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Sobre os Girassóis

Girassóis

Os girassóis são flores maravilhosas, fabulosas e ao mesmo tempo inspiradoras. Todos se encantam com seu tamanho e o brilho e a suavidade de suas pétalas douradas. Sua forma lembra o nosso sol.  São como pequenos sóis a trazer aos nossos olhos uma luz para o mundo numa plantação palmilhada de amarelo em floração a perder-se de vista.

O girassol também é um exemplo para refletirmos sobre aspectos de nossa existência em face de sua estrutura e floração que a natureza, após anos de evolução e aprimoramento dos fenômenos físicos, bioquímicos e biológicos, incorporou ao seu comportamento ímpar.

Todos nós podemos observar um dia inteiro para um campo de girassóis floridos, uma plantação de girassóis em flor espraiando e campeando ao horizonte um amarelo de rara beleza. Poderemos observar dias a fio, mas jamais veremos uma flor sequer girar, acompanhando o movimento do sol, e caracterizando o nome que lhe foi atribudo.

Sobre o comportamento dos girassóis ainda em botões

Porém, se observarmos seus ramos apicais e o botão ainda em desenvolvimento, perceberemos que ele se move na direção do sol, do nascente ao poente, ainda em posição fechada, seguindo o movimento do astro rei.

Durante a escuridão da noite, acompanhando a rotação da terra em torno do astro luminoso, ele gira novamente no sentido oposto para que, pela manhã, ao amanhecer do primeiro raio de luz, ele esteja de frente para o astro rei.

Mesmo afastado da Luz ele a procura e sabe onde ela estará.

 Este ciclo se repete dia após dia até a flor se abrir, desabrochando-se em lindos tons de amarelo, como se fosse a refletir a beleza que ela buscou durante seu período de floração. É o fototropismo [1] na natureza.
“Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo" [2].

A breve história dos botões de girassol é o resumo do nosso movimento, como espíritos em evolução no ciclo das experiências na carne e nas alternâncias das vidas sucessivas, enquanto crianças espirituais em busca da luz e de libertarmos nossa luz. É o correspondente do fototropismo em nós.

E sendo nosso Mestre Jesus a luz do Mundo [3]façamos como Ele, de braços abertos, como o Redentor, abracemos a vida e irradiemos também essa luz que vem de dentro de nós e procuremos não repetir os desacertos de outrora, cultivando o auto perdão.


 E também compreendendo que somos criaturas divinas em evolução, não perfeitas, mas perfectíveis, passíveis de errarmos, mas com igual competência para aprendermos com os erros e não exigirmos de nós e do outro aquilo que ainda não damos conta de realizar.

Façamos então que as cascas dos nossos erros reiterados do passado, se rompa, assim como o cálice que retém a corola dos girassóis se abra e liberte as belas pétalas, mostrando o espetáculo da flor e soltem as sementes que nutrem e geram vida.

E é a luz do Criador, absorvida e convertida por nós, assim como nas plantas, no imo de nosso espírito que nos fará livres na busca da verdade que vem desse contato íntimo com o Pai, em nossa individualidade.

Os girassóis nesse viés representam a busca pessoal de crescimento, do autodescobrimento e de autotransformação ante os princípios divinos e imortais que buscamos também dia após dia, e que são tão necessários à formação do caráter em nossa juventude. Ou mesmo ainda, no planejamento e no desenvolvimento de qualquer atividade que ensejamos.

Precisamos buscar e louvar ao Criador incessantemente em todos os seus aspectos, N’Ele nos fortalecermos, no conhecimento e no exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo e, assim, nos instruirmos e nutrirmos de Sua Luz e Fonte inesgotável de bondade e misericórdia para que, ao chegarmos à madureza da existência ou ao término de qualquer atividade, possamos também espraiar ao infinito, aonde a plantação da vida nos leva, esse amarelo ouro da Esperança Divina, o amor.

Uma vida vivida com amor e um trabalho realizado com louvor ao Criador são recompensados com frutos que geram sementes de sabedoria e riqueza que enobrecem as almas que compartilham a seara desse amor ou recolhem os frutos de um trabalho dedicado e valoroso.

Uma alma que se regozija na abundancia de paz que decorre com o encontro com Deus na sua individualidade se constitui em luz de rara beleza e suavidade a acalmar a face aflita dos doridos que lhe batem à porta do coração no caminho de sua existência.

Completado este ciclo, seremos nós, igualmente luz para o mundo e uns para os outros.

Não mais ficaremos a girar em busca da Luz do Sol. Será a nossa hora de nos tornarmos semente, pois o germe de Luz que já estará armazenado no cerne de nossos corações será fonte de vida, gerará novas vidas e alimentará outras vidas, assim como as sementes dos girassóis alimentarão os pássaros.

Poderemos ser:

1) a luz que inspira;

2) a luz que acolhe;

3)  a luz que acalma;

4) a luz que cura;

5) a luz que aquece;

6) a luz do trabalho que gera benefícios ao outro e constrói relacionamentos, famílias, empresas e empreitadas.

7) entre tantas outras.

Pois tudo no universo é luz e luz não se esconde, basta um facho de luz para desfazer a escuridão e mostrar o caminho.

Se buscamos nos plenificar do conhecimento que, posto em prática é luz, começaremos a sentir o nosso Senhor Jesus Cristo caminhando conosco, mostrando o quanto somos luz e como a luz que emitimos pode revelar o Pai em nós.

E como estamos n’Ele e Ele em nós.

Ricardo Gruppioni


[1] BIOLOGIA: Tropismo no qual a luz é o estímulo orientador (Michaellis – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Ed. Melhoramentos – 1998 – pág. 986, primeira coluna, décimo verbete)

[1] 2 Pedro 1:8

[1] “Eu sou a luz do mundo...”  (João 8:12)

Ricardo Gruppioni
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