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CORONAVÍRUS – Parada obrigatória para a Humanidade!

Coronavírus

Os Espíritos nobres afirmam que “a dor é um convite da vida para que aceitemos uma entrevista com Deus”. Diante de qualquer dificuldade ou sofrimento, portanto, compete às criaturas humanas investigarem com cuidado e atenção que mensagem os mecanismos profundos da Vida estão desejando nos passar.

Neste momento, as nações do mundo estão atentas para a ameaça do novo Coronavírus. Embora o número de mortes não assuste tanto, o grande receio é que o Sistema de Saúde de cada país não consiga atender de forma conveniente a todos os infectados, caso a contaminação ocorra muito rapidamente, o que pode de fato acontecer.

Mediante a grande tensão que se instala no planeta, caberia aprofundarmos o olhar para verificar a existência de aspectos importantes, e positivos, ocultados principalmente pelo “barulho” da histeria coletiva, alimentada por parte da grande mídia, que nos impede de ver melhor.

Sabemos, à luz do conhecimento espírita, que a Terra vive complexa fase de transição de mundo de Provas e Expiações para o ciclo de Regeneração. Isso implica renovações estruturais profundas na malha energética do planeta, composta pelo psiquismo dos encarnados e dos desencarnados. Todos estamos, portanto, convocados a mudanças sérias na forma de pensar, crer, sentir, viver e conviver, objetivando purificação e evolução. A velha cultura materialista e egoísta, dominante no mundo, dará lugar paulatinamente a uma nova consciência, espiritualista e amorosa.

A presença de pandemias como a COVID-19 pode perfeitamente fazer parte deste processo de regeneração, de renovação e reestruturação da vida planetária. Recordemo-nos das palavras do Mestre de Nazaré: “Nem uma folha cai sem a permissão do Pai...”.

Podemos pressupor, também, que determinados males que surgem, hoje, podem estar amenizando ou eliminando, sob o influxo da misericórdia Divina, males muito maiores, do ponto de vista coletivo, como a elaboração de guerras nucleares e tragédias coletivas imensuráveis.

Outro aspecto importante a se considerar é o fato de que, diante da presente pandemia, a Humanidade teve de parar! Perniciosa aceleração havia tomado conta do comportamento humano, diante das inúmeras tarefas abraçadas e as ambições desenfreadas. Afastamo-nos, por demais, de uma vida relacional mais “artesanal”. Paramos de conversar olhando nos olhos, de dar atenção aos mais idosos, de brincarmos com nossas crianças, de namorarmos sentindo o parceiro ou a parceira... Estamos todos “correndo atrás do vento”, como elucida o texto de Eclesiastes.

Agora, tivemos de parar... Desacelerar... Silenciar um pouco, voltar para nossos lares, acalmar o ritmo frenético de nossas vidas. Orar mais, meditar mais, aquietar para melhor entender tudo o que está acontecendo.

Estamos percebendo que nossos poderes são frágeis, que não podemos tudo, que não dominamos tudo, que sem a misericórdia de Deus, estamos perdidos em nossas conquistas exteriores. Como também esclareceu Jesus, há dois mil anos, “de que adianta ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma?”.

Tudo isso nos faz pensar, refletir e, quem sabe, voltar à Casa Paterna, à semelhança do filho pródigo, reencontrando a nós mesmos, a nossa essência.

O Coronavírus nos faz, pelo menos, parar para ver melhor, para nos reumanizarmos talvez, compreendendo que somos todos iguais e irmãos, frágeis, vulneráveis e que fora do amor, da solidariedade e de uma vida mais artesanal, mais afetiva, menos industrial e mecânica, não poderá haver paz, saúde e felicidade.

Uma das marcas sutis do vírus na vida social do planeta é que não podemos mais, nestes confusos dias, nos abraçar, beijar ou simplesmente nos cumprimentar com um simples aperto de mão – registros singelos da afetividade humana. Quem sabe aí esteja uma singular ou subliminar mensagem aos corações mais endurecidos: Tudo o que não valorizamos devidamente, com o tempo, perderemos! Até o pouco que tivermos nos será tirado. Os talentos que não são desenvolvidos, são retirados...

Meditemos sobre tudo o que se passa na Terra e busquemos as luzes da consciência e do coração para que o Bem sobreponha o mal e a Terra volte a ser uma Casa Planetária onde os seus filhos voltem a se amar sem medos, sem receios e sem dores...


Rossano Sobrinho

Rossano Sobrinho
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