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Desafios e Desapegos

Peças de xadrez
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EI VOCÊ AÍ!

Anda muito triste, preocupado, ou revoltado, sentindo-se sem forças para enfrentar seus desafios? São muitas mudanças, a sociedade e as tecnologias mudam muito rápido, não? Sentimo-nos muitas vezes oprimidos por tantos eventos sociais, políticos, planetários e até geológicos e climáticos que desestruturam nossas crenças e convocam nossos valores à uma profunda reflexão, com vistas a mudanças emergentes.

Todos nós estamos passando por isso. Não é um evento isolado e ninguém é privilegiado por estar captando, sentindo e respondendo a estes chamados.


PREPARANDO O CAMPO ÍNTIMO

Em verdade é um processo que ocorre no íntimo de nossa alma. Alguns de nós são mais sensíveis e sentem isso com mais intensidade e repercussões psíquicas, emocionais e até clínicas em seu corpo físico.

O que ocorre no mundo lá fora é apenas o reflexo do que se passa dentro de nosso ser. Um preparo para enfrentarmos um novo tempo onde todos os nossos valores, quaisquer que sejam, se defrontarão com uma nova ordem sustentada na vivência do Evangelho do Cristo que nos convida à transparência, ao respeito, à humildade, à fraternidade e à alteridade.

Confesso que estou passando por isso, em face de requisições profissionais, afetivas e espirituais. E nestes momentos muitos se recolhem à sua “caverna” individual, onde tudo é escuro e frio, ou ainda no zero absoluto, onde não há movimento e vida.

Assim me encontro, mas vou vivendo, pois é preciso seguir adiante, não perder a fé (em si mesmo), e confiar (em Deus, que não nos desampara). O tempo segue e tudo passa.

Enquanto isso, essa tristeza e inércia que parecem que vão nos consumir, ao mesmo tempo vão nos dando forças para sairmos dali. Afinal vamos percebendo que não somos dali ou que não somos assim, e que precisamos reagir.

E em face de nossas lutas pessoais, precisamos tomar decisões assertivas, seguindo adiante e sem olhar para trás. E aprendendo com as experiências, assumindo as consequências de nossas atitudes e decisões, pois isso nos tornará melhores, mais fortes e mais preparados para entrar nesse tempo de regeneração com mais recursos e sabedoria.

Estar em nossa caverna, sozinho, é necessário, pois a verdade e o sagrado, a Centelha Divina, estão dentro de cada um de nós e esse encontro com Nosso Pai é pessoal e ocorre na solidão de nosso quarto íntimo de oração.

Lá é que responderemos ao nosso Pai, tal e qual a pergunta de Nosso Mestre Jesus à multidão: “O que quereis que Eu vos faça?” (Mateus; 20:31-33)

Também é lá que ouviremos as respostas que precisamos, cada um de nós em seu contexto e em sua necessidade, conforme suas súplicas. Para sermos o que somos em toda sua essência, realidades divinas. Afinal todos nós somos divinos por herança espiritual.

E VAMOS DESAPEGANDO

E nesta hora encontraremos força para vivermos o desapego, mas não o descaso, a tudo aquilo que não sintoniza mais com a nossa essência, a nossa vibração e a nossa verdade, incluindo valores, bens e pessoas. Isso mesmo, pessoas.

Esse momento é pessoal, e cada um no seu tempo quando se sentir preparado para isso, vai clarear nossa mente, de modo que levemos diante apenas aquilo que vai nos ajudar em nosso progresso espiritual.

São nas horas de profunda revolta, desanimo e sofrimento, nos instantes em que os trabalhadores da Nova Era estão sendo testados em seus aspectos mais íntimos, para vermos se damos conta e merecemos o crédito e a confiança daqueles que conduzem esta era de transição, em nome do Governador Espiritual Planetário.

Desapegar de tudo não é fácil, principalmente das pessoas que amamos, mas é preciso compreender que cada um tem o seu tempo, pois o amor só cura quem quer ser curado e tem méritos para isso.

Não temos controle sobre as escolhas do outro, embora possamos nos martirizar por isso. Esse é o desapego necessário: compreender que não temos controle sobre o outro e sobre nada, a não ser pelo modo como nos relacionamos com o mundo e com outro.

E isto só ocorre desde que tenhamos praticado esse momento de profundo encontro e de reconhecimento de nossa individualidade e de nossa força pessoal, bem lá no fundo de nossa caverna escura e fria, diante da Divindade.

São lutos que vamos vivendo ao abandonar o homem velho, perder seus valores, sentirmo-nos nus, para vermos o que somos de verdade, o que carregamos em nossa essência, para que o homem novo, nossa realidade espiritual, possa começar a se manifestar e a corresponder ao chamado da nova era.

O AUTOPERDÃO FAZ PARTE DESSE PREPARO

E neste percurso íntimo, vamos praticando o autoperdão, pois é preciso abandonar a culpa, compreendendo que se agimos de uma forma equivocada no passado, lesionando-nos e ao outro, é porque não tínhamos recursos e compreensão para agirmos de modo diferente. A função da culpa é apenas mostrar que erramos e que podemos agir de uma maneira melhor.

Essa postura confere poder e coragem ao indivíduo que realiza a esse olhar interior.  A partir daí vamos em busca de tudo aquilo que sintoniza com o nosso coração, e não com o nosso ego.

E O RESULTADO VEM

E podem acreditar, vamos encontrando situações e pessoas que já estão na mesma faixa de intenções e conquistas, ou mesmo mais adiante. E as mãos de uns vão se estendendo às outras e o caminho vai ficando mais leve e as lutas passam a ser enfrentadas com mais disposição, coragem e resignação.

Isto é o que nos dá força para vencer os desafios necessários ao crescimento espiritual e a revelação de nossa perfeição em potencial. São os primeiros frutos decorrentes das dores finais que todos nós, haveremos de passar para, enfim, usufruir da plenitude do reencontro com nosso Cristo Interno.

É o encontro da energia da mente com a do coração e, quando promovemos essa união, passamos a viver e a fazer tudo de uma forma consciente e usando mais o poder do coração.

A tristeza e o desencanto cedem espaço ao amor, à aceitação da vida e de suas lutas, ao respeito às diferenças dos outros e ao desapego a todos os que não conseguiram acompanhar o chamado da Luz e de realizar o encontro com a Divindade dentro de si mesmo.

PERSEVERE

Então, se você meu amigo, está passando por este momento de profunda tristeza, desanimo e descrença, tenha paciência e persevere, pois, significa apenas que está a caminho, e que é preciso dar um novo direcionamento ao homem velho e os seus problemas.  

Essa mudança de atitude é imprescindível para que o vaso íntimo esteja pronto para novas semeaduras e melhores  colheitas no bem eterno.

Nessas horas, a gente balança mesmo, mas só somos testados exatamente na medida do que podemos aguentar e dar naquilo que temos de melhor. Nada além.

E creiamos, todos nós temos recursos para sermos os trabalhadores da última hora e não desanimarmos frente a estes chamados e testemunhos necessários.

Tudo aquilo com o que nos desapegamos, voltará para nós de forma mais consciente, significativa, real e amorosa. E sem perdas pois agiremos em sintonia com a Lei do Amor e teremos uma paz interna alicerçada por esse amor vivido com decisões mais corretas, retas e assertivas.

E prontos para a Nova Era.

Ricardo Gruppioni

Ricardo Gruppioni
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