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É possível observar a própria mente?

Observar a própria mente

Você é dominado pelos próprios pensamentos e emoções? Acredita que você é sua própria mente? Prepare-se para se libertar desse cárcere! Você não é a sua mente, mas o Eu Profundo capaz de observar seus pensamentos e emoções.

A libertação se inicia quando aprendemos a observar a própria mente. Sem isso não atingiremos a real libertação dos tantos processos de pensamentos que normalmente nos “engolem”. Compreendamos que “a mente é um rio que passa”. Não lutemos para parar o fluxo desse rio, devemos apenas sentar à sua margem e observar sem emoção, sem análise e sem julgamento os pensamentos e emoções que movimentam suas águas.

O espírito imortal – a consciência – é o agente da criação dos pensamentos, não os próprios pensamentos. O problema é que o espírito se identifica com o objeto de sua criação, aprisionando-se dentro de sua criação. Por sinal, normalmente nos identificamos com muita coisa que não somos... isso nos encarcera, nos engessa espiritualmente.

Identificamo-nos com o corpo carnal, com os papéis familiares e sociais que abraçamos, com os títulos acadêmicos que possuímos, com cargos, funções, bens materiais e também com nossa própria mente. Quando nos identificamos com a mente, formatamos o que denomino de “mente personificada”, e a identificação com tudo aquilo que, em essência, não somos, dá origem ao que chamamos de “apego”, fonte de grande sofrimento.

Já passou da hora de compreendermos que não somos médicos, professores, engenheiros, padeiros, garis, empresários, fazendeiros, pedreiros, pais, mães, filhos... Exercemos diversas funções, angariando conhecimentos e valores espirituais para a eternidade, mas somos apenas espíritos imortais, aprendizes da vida, seres cósmicos, universais. Compreender isso de verdade é algo profundamente libertador. A maioria das dores e sofrimentos que nos afligem, é proveniente do apego que temos a pessoas, coisas e conceitos, produto sempre de padrões mentais que dominam a consciência. Quando a consciência domina a mente, ocorre a libertação do ser. Quando a mente domina a consciência, encarceramos a alma.

Desapego não significa indiferença, muito menos desamor. Quem amamos, amaremos sempre. Desapego é compreendermos nossa realidade de espírito eterno, irmão de todos os seres e aprendizes da vida. Desapego é constatarmos que não somos donos de nada, somos apenas seres espirituais realizando experiências evolutivas na Terra. Tudo o que temos no plano físico é apenas material pedagógico para o nosso desenvolvimento ou despertar interior.

Temos carregado muito peso em nossa bagagem espiritual. Deveríamos ouvir com muito mais seriedade a voz do Cristo, o Divino Terapeuta que, há tanto tempo, tem nos proposto, buscarmos os valores eternos que a traça não destrói, a ferrugem não carcome, nem o ladrão pode roubar.

Por isso existe a desencarnação... para que, aos poucos, possamos aprender que não temos nada, que não somos os “papéis psicológicos” – as personas – vivenciadas na Terra. Tudo isso é apenas material pedagógico para o nosso despertamento. Essa é a porta estreita que nos conduzirá à plenitude espiritual.

Dediquemos, por exemplo, cinco minutos à observação silenciosa e neutra dos nossos pensamentos e emoções. Paremos quatro ou cinco minutos, onde quer que estejamos, para perceber e sentir nosso mundo íntimo, sem julgar ou analisar os pensamentos, apenas observando-os...

Essa técnica simples, que pode ser realizada mais de uma ou duas vezes por dia, traz significativos benefícios no processo de desidentificação da mente, primeiro passo para o despertar interior e a libertação da ansiedade e do medo, terríveis inimigos da felicidade humana.


Por Rossano Sobrinho

Rossano Sobrinho
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