marionetes, e continuarão assim por ser o que são."  

Apesar do Jefferson afirmar que tudo isso acontece segundo a vontade dos influenciadores, somos nós, os influenciados, que permitimos. Somos nós que, pelas nossas más tendências, aceitamos essa influência e lhes damos tal poder. Uma personagem da obra, Penélope, esclarece:

       “Claro que eles não podem determinar nada a ninguém, Antônio. Mas eles podem alimentar no pai de Dalva e no Rodrigo os sentimentos ruins que eles estão se permitindo criar e sentir. Então, se é culpa ou tristeza, ou se é o rancor e mágoa que sentem pai e filho, tais espíritos poderão potencializar e agravar tais sentimentos nos dois, levando-os a implodirem em escolhas que os farão arrepender-se muito no futuro.”

Surpreenderam-se com o que foi dito? Todo o desequilíbrio que eles promovem em nós ou as ações que adotamos contrárias ao que acreditamos que devemos fazer, tem o nosso consentimento, tem o nosso querer.

E eles alimentarão esse nosso querer para que nos endividemos frente à nossa consciência e nos enxerguemos devedores com o Pai, assim como eles mesmos se sentem.

Quando Jefferson se arrepende do que fez e decide parar o processo obsessivo sobre a família de Rodrigo, é resgatado e, diante de sua consciência, ele reflete:

       “Mas, admito, tenho medo desse juiz. Tenho medo, porque mereço cada castigo que será imposto por ele.”

Fica certo que, se aceitarmos esse papel, se aceitarmos a visão de um Pai desumano, se nos aliarmos aos obsessores em nossas preferências materialistas agindo contra os preceitos morais básicos, poderemos, mais tarde, fazer parte integrante dessas mesmas organizações em que eles se encontram.

       “Esses alguéns, possivelmente, seriam nossos companheiros de trabalho num futuro muito próximo.”


DEUS ESTÁ ACIMA DE TUDO

Mas, não podemos esquecer que estamos falando sobre a vida e que a Providência Divina está atuando ativamente para o nosso crescer. Por isso, nós não precisamos aceitar o papel de marionetes, mas sim de conquistadores dos valores que nos coloquem no caminho da verdade divina, para que nosso futuro tenha como fim a nossa redenção.

Se nós não precisamos fazer parte destas experiências, Jefferson nos mostra que eles também podem fazer escolhas melhores. Mas para isso, muito esclarecimento e esforço precisarão ser abraçados, porque, em sua grande maioria, todos acabam pensando que não são merecedores de uma nova oportunidade:

       “Não nos são dadas novas chances após as escolhas equivocadas que fizemos. Como Deus me perdoaria após tantos crimes cometidos?”

Tudo isso nos foi apresentado nesta obra, mas ainda tem muito mais...


Adriana Machado


¹ Um jovem obsessor: a força arrebatadora do amor na redenção espiritual, psicografada por Adriana Machado. (N.E.)