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Autoestima

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Você sabe qual a importância de se ter uma boa autoestima?

Você tem noção do que causa uma autoestima baixa e quais as suas consequências?

E afinal, é possível melhorar a autoestima?

Neste artigo você vai entender porque é tão importante cuidar da autoestima para se ter uma vida melhor!


O QUE É A AUTOESTIMA?


A autoestima pode ser considerada como o sistema imunológico do psiquismo. Ela serve para proteger o emocional diante das experiências que se tenha.

A autoestima é para todos os momentos, mas principalmente para os dias difíceis. E tem conexão com a capacidade de se manter em uma postura otimista e realista, diante de si mesmo e da vida.

Para você entender melhor, veja os dois principais pilares que sustentam uma autoestima saudável:


  • A noção de Competência Pessoal – que é a confiança que se tem na própria capacidade de enfrentar e lidar com os desafios da vida.
  • O reconhecimento do Valor Pessoal – que é a postura de esperar o melhor da vida, buscando fazer a sua parte e, com isso, se sentir merecedor de encontrar o melhor.


Autoestima tem total relação com a forma como se lida com as situações, com as conversas que se tenha consigo mesmo. Isso porque os diálogos internos são capazes de rebaixar ou fortalecer a pessoa para lidar com as situações. Assim, a autoestima saudável está associada a boa nota que se dá diante das atitudes, nas diversas experiências da vida.


ONDE COMEÇA A SER FORMADA


A autoestima começa a ser formada na infância, no contato com os pais, na educação que se recebeu e vai sendo reforçada ao longo da vida.

É algo tão importante na vida das pessoas, que influenciará nas escolhas e na qualidade dos relacionamentos.

E o principal é que ninguém é obrigado a manter a autoestima da forma que ela se encontra, porque ela sempre pode ser melhorada e fortalecida.


CONSEQUÊNCIAS DA BAIXA AUTOESTIMA


As situações mais comuns onde se evidenciam uma autoestima baixa são:


  • Viver relações tóxicas 

Quando não se reconhece o próprio valor ou quando não se sente merecedora do melhor, a pessoa muitas vezes se submete à influências de outras pessoas que lhe colocam para baixo. E essa situação é, na verdade, uma repetição exterior e concreta do que ela própria faz internamente, e tem muito a ver com o sentimento de culpa e de autopiedade que mantém.

  • Carregar muitas insatisfações na vida

Nessas situações, nada do que se viva, faça ou experimente, nunca estará bom e satisfatório o suficiente. Como a pessoa não está bem consigo mesma ela não se contenta com nada que vivencia.

  • Postura de passividade e vitimismo

Nesse caso as queixas estão muito presentes. Tudo está ruim, nada funciona, nada serve. É a típica atitude de uma pessoa que se viciou em reclamar.

  • Muitas limitações na vida

Como não acredita em si e não reconhece os próprios valores, expressa menos os próprios potenciais e vive sempre aquém do que poderia.

  • Fofocas, Críticas, Intrigas

Essa é a demonstração de uma autoestima adoecida. Falar mal dos outros, enxergar somente o lado negativo do outro, são formas de querer destruir no outro o que não aceita em si. Há um orgulho muito grande, onde procura se sentir melhor ao desqualificar aquele que critica ou destrói.

Geralmente, quem faz críticas e procura abaixar a estima de outra pessoa está demonstrando a sua própria autoestima baixa. Por buscar se sentir melhor diminuindo seu semelhante, o mal-estar que carrega transborda para o outro.

Quem realmente está bem de verdade, respeita e deseja que o outro fique bem.

  • Medo da rejeição

Há um excesso de preocupação com as opiniões dos outros sobre tudo o que faz. Isso paralisa a própria vida.

  • Caçador de emoções

Muitas vezes há uma busca excessiva de prazer para compensar, por meio das sensações e emoções, a falta de reconhecimento que tem de si mesmo. Nesse caso, tudo tem que ser demais, excessivamente intenso.

  • Arrogância e prepotência

Há um orgulho exacerbado. A pessoa se acha a melhor do mundo.

Uma pessoa com baixa autoestima, projeta no mundo e no outro as próprias dificuldades e frustrações, limitando assim as possibilidades de consciência e, consequentemente, de mudanças.

Por isso, a arrogância é tão diferente de uma autoestima saudável. Na verdade quem é arrogante ou prepotente busca uma forma de mascarar a falta de uma boa autoestima.

  • Excesso de autoestima

A autoestima tem relação com autoconfiança. Dessa forma, uma autoestima saudável propicia uma boa autoconfiança, e uma autoestima abalada vai gerar a falta dela.


Tem gente que fala que quando alguém tem excesso de confiança tem excesso de autoestima. Mas o termo está errado. Não existe excesso de autoestima. Existe uma autoestima saudável ou uma autoestima baixa. E nesse sentido, uma boa autoestima é igual a saúde, nunca é demais!

Sabe aquela figura do gato olhando no espelho onde a imagem que está refletida é a de um leão? Pois isso nada tem a ver com autoestima. Isso é uma distorção na percepção da própria imagem e é grave. Autoestima tem a ver com uma boa percepção de si mesmo, mas sempre dentro da realidade.


O QUE AJUDA NA AUTOESTIMA?


A autoestima deve ser cuidada ao longo do tempo e pequenos cuidados farão toda a diferença. Então, vamos lá!


  • Cuide da qualidade do sono

Dormir o suficiente e ter um sono de qualidade é muito importante.

É que o sono influencia no humor, na aprendizagem, na inteligência, no rendimento, na atenção, na concentração, na memória..., e se a pessoa não estiver bem, vai diminuir o rendimento e isso afetará a sua autoestima.

  • Começou, termine

Termine o que se propôs a fazer. Uma tarefa inacabada rouba a energia e gera um sentimento de impotência e de falta de compromisso consigo mesmo.

Quando não se quer mais fazer algo que começou, porque agora compreende que não tem mais sentido, deve-se fazer essa escolha conscientemente e não deixar pra lá. Nunca se deve agir como quem ignora um problema ou como quem coloca a poeira para debaixo do tapete, porque isso só vai piorar as coisas.

  • Trabalhe o seu autoconhecimento

Somente se gosta de quem se conhece. Somente se faz investimentos com quem se convive. Somente se valoriza aquele em quem se acredita. E os potenciais próprios somente serão reconhecidos com o autoconhecimento. Por isso é tão importante praticar o autoconhecimento. É nele que se fortalece a autoestima.

  • Chega de comparações

Nunca se compare aos outros, mas sim, a si mesmo. A comparação vai fazer você se sentir melhor ou pior, dependendo do que vai encontrar. Mas em essência, não mudará em nada a própria realidade. Não será justo se comparar com outra pessoa, porque cada um tem a sua própria história.

  • Aceite as imperfeições

Aceite as próprias imperfeições, mas não se acomode a elas. A aceitação é a base para transformar e crescer em qualquer área.

  • Receba os elogios

Aprenda a receber elogios. Se alguém reconhecer o seu valor em alguma área e falar, receba! A maioria das pessoas valoriza muito as críticas, mas dificilmente aceita os reconhecimentos.

Então, filtre as críticas e aprenda com elas. Quando receber uma crítica, a postura madura será: Pare um instante e tente criar um certo distanciamento emocional da situação. Veja se a crítica é construtiva ou destrutiva. Avalie se é uma oportunidade de despertar a consciência para algo que não aceitava ou se simplesmente é algo que deve ser ignorado e, então, seguir adiante.

  • Tenha autorresponsabilidade

Na maioria dos eventos da vida, se tem mais possibilidades de interferir do que se imagina. Assuma o controle, isso é autorresponsabilidade.

  • Trate-se como uma pessoa que você ama

Pense em uma pessoa que você gosta e tem muita estima. Pensou?

Como você trata essa pessoa que você ama e quer bem de verdade?

Pois procure fazer o mesmo com você!

Aprenda a ter boas conversas interiores. Crie bons momentos e experiências e seja uma boa companhia para você mesmo.

Seja coerente no que faça em relação aos seus valores e com isso estará aumentando a sua autoconfiança.


No mais, lembre-se que, não é o que acontece com você que abaixa a sua autoestima, é o modo como você lida com as coisas que acontecem com você que interferirá na qualidade da sua autoestima.

Rodrigo Ferretti
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