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Natal: O livro certo para presentear um amigo

Posted on: dezembro 13th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments
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Existem certos livros que “foram escritos para mim!”. E existem outros que “foram escritos para você!”. Dentre eles, temos os que são especiais e nos faz lembrar de certos amigos, também muito especiais.

Pensando nisso, apresentamos 10 opções de livros bem de acordo com o perfil de cada amigo:

- PARA AMI​GOS PROGRESSISTAS: REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO – AUTOTRANSFORMAÇÃO COM LEVEZA E ESPERANÇA.

A proposta desta obra é apresentar algumas ideias para nos ajudar na autoaferição e buscar por respostas sobre as intrigantes questões da vida interior. Se não entendermos realmente a razão de nossas atitudes, não reuniremos condições para o trabalho de renovação e progresso de nós mesmos.


-Para amigos corajosos: Emoções que curam: culpa, raiva e medo como forças de libertação.

Aceitar as emoções, até aquelas que não queremos ter, nos prepara para entender a dica positiva que cada uma delas traz para nossa melhoria pessoal. Ter a coragem de nos ver como realmente somos e aceitar as partes que tentamos esconder de nós mesmos e dos outros é o primeiro passo para sermos pessoas autênticas, capazes de construir a própria felicidade.


-Para amigos românticos: Amorosidade – a cura da ferida do abandono.

Ao longo dos milênios, a rota do espírito está repleta de feridas nascidas da profunda teimosia em escolher e prestigiar as artimanhas do ego. O resultado desse trajeto é uma profunda sensação de abandono e desamparo. Não há quem não esteja carente de ser protegido e acolhido, amado e incentivado nas lutas de cada dia. A amorosidade é o sentimento capaz de construir relações mais saudáveis, leves e plenas de confiança, em si mesmo e nos outros.


-Para amigos destemidos: Futuro espiritual da Terra.

Toda a vida na Terra mudará vertiginosamente. As necessidades, as estruturas perispirituais e neuropsíquicas, o trabalho, o tempo, as características sociais e os próprios recursos da natureza material se tornarão bem mais sutis. O que chamamos de regeneração é exatamente essa mutação de realidades dos mundos que saem de protótipos materiais para os de condições espirituais. Fique ligado, seja o agende desta mudança!


-Para amigos determinados: A decisão - Cristos Planetários definem o futuro espiritual da Terra.

Dentro da programação espiritual estabelecida pelo próprio Cristo e pelos construtores do orbe, vários acontecimentos se darão a partir de 2019, quando as ocorrências que antecedem a moratória pedida por Jesus afastarem definitivamente a possibilidade de haver uma guerra de grandes proporções, capaz de causar destruição entre suas nações mais importantes. Este tempo está se findando, e algumas decisões devem ser tomadas para esta nova era.


-Para amigos inovadores: Guardiões do carma – a missão dos Exus na Terra.

Nesta obra, o propósito é reunir algumas informações que colaborem para o resgate da imagem dos Exus, entidades que, injustamente, são associadas a criaturas do mal, seres diabólicos e indesejáveis, e mostrar os bastidores de suas ações nos dois planos da vida. Falar de suas qualidades e habilidades é um desafio muito complexo. Por mais que nos esforcemos, faltarão palavras no vocabulário humano para descrever as quase inimagináveis forças de ação inerentes a esses soldados do bem.


-Para amigos carismáticos: Fala, preto-velho.

Tome conta de todos os seus sentimentos como um patrimônio de raro valor em sua vida e não permita a ninguém ajuizar sobre o que cada um deles significa para o seu crescimento. Quem constrói autonomia garante a autoridade sobre sua própria vida e dispõe de força moral legítima para ser um motivador do progresso alheio e do bem de todos.


-Para amigos decididos: Sete caminhos para o autoamor.

Utilizando-se de conteúdos didáticos, técnicas e exercícios práticos, somos levados a perceber a importância, a profundidade e os benefícios de uma relação de forte afeição, admiração e respeito conosco mesmos. As abordagens desta obra deixam claro que a saúde mental e o equilíbrio emocional dependem de saber desenvolver um relacionamento rico de amorosidade a si próprio.


-Para amigos antenados: Notícias de Chico.

É certo que o panorama terreno não é o melhor a se apresentar, mas essas ocorrências são fatores determinantes para que os seres que se encontrem preparados e despertos assumam uma postura mais efetiva e vivam, na prática, as lições recebidas, sentindo o desenvolvimento dos valores de seus espíritos diante das responsabilidades que são chamados a exemplificar. As pessoas conscientes, conhecedores da realidade espiritual da Terra, devem ter uma postura confiante e firme de que a operação saneadora está acontecendo e uma outra consciência está sendo elaborada.


-Para amigos confiantes: Mereça ser feliz – superando as ilusões do orgulho.

Neste livro encontramos diretrizes para inverter nossa programação mental e, com humildade, aceitarmos quem somos verdadeiramente e confiar na nossa capacidade de interromper as fantasias de grandeza, fortalecer nossos valores reais e nos preparamos para conquistar as virtudes que nos faltam.


Lindo Depoimento do Presidiário R.G. para Editora Dufaux

Posted on: dezembro 4th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

LINDO DEPOIMENTO DE UM PRESIDIÁRIO 

No mês de março deste ano, recebemos a carta de um detento do Complexo Penitenciário de Chapecó, que iremos chamar de RG, solicitando a doação de um livro “Reforma Íntima Sem Martírio”,pois o exemplar que ele tinha estava com páginas faltando. Esse é o inicio da historia que iria culminar no lindo depoimento escrito por ele, colocado mais a baixo nesse post. 

Enviamos o livro, mas um mês e meio depois o recebemos de volta. Ao ligar para saber o motivo, falei com uma funcionária que me informou não ser autorizado o envio direto para os detentos, mas ela se disponibilizou a receber e passar para ele.

Falou-me também de um projeto¹ que estava sendo implantado naquela unidade da penitenciária para incentivar a leitura. Ao tomar conhecimento, fizemos uma campanha para doação de livros que enviamos para Chapecó.

No dia 1º de novembro, recebemos de RG uma carta de agradecimento, e desabafo, muito tocante, que passamos a vocês, na íntegra:

“Dona Maria José, primeiramente gostaria de agradecer sua atenção, e a de todos da Editora Dufaux, por tudo o que fizeram, não só por mim, mas por todos os detentos da Penitenciária de Chapecó, pois os livros enviados servirão a todos os que estão agora e também àqueles que ainda virão a cumprir suas penas, o que infelizmente ainda são muitos!

A realidade do cárcere é bem triste. Neste lugar, estamos à mercê da angústia, da ansiedade, depressão e de todo tipo de pensamento negativo. A saudade da família, a distância das pessoas que amamos, é um convite a reflexão, para que façamos uma análise profunda das nossas escolhas.

Mas, na maioria das vezes, para muitos de nós, a perturbação se torna tão grande que o que acontece, em verdade, é a revolta. Revolta essa que sô gera mais violência, que torna as ruas tão perigosas, que faz com que o nosso país seja um dos mais inseguros do planeta.

É preciso um esforço de todos, governantes, sociedade, juízes e legisladores, lideranças de todas as religiões, para que possamos superar esta dura realidade que vivemos. Para isso, as pessoas terão que entender e praticar a inclusão.

A imensa maioria que está aqui comigo, e que também compõem os mais de seiscentos mil encarcerados do país, são oriundos das classes mais pobres, são pessoas que não tiveram oportunidade de um emprego honesto, de constituir uma família, de levar uma vida digna.

Exterminar toda essa gente também não resolveria, ao contrário do que pensam alguns extremistas, a violência é uma questão social em nosso país e enquanto nossos governantes preferirem destinar mais verbas para construir penitenciárias, do que para fazer escolas e faculdades, o quadro só vai piorar.

De maneira trágica, os discursos daqueles que apregoam o endurecimento das leis e a redução da maioridade penal continua sendo mais aclamando do que os que propõem a via pacífica.

Chega-se ao absurdo de se dizer que, a liberação indiscriminada de armas de fogo irá conter os alarmantes índices de violência do Brasil. Hipócritas! “Não existe caminho para a paz, a paz é o caminho’’, ensinou o grande líder sul-africano Nélson Mandela, que passou quase três décadas da sua vida dentro da prisão.

Mas, dona Maria José e amigos espíritas que estiverem ao alcance desta humilde mensagem, tudo isso não pode nos assustar.

Nós somos os apóstolos do terceiro milênio, os portadores da Boa Nova, que desce diretamente dos planos mais altos, e a nossa missão é essa, semear mesmo que seja nas areias do deserto, sob o calor do sertão nordestino, nos dilúvios que arrasam o sudeste, ou em meio ao frio que congela os miseráveis no sul. Nem mesmo as muralhas intransponíveis da prisão são um obstáculo para nós.

Que sirva de exemplo, o nobre gesto desta digníssima instituição, que doou muito mais que centenas de livros á nossa humilde biblioteca, doou esperanças, doou sonhos, doou vida.

Que no futuro, vejamos muitas outras entidades espíritas comprometidas com a regeneração dos transgressores da lei, divulgando o Espiritismo a estas pessoas, desacreditadas pela sociedade, mas ainda filhos do mesmo Pai, candidatos a vida eterna prometida pelo Mestre Jesus Cristo, reafirmada por Allan Kardec, assegurada pelo testemunho de todos nós!

Deus abençoe o vosso trabalho, que a vossa generosidade atinja os corações endurecidos daqueles que carecem de luz!

Com carinhos, um forte abraço.”

Auto-amor Para Seres Humanos

Posted on: novembro 29th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

ESCRITO POR GUSTAVO CURY




AUTOAMOR 

No presente momento, estou  no aeroporto do Galeão, no Rio, voltando de uma oportunidade maravilhosa de trabalho com a Oficina de Sentimentos em Genebra e palestras na Suíça. Foi a primeira vez que estive na Europa. A semana foi extasiante.

Mas por incrível que pareça estou p... da vida, acredita? Minha bagagem ficou na escala em Paris. Pelo menos não foi extraviada, o que me deixou um pouco menos p... Como temos suaves 13 horas de espera pensei: “Por que não aproveitar esse tempo e escrever o texto pro blog que estou enrolando pra fazer há tanto tempo?”

Perdi as contas de quantas vezes me culpei por reagir agressivamente em determinada situação, ou me puni intimamente por estar revoltado, triste, com medo, ou me sentindo incapaz ou insuficiente por algo. Uma voz me falava à mente:

  1. "Tudo tem um por que.”;
  2. ''Deve ser a lei de causa e efeito.";
  3. Ou a pior de todas “Como pode você, palestrante espírita, reagir dessa forma?”.


Demorei alguns anos para entender que tudo isso, proferido superficialmente, não passa de arrogância e muitas vezes covardia. Sou apenas um ser humano. Só isso e isso tudo.


PROPOSTA DE AUTOAMOR

Segundo Mark Manson, autor de um best-seller de autoajuda (sempre critiquei sem ler livros de autoajuda por serem clichê, até perceber o quão clichê é criticar livros de autoajuda sem ler simplesmente por serem de autoajuda), "O desejo de ter mais experiências positivas é, em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiência negativa é, em si, uma experiência positiva". Concordo bastante com a afirmativa do autor. Aplica-se de forma certeira à proposta do autoamor.

Ao longo dos anos, em atendimentos e outras experiências, percebi o quanto as pessoas se esforçam para "darem certo na vida". Na proposta do autoconhecimento, tal movimento comumente reflete-se como um comportamento obsessivo por estar bem, ter pensamentos felizes, cumprir à risca a orientações (ou ordens) de gurus, espíritos, santos, terapeutas, etc..

O mais interessante é que nunca vi isso funcionar de verdade. Sem a pretensão de fechar a questão (ter certeza de alguma coisa não é uma ideia que me atrai), observo alguns efeitos dessa postura:

  1. A alegria apenas se perpetua como que num palco de teatro;
  2. Se está tudo dentro das exigências do obsessivo por felicidade, tudo parece bem, contudo, à primeira contrariedade, o individuo demonstra de forma clara sua alienação com a máscara de evolução espiritual;
  3. A falta de resiliência e educação emocional para lidar com situações comuns se faz presente.


Não falta uma explicação mística e mirabolante para explicar questões como essa que estou vivendo. A bagagem ficou por lá porque as pessoas erram. E estou p... da vida com isso porque costumo ficar p... da vida quando as coisas não saem como o esperado . E é só.

Se pudesse indicar as mais importantes bases do autoamor, diria que são a honestidade íntima incondicional e a aceitação da realidade, íntima ou exterior, sem julgamentos. Enquanto há alguma exigência extravagante de transformação que se vincule ao autoamor, muito provavelmente você apenas se comportará como um cãozinho que corre atrás do próprio rabo, iludindo-se sobre a gravidade desse movimento e esperando que a vida te traga de bandeja algum beneficio pelo simples fato de estar sofrendo. Me perdoe por decepcioná-lo(a), mas o sofrimento é comum e é inerente à vida.

AME-SE INCONDICIONALMENTE

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A notícia boa é que autoamor é muito mais simples e fácil que você imagina. Ame-se como Deus te ama, ou seja, incondicionalmente. Isso quer dizer se amar até mesmo quando você pensa que não merece. Permita-se fazer as pazes com você mesmo, desse jeitinho que você é. E isso é uma postura, não consequência de evolução. Decida isso! O efeito é maravilhoso!

Continuo um pouco p... da vida. Mas bem menos que no começo da escrita desse texto.  Acho que até ficou bom, estou feliz com isso. É isso que acontece quando se aceita a vida. As coisas passam quando me amo como Deus me ama. Imperfeito, insuficiente, ambíguo e, por que não, p... da vida? E viva a vida!

Gustavo Cury

Diferenças Não São Defeitos

Posted on: novembro 20th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

ESCRITO POR Marco Aurélio Ricaldoni Miranda

A Questão

Conversando outro dia com amigos, uma pessoa colocou o tema Fidelidade Conjugal – Orientação Sexual em pauta, para que eu desse minha opinião, já sabendo que sou espírita.

Dizia ele que sabia de um caso em que um homem casado vinha traindo a mulher com um homem. Perguntou-me o que eu achava sobre a situação desse homem levar uma vida dupla e não assumir sua sexualidade publicamente.

Primeiro eu perguntei ao amigo o que entendia por vida dupla. Ele respondeu que era o fato do sujeito ser casado com uma mulher e trai-la com um homem.

Então Vamos Por Etapas

Quando alguém trai, a questão não é com quem. Talvez isso seja de importância secundária. A questão é a traição. Isso é que deveria deixa-lo indignado em primeiro plano.

Quando existe traição, uma coisa é certa, teremos três pessoas infelizes:

  1. O que é traído, com certeza ficará infeliz quando descobrir; 
  2. O que trai não consegue ter paz na consciência, ainda que momentaneamente esteja inconsciente disto;
  3. E a terceira pessoa que apareceu aí, sabendo ou não que seu(a) parceiro(a) tem outra relação, fatalmente sofre porque um dia isso vem à tona.


O gênero destas três pessoas nenhuma importância tem. Até porque hoje existem casais de várias possibilidades. Então, melhor que o casal resolva entre si os problemas da relação, verifique seus sentimentos e chegue a uma conclusão. Havendo uma separação, será natural que cada um siga sua vida e possa ter uma outra relação.

Assim deveria ser, mas sabemos que, na prática, a história é diferente na maioria das vezes. Há ainda o aspecto cultural, que “admite” que o homem traia, mas a mulher não. E a história, em todos os tempos, registra traições diversas, tanto de maridos, como de esposas. Trair um amor, uma amizade, um parceiro de trabalho, um colega de classe, entre tantas outras traições, sempre é um ato desleal. esse é um longo assunto.


Um Assunto à Parte

Quanto a assumir publicamente sua orientação sexual, bem, cabe aí também uma longa reflexão.

Imaginemos quatro pessoas, cada uma com a seguinte característica:

1.Um obeso;


2.Um negro;


3.Um feio (entenda-se por questões genéticas, doenças, acidente, enfim, algo que possa ter deixado a pessoa com a aparência desagradável);


4.Um homossexual​;

Sabemos dos sofrimentos pelos quais essas pessoas passam, seja através de piadas, dos empregos que não conseguem mesmo tendo o currículo melhor, das humilhações praticadas por pessoas preconceituosas, o bullying e muito mais.

São situações extremamente desagradáveis, constrangedoras de serem vividas. O negro, o feio e o gordo não tem como não se expor e serem percebidos como tal.

Há ainda o agravante de, no caso de negros e homossexuais, a violência física, muitas vezes chegando ao homicídio.

Por que, então, sabendo de tudo isso o homossexual irá se expor? Se a pessoa homossexual tem a opção de manter-se no anonimato, para preservar sua vida, por que não?

Sei que outras tantas questões estão envolvidas aí, uma vez que assumir não é assim tão simples. Mas se por enquanto não é possível se revelar para o mundo, ao menos para si mesmo, já é um bom começo. Melhor vive aquele que é o que de fato é.

Julgamento

Mas não nos cabe julgar quem quer que seja. Diferenças não são defeitos. Só são diferenças. Cada qual vivendo sua vida como ela é, sabendo o que convém ou não.

Portanto meus amigos, sejamos indulgentes para com o outro:

  • Se não é possível ajudar, fica de fora; 
  • Se não vai acrescentar, não dê palpite;
  • Se não conhece o assunto, vá se instruir.


Para a geração anos 1960/70 , tudo era mais difícil, complicado mesmo, o preconceito era muito pior.

Hoje vivemos dias mais tolerantes. Ainda falta muito para chegarmos lá. Mas é fato que muita coisa mudou e melhorou.

Para o feio, as vezes uma plástica resolve, corrige. Vejam o excelente filme "O Extraordinário".

O obeso pode fazer um regime, cirurgias diversas, reeducação alimentar (nem sempre resolve, e ser obeso é também questão genética). Isso ameniza e/ou resolve a questão .

Agora, ser negro não pode ser mudado. É e deveria ser tratado tão somente como uma questão de cor de pele.

Assim como ser homossexual, somente uma questão de orientação sexual.

A Humanidade precisa evoluir muito ainda, e irá, para que um dia nos tratemos como irmãos e de modo fraterno. Estamos caminhando para isso.

Portanto, como estamos em um Planeta Hospital-Escola, assim que estivermos curados de nós mesmos e aprendido a Lição, uma Vida repleta nos aguarda.


Grande Abraços meus Irmãos.

Marco Aurélio Ricaldoni Miranda

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Fala, Preto Velho – Principais Feridas Evolutivas Segundo Pai João de Angola

Posted on: novembro 14th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

ESCRITO POR RICARDO GRUPPIONI

FALA PRETO VELHO

Vivemos um período de grandes desilusões e sofrimentos no mundo, na sociedade e na família, mesmo diante de tanto conforto e conquistas que nos trazem bem-estar.

Ao nos depararmos com tanto sofrimento, violências e agressões diversas que permeiam a nossa existência planetária, às portas da regeneração, sentimo-nos ameaçados e temos a sensação de que algo nos falta. Algo que nos preencha intimamente e nos traga paz e esperança. Paz verdadeira e permanente.

Sentimo-nos abandonados e desamparados. Talvez desprotegidos ante os desafios constantes da vida, que acabam com as nossas energias. Para enfrentar tudo isso queremos proteção. Proteção energética contra os maus pensamentos, as energias negativas, as forças das trevas, o mau-olhado, e tantas outras.

Pai João de Angola, no livro “Fala, preto-velho”, nos traz uma perspectiva bastante útil nesse sentido e que contribui para aliviar o nosso sofrer.

FALA ENTÃO A SABEDORIA DO PRETO VELHO

Logo no prefácio do livro, Pai João cita as três principais feridas evolutivas que trazem essa sensação de desamparo, inércia e imobilidade ante as ameaças e que são estudadas e desenvolvidas ao longo da obra. São elas:

  1. A ferida da inferioridade.
  2. A ferida do abandono.
  3. A ferida da falibilidade.


Estas feridas abrem caminho para o medo e como consequência, a insegurança, uma grave doença da humanidade nas palavras de nosso doce e sábio amigo espiritual.


COMENTANDO SOBRE AS FERIDAS

1)  O sentimento de inferioridade surge ante os desafios necessários ao nosso crescimento e que promovem nosso desenvolvimento espiritual.​

Quando tomamos ciência de nossa realidade, percebendo que ainda não somos capazes de ser quem gostaríamos de ser. Ou que ainda o mal que não gostaríamos de pontuar, como assevera Paulo, o Apóstolo dos Gentios¹.

Percebemo-nos decepcionados e aquém das metas que traçamos como ideal para nosso ser. Cai ao solo a nossa autoimagem de perfectibilidade e nos vemos como somos, nos sentindo pecadores e merecedores de condenação, afundando na culpa e remorsos.

2)  O sentimento de abandono começa a surgir quando enxergamos o mal que o nosso egoísmo, chaga da humanidade há longas eras, provoca ao nosso semelhante e a nós mesmos, gerando conflitos decorrentes de nossos interesses de nos sobrepormos uns aos outros.

Essa atitude promove afastamentos afetivos entre as pessoas. Cada criatura cria seu próprio casulo no qual se esconde, vivendo relações superficiais que não se completam, não se resolvem e não se redimem.

3) O sentimento de falibilidade talvez seja o mais perigoso, pois se intensamente vivido e não resolvido, pode levar a criatura a um profundo complexo de inferioridade, gerando baixa estima, depressão, sentimento de fracasso, inércia.

Estes fatores determinam o não enfrentamento de conflitos e de desafios que promovam o crescimento do indivíduo. Em casos extremos, resultam nas tentativas de autoextermínio. A ansiedade constante, por antecipação de qualquer situação a ser vivida ocasiona um medo constante de viver.

Esses sentimentos levam a criatura a crer que a causa dos problemas está no mundo ou nas pessoas. Daí surge a busca por proteção em roteiros religiosos de variadas ideologias, ou atitudes e posturas externas da manifestação da fé, como o uso de patuás e amuletos ou mesmo a uma condição contemplativa da vida, que fica em ritmo de espera.

Cria-se uma posição de expectativa de que o outro, a vida, ou um religioso, um mestre, um guru, um guia, ou um tratamento espiritual venham a resolver os nossos problemas, sem uma participação ativa nesse processo de enfrentamento e de procura por soluções.

BUSCANDO CURAR AS FERIDAS

Proteção íntima e real é muito mais do que aparatos exteriores e atitudes exteriores. O amor é a única forma de promover o crescimento do espírito e conferir-nos proteção verdadeira. E se Deus é amor, e se Ele é nosso Pai, conforme Jesus nos ensinou, sofremos porque não aprendemos a amar e não usamos nossa divina herança, a capacidade de amar incondicionalmente.

Todos nós somos feitos da energia vibratória do amor emitida pelo Criador, e todo o universo assim foi feito como uma extensão de Sua Mente Divina. Sendo isso um fato, se somos filhos da Luz, duas perguntas:

   

 1)Porque aceitamos o sofrimento como algo normal em nossa vida?
 

 2) Onde está escrito que devemos sofrer?


A formação Judaico-Cristã incutida em nosso inconsciente coletivo há longo tempo nos faz valorizar uma cultura de sofrimento e de autopunição.
Isso está muito marcado em nosso inconsciente e, espíritas, católicos, evangélicos e religiosos falidos que fomos em outras vidas guardamos na alma esse ranço de que se erramos, somos culpados e devemos padecer as reparações.
Usamos o exemplo do próprio sofrimento do Cristo, nosso modelo, e esquecemos de suas lições de amor. Mas o Evangelho não é sofrimento. O Evangelho é luz e consolo para os povos.
Na maioria das vezes veneramos Jesus na cruz. Não o enxergamos ressuscitado, glorioso e resplandecente. Essa é a lição a se guardar e a colocar em prática. O Jesus luminoso, sereno e liberto das paixões, sempre amando aos seus discípulos e a todos aqueles que O repudiaram e ainda continuam repudiando-O. Este é o exemplo a seguir.
A grande lição é a do amor e a do perdão. “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”².

Este é o legado do amado Rabi da Galileia:

  1. - A energia proveniente da faixa vibratória do amor, colocado em prática na caridade ativa.
  2. - A gentileza, a escuta individualizada.
  3. - A partilha do que temos de melhor em nossa alma. O perdão e o respeito às individualidades.
  4. - Ofertar água ao que tem sede. Repartir o pão com o que tem fome, tanto o que sustenta o corpo, quanto aquele pão que alimenta o espírito de conhecimento e de paz.
  5. - As alegrias compartilhadas e os sorrisos acesos nos olhares doridos dos caídos à beira do caminho.
  6. Sobretudo o respeito a nós mesmos, tendo paciência com nossos passos.


Essa força do amor vem de dentro da alma, quando a criatura aprende a desenvolver seus potenciais mentais e emocionais, frutos de sua herança divina, quando usa de seu livre arbítrio para semear o bem, aí ele frutifica!

Esta é a melhor autodefesa contra as forças e energias do mal, ou seja, a amorosidade da conduta, do cidadão do mundo e, em breve, do universo.

Esta é a proteção da qual fala Pai João de Angola.

Ricardo Gruppioni

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[1] Paulo – Romanos; 7:19. Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.

[2] João; 13:34.

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Psicografias Sobre Autoconhecimento

Posted on: novembro 9th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments
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Psicografia do médium Samuel Gomes

Imagem sobre autoconhecimento

Mensagens inéditas sobre autoconhecimento

O tema desta semana é AUTOCONHECIMENTO. E falar deste tema é lembrar do livro “A verdade além das aparências – o universo interior”.

Nele, o autor e médium, Samuel Gomes, apresenta um método simples e prático para entendermos como nossa mente produz os pensamentos e as emoções, e com eles dirigem a nossa vida ao invés de nós os dirigirmos.

Hoje, o médium nos contempla com três mensagens inéditas sobre AUTOCONHECIMENTO, enriquecendo a importância deste processo como base da nossa regeneração e, consequentemente, a da Terra. Vamos a elas:


1 – O MAIS IMPORTANTE A FAZER

As transformações que precisa operar em sua vida parecem difíceis, mas você necessita apenas de:

Ter maior atenção e dedicação no estudo de si mesmo, sem desgastes desnecessários;

Fazer isto diariamente, para aprender sobre si mesmo;

Superar o domínio dos hábitos e condicionamentos automáticos fixados por você ao longo do processo evolutivo.

O trabalho de transformação moral representa a manifestação, cada vez mais expressiva, de sua natureza espiritual. Ela está acima de sua personalidade transitória – adquirida ao longo das várias existências – e que tem sua sustentação real nas escolhas que faz, em cada momento, para determinar quem você é.

O primeiro objetivo deve ser o de promover uma revolução verdadeira no seu ser para que a Inteligência da Vida possa Se expressar através de você, numa harmonia perfeita e numa sintonia com as forças vivas do Universo. Assim, encontrarás o que significa o estado de felicidade.

K. 28 de julho de 2016


2 – COMPREENSÃO

Compreender é condição espiritual a se desenvolver em todos os seres.

Requer saber quem você é para ter capacidade de entender o outro através de si mesmo.

No fundo, a essência divina é característica presente em todos e as expressões e experiências, apesar de apresentarem-se em múltiplos aspectos, são idênticas em qualidade e energias. Nós somos os outros e atrás dessa percepção e sentimento aprenderemos a amar verdadeiramente.

Jesus compreendia a todos, não só porque vivenciou pessoalmente as lutas em todos os setores da evolução pelos quais passamos e iremos passar, como também sente Sua realidade espiritual e sabe que no fundo dos seres residem as mesmas qualidades essenciais.

A compreensão é a coroa que todos iremos conquistar e desenvolver no processo da regeneração rumo a nossa plenitude espiritual.

Eurípedes Barsanulfo, 04 de julho de 2016


3 – A MESMA ESSÊNCIA

Compreender a nós mesmos é abrir-se na percepção de quem é o outro. Neste processo vamos entender que:

No fundo, todos somos da mesma essência e estamos envolvidos pelas mesmas substâncias e elementos;

Transitamos praticamente pelos mesmos caminhos de experiências, diferenciando apenas os aspectos externos que se multiplicam ao infinito;

Na diversidade da Sabedoria de Deus, refletimos a Sua qualidade, que está por trás de tudo.

Quanto mais vemos os seres inferiores da criação, mais iguais eles se apresentam, mas na medida em que os campos de crescimento se ampliam, as diferenças surgem, principalmente quanto aos aspectos exteriores que a formam. Na diversidade das experiências percebemos que;

Os espíritos desenvolvem as essências divinas que precisam adquirir, cada um a seu tempo;

Nas diversas experiências que os despertam, cada um se adapta às ocorrências de acordo com a forma como acontecem.

Um dia, entenderemos plenamente o que significam os fenômenos espirituais que demonstram a unidade do processo evolutivo, expressa no versículo: “O espírito é um só.” [1]

Compreenderemos com maior claridade a afirmativa do Cristo quando disse: “Eu e o pai somos um."[2], colocando-Se numa identificação perfeita com a Vontade Superior que rege a vida do universo.

Euclides, 12 de agosto de 2016


A Redenção de Um Exilado – De Degredado a Apóstolo

Posted on: outubro 25th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments
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ESCRITO POR Maria José da Costa

Quando pensamos sobre os acontecimentos atuais no mundo, vamos encontrar na obra A redenção de um exilado – de degredado a apóstolo, informações importantes para entender o que se passa neste período e buscar a serenidade necessária para vivermos nele.

Os fatos tumultuados que presenciamos em nossos dias são característicos de um mundo em período final de provas e expiações às vésperas da regeneração. Infelizmente, muitos ainda ignoram a fraternidade e o respeito aos direitos e necessidades dos semelhantes.

Nós mesmos ainda lutamos para agir de outro modo, mas o que nos diferencia é o fato de que já desejamos ser melhores, buscando a regeneração de nós mesmos.

Os mais endurecidos colocam seus interesses pessoais acima de tudo adotando as atitudes enlouquecidas e infelizes de que temos notícias. Por isto, são chamados a realizar suas experiências de crescimento em outro orbe-escola, candidatando-se ao degredo planetário.

Não há nisto injustiça alguma, uma vez que a misericórdia de Deus renova para eles a oportunidade de crescimento espiritual.

Lucas, o autor espiritual desta obra – psicografada pelo médium Samuel Gomes, faz referências à um período semelhante, vivido por ele, em um planeta do Constelação do Cocheiro. Para compreendermos as ocorrências que envolvem a Terra nesta transição planetária, precisamos recorrer às suas lembranças. Vejamos três aspectos importantes.


ASPECTOS ESPIRITUAIS DE UMA COLETIVIDADE SUJEITA AO DEGREDO PLANETÁRIO:​​​​​​

1- Atingir um grau evolutivo de Regeneração na escala dos mundos;

2- Contrariar as determinações dos Cristos Planetários que traçam objetivos superiores para o aprimoramento e desenvolvimento moral da humanidade;

3- Passar pela limpeza espiritual que determinará a deportação de milhões de espíritos que se recusam a dar um passo em direção aos mais elevados padrões de espiritualidade.

Como podemos ver, somos chamados a adotar uma mudança de valores e de comportamentos, abandonando as expressões de primitivismo que criam obstáculos para que o bem e a fraternidade se estabeleçam em definitivo para o progresso da nossa casa planetária.


INFORMAÇÕES SOBRE A LIMPEZA ASTRAL DA TERRA

  • A Regeneração da Terra começou com o surgimento da Doutrina dos Espíritos, no século 19;
  • Após um período inicial de Regeneração os dirigentes espirituais da Terra começaram a retirar os espíritos das regiões inferiores do umbral;
  • Temos notícias de que esta limpeza começou sete setenários antes da virada do século 20 para o 21. Significa dizer que 49 anos antes de 2001 a limpeza astral já estava em andamento;
  • Coincidência ou não, os cálculos nos levam para 1951, logo após a Segunda Grande Guerra Mundial;
  • Temos também notícias de que em 1986, Jesus Cristo deu uma moratória de 50¹ anos à humanidade terrena, na qual todas as injunções cármicas previstas para se abaterem sobre nós no final do século 20 foram suspensas;
  • Com esta medida, o nosso mundo tive mais uma oportunidade de progresso moral sem grandes catástrofes e intensos sofrimentos relativos à dureza de nossos corações.

  • Jesus Cristo, como Governador Planetário


    Como podemos ver, Jesus Cristo, como Governador Planetário e grande estadista do mundo, sempre esteve presente no planejamento evolutivo do orbe. Vamos encontrá-Lo no livro A redenção de um exilado – de degredado a apóstolo recebendo os Exilados de Capela.

    Para encerrar esse texto, vejamos importantes promessas e convites que Ele nos fez e são apresentados na obra supracitada:
  • Iremos caminhar juntos, a fim de que conheçam, de forma consciente, a bondade Daquele que os criou e que os ama;
  • Inúmeras oportunidades de trabalho lhes aguardam para que possam se refazer do desprezo com que lidaram com as possibilidades oferecidas aos seus espíritos;
  • Venho, em nome do amor do Pai, convidá-los diretamente para construirmos uma estrada de experiências para esses irmãos pequenos, que começam a dar os primeiros passos rumo aos deveres que o Pai determinou aos seus espíritos;
  • Venho pedir-lhes este esforço de trabalho e abnegação para que transformem seus espíritos em estrelas do céu do Criador de todas as coisas e de todos os seres.
  • Chegará o dia em que retornarão ao paraíso perdido do seu orbe de origem, laureados pela renúncia e pelo trabalho árduo com que construíram a subida aos montes da elevação e da paz.
  • E para que não se sintam sós, eu mesmo estarei um dia com vocês na face da Terra, para relembrá-los o compromisso agora firmado entre seus corações e o meu, (...);                                      Diante da presença constante e dedicação inquestionável do nosso Irmão Maior prossigamos adiante, com coragem e determinação, firmando em nós a fé de tudo ocorre debaixo de uma programação superior – por mais difíceis que sejam as ocorrências – já  que Jesus está na gerencia de cada lance de nossas vidas e de toda a humanidade, a nos orientar e amparar, sempre.

  • Maria José da Costa

    1 - Notícias de Chico, Segunda Parte, Pergunta 15, autoria espiritual de Chico Xavier, psicografado por Samuel Gomes - Editora Dufaux.

    Nem Tudo é Carma, Mas Tudo é Escolha

    Posted on: outubro 16th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

    ESCRITO POR ADRIANA MACHADO

    desde quando lançamos o livro espírita “nem tudo é Carma, Mas Tudo é Escolha”, pude perceber como as pessoas têm dificuldade em enxergar a tênue diferença entre carma e escolha.

    Recebi, à época, bastante mensagens nas redes sociais, onde alguns leitores me questionaram se ambos não eram a mesma coisa, isso quando não afirmavam que eram!

    Muito foi explicado e o tempo seguiu o seu curso, mas, vez por outra, ainda vejo alguns questionamentos sobre essa questão. Por isso, arrisco-me, novamente¹ a levar ao conhecimento de todos, algumas palavras sobre o tema.


    EXPLICAÇÕES PRELIMINARES: ES​​​​​COLHA E CARMA


    "Quando atingimos o patamar de seres humanos, após a nossa passagem pelos três reinos², nos é dada a capacidade, daí para frente, de escolhermos o nosso caminho, de agirmos segundo a nossa vontade, de sermos responsáveis pelas nossas escolhas e ações. Portanto, somos portadores daquilo que chamamos de livre arbítrio e tanto o carma quanto as escolhas estão diretamente relacionadas a essa ferramenta evolutiva."


    KARMA OU CARMA


    A palavra Karma deriva do sânscrito que significa “ação” e surgiu associada ao Budismo e ao Hinduísmo. Nos dias atuais, foi adotada pelo próprio Espiritismo, mas não por Kardec em sua codificação.

    No ocidente, essa palavra é usada de uma forma muito popular e nem sempre em seu sentido correto. Vamos destacar três pensamentos equivocados mais frequentes sobre carma:

    1. O Carma é visto como uma consequência imutável, advinda dos nossos atos desacertados do passado, como um “destino” sem volta ou um “fardo” a ser carregado.
    2. Pelos débitos contraídos em vidas anteriores, o Carma seria vivermos uma existência fatalmente difícil e penosa, como uma punição, até a “queima” de todos os nossos débitos.
    3. Por possuir um “fardo” nominado, ou seja, com o nome de quem errou, deveríamos vivenciar as dores na matéria, aceitando nosso destino, sem possibilidade de mudar aquilo que já foi construído.

    Já no oriente, em sua grande maioria, se prega que a vida é eterna e que é o Carma quem determina a trajetória de uma pessoa. Assim, as ações boas ou não tão boas por ela praticadas são o que traçam sua vivência nesta existência e nas futuras. De acordo com esta visão, as ações do passado são aquelas que definiriam a sua realidade atual.

    Segundo o dicionário, Carma é o:

    “Princípio que afirma estar o ser humano sujeito à causalidade moral, sendo que suas ações (boas e más) têm reações que a ele voltam, com a mesma forma e intensidade, nesta ou numa outra vida.”³

    PORQUE PODEMOS FAZER ESCOLHAS

    • Em razão do direito natural e divino concedido pelo Pai, principalmente, através da Lei da Liberdade.
    • Em razão dos nossos entendimentos conquistados e ainda muito limitados.


    Vivenciamos as experiências conforme entendemos ser a melhor plantação que nos gerará a melhor colheita. Diante de nossa ignorância, todavia, tal atitude não significa que ela seria a melhor escolha tendo como base a evolução espiritual que almejamos como filhos de Deus.

    Certo é que o Pai nos concedeu este instrumento para nos tornarmos responsáveis pela nossa trajetória e merecedores de cada vitória conquistada, de cada escolha que nos levará mais e mais para próximos Dele.

    No princípio, escolhemos segundo a nossa visão do que é certo e errado. Vejamos 4 pontos de vista que relativizaram as escolhas:

    1. Ignoramos os ensinamentos dos grandes Mestres, dentre eles, Jesus.
    2. Fazemos distinção entre nós e o nosso próximo.
    3. Abraçamos a ideia de que a vida se resume a esta existência corporal.
    4. Abraçamos a concepção de que a nossa importância está ligada às conquistas de uma vida material confortável, não importando quais os meios ou os fins tivemos de escolher para a conseguirmos.


    Com isso, escolhendo em benefício próprio, determinamos que a Vida nos traga, por consequência, efeitos indesejados para que aprendamos a agir e pensar diferente.


    CARMA E ESCOLHAS


    Juntamente com a Lei da Liberdade – e as demais que também incidirão a cada exigência de nosso aprimoramento – temos a Lei de Causa e Efeito.

    Entre os espíritas de hoje, não é incomum enxergarem a Lei de Causa e Efeito com uma visão fatalista do sofrimento, da dor e do carma, não analisando mais profundamente os seus verdadeiros efeitos.

    Não podemos esquecer que a encarnação não é concedida para nos castigar, mas sim nos educar e disciplinar⁴.

    A dor, e não o sofrimento, é somente um instrumento de uma lei de equilíbrio e evolução sobre quem ela incide.

    É através da liberdade de ação (que nos responsabiliza) associada à dor (que nos faz crescer), que conseguimos enxergar quem estamos em nossa escala evolutiva; quais são os nossos valores intelectuais, morais e éticos conquistados; e o que precisamos ainda aprender para bem plantarmos para futuras colheitas.

    MAS, AFINAL, CARMA E ESCOLHA SÃO IGUAIS?


    Pensem em um espírito que, em razão de seu grande amor, resolve participar de uma existência de dor para auxiliar aquele que ele ama a se libertar de suas mazelas. A sua existência seria descrita como a de resgate do seu carma, mas estaríamos longe da verdade. “A expiação serve sempre de prova, porém a prova nem sempre é uma expiação”⁵.

    É de se concluir, portanto, que as escolhas estão relacionadas com o carma, mas o carma não abrange tudo o que podemos considerar resultado de nossas escolhas.

    Por tudo isso, o conceito do dicionário acima nos espanta porque se entendermos que das nossas ações virão reações “com a mesma forma e intensidade”, estaríamos aplicando a lei de Talião, com a sua máxima, “olho por olho, dente por dente”, e não a de Causa e Efeito.

    Todas as nossas experiências são um reflexo de nossas escolhas, mas, diante delas, podemos atualizar e alterar as nossas futuras vivências, segundo o entendimento que formos adquirindo, sem fatalidade, sem determinismo. A incidência das leis imutáveis do Pai estará sobre nós segundo o resultado de nossas ações, mas também segundo o nosso entendimento, refletido pela nossa verdadeira intenção.

    Para cada ser, as suas experiências, os seus efeitos estão diretamente relacionados à utilidade e necessidade do seu aprendizado.

    Como disse Jesus: “(...) dará a cada um segundo as suas obras.⁶


    Adriana Machado


    Referência

    [1] Em meu blog:http://www.adrianamachado.blog.br/2016/09/carma-ou-escolhas.html

    [2] Capítulo 11, de “O Livro dos Espíritos”.

    [3]https://www.dicio.com.br/carma/

    [4] Itens 621 e seguintes de “O Livro dos Espíritos” e in Bíblia Sagrada, Mateus, 7:7.

    [5] In “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, p. 69, Petit, 1997.

    [6] Mateus 16:27

    Autoconhecimento: Fator X Para Uma Vida Mais Leve

    Posted on: outubro 5th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

     

    Quem é seu maior inimigo?

     

    Na experiência do objeto-referência nos deixamos influenciar pelo que acontece fora de nossa natureza interior: pelas situações, circunstâncias, pessoas, coisas. Nesse estado buscamos incessantemente a aprovação dos outros: nossos pensamentos e comportamentos antecipam-se a toda resposta, porque fundamentam-se no medo. No objeto-referência nossa tendência é querer controlar as coisas, ter necessidade do poder externo. No estado do objeto-referência, o ego está em primeiro lugar. Mas ele não expressa o que realmente você é. O ego reflete apenas a sua autoimagem, a sua máscara social, o papel que você representa. Sua máscara social necessita da aprovação, de controle, de apoio no poder, porque vive com medo.

    Um dos fatores com os quais devemos nos preocupar é o medo, que, atualmente, constitui a principal força sustentadora da nossa humanidade. Façamos, por isso, algumas considerações sobre ele.

    O medo é o mecanismo de defesa que utilizamos quando somos ameaçados fisicamente, sendo reflexo da dor e base do instinto de preservação adquirido no reino animal. Quando somos ameaçados por alguma possibilidade concreta, como um atropelamento, a presença de um animal raivoso ou uma agressão física, estamos diante de situações em que o medo exerce sua função natural de preservação, sendo, portanto, usado em nosso benefício.

    Entretanto, há também as situações em que deslocamos o medo para o campo da mente e utilizamos o pensamento para criar ilusões. Assim, é comum que tenhamos medo do que os outros falam ou pensam a nosso respeito, medo do futuro, medo da morte, medo de perder a saúde, medo de ficar pobre e outros tantos, que nos fazem antecipar algo que não está acontecendo no agora e que talvez nem mesmo acontecerá.

    Se observarmos o medo, perceberemos que ele está sempre ligado a algo. Devemos analisar, então, se é algo concreto ou imaginário. Um exemplo de quando sentimos medo ligado ao imaginário é afirmarmos que temos medo do desconhecido. Contudo, isso não é possível, pois essa emoção só existe em relação àquilo que conhecemos ou experimentamos, e o desconhecido, como não existe, não pode nos ameaçar.

    Quando falamos “estou com medo de morrer” ou “tenho medo que ocorra um acidente comigo”, baseamo-nos nas experiências ocorridas com outras pessoas ou por aquelas ocorridas com nós mesmos no passado, gerando medo por meio da imaginação do que pode vir a acontecer conosco. Isso demonstra como nosso pensamento funciona baseado, na maioria das vezes, no medo: busca-se a experiência do passado para refletir o que acontecerá no futuro.

    Precisamos compreender que quando o objeto do medo é um fato real, estamos reagindo em nosso benefício, mas quando esse objeto se torna imaginário, o medo é ilusório, fazendo com que percamos contato com o agora e, com isso, prejudicando-nos.

    Em nosso cotidiano temos, várias situações que demonstram bem a ação maléfica do medo ilusório em nossa vida.

    Quando trabalhamos com medo de perder o emprego, reduzimos a capacidade natural de agir, de forma que não assimilamos o fato de que ainda continuamos com nosso trabalho. Sofremos tanto pelo que não está acontecendo, que e a mente induz o cérebro a produzir enzimas e hormônios para atender essa disposição mental. Tudo isso gera desconforto, e o sofrimento ilusório poderá fazer com que percamos realmente o emprego. Se examinarmos mais de perto também o habitual medo da morte que várias pessoas compartilham, veremos que ele é característico da nossa forma de pensar distorcida. Pensamos quando e como vamos morrer, mas não estamos morrendo agora e nem temos como descobrir como essa passagem se sucederá: passar pela morte é bem diferente de pensar sobre ela.

    O sofrimento mental está sempre ligado a emoções perturbadoras e nos leva à paralisia.  Temos que estar conscientes de que somos criadores de tudo o que acontece conosco.

    Nosso aprendizado se dará no exato momento em que sofremos ilusoriamente por qualquer experiência, conseguindo enxergar que ela é exclusivamente mental, e não concreta. É necessário descobrir como pensamos e ter um nível de consciência do medo anterior ao pensamento. A partir do instante em que modificamos o nosso modo de pensar, vemos a ignorância que o sustenta, despertamos para uma visão consciente do que está acontecendo, e isso faz com que o medo enfraqueça.

    Se não nos propusermos a mudar de atitude, o medo continuará influenciando nosso pensamento, tornando-o negativo e pessimista, o que, por sua vez, nos causará sofrimento. Ao contrário, quando compreendermos o medo, tiraremos sua força energética, e ele não terá mais o efeito que tinha antes.

    Não por acaso Jesus disse “não resistais ao mal.”[Matheus 5;39]

    Assim, a chave para nos libertarmos do medo é vê-lo atentamente, em uma atitude de aceitação do momento energético em que nos encontramos, sem resistência, sem julgamentos ou questionamentos.  Não nos entregaremos ao medo até que ele enfraqueça por si.

    Só a compreensão alcançada por meio da percepção do pensar e do sentir fará com que o medo desapareça sempre que ele vier do próprio pensamento. Ter essa capacidade é dar um passo para o encontro com nosso espírito, que não traz o medo em sua essência.

    Livro autoral de Samuel Gomes – Psicólogo Humanista Transpessoal

    Samuel Gomes – Facebook    

    Acesse Sinopse do Livro & Degustação

    Loja Dufaux 

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    Dicas de Como Lidar com a Mágoa

    Posted on: outubro 4th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments
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    “O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? – Entregai-vos à cólera.”

    Um Espírito protetor (Bordéus, 1863).

    O evangelho segundo o espiritismo, capítulo 9, item 9.

    Capítulo  3 - Transforme sua raiva em soluções 

    ''[...] A mágoa é uma dor que nos sacode para que descubramos velhas ilusões no campo mental.

    [...] Para tornar mais prática e compreensível as nossas anotações sobre esse sentimento, examinemos uma de suas máscaras mais pertinentes no comportamento humano, a mágoa.

    A raiva é uma emoção, e a mágoa, por sua vez, brota de uma forma inadequada de lidar com aquele acontecimento ofensivo e recebe a qualificação de estado porque perdura no tempo. Aliás, esta talvez seja uma das variações emocionais com maior capacidade de persistir no tempo.

    Esse estado de mágoa passa a gerenciar vários padrões de pensamento e comportamento que nos sufocam a níveis emocionais tão severos que podem se transformar em ódio, vingança e tragédia.

    Quem se faz de vítima diante da mágoa usa sua raiva contra o outro tentando ignorar sua parcela de responsabilidade para que o fato lesivo ocorresse. Mágoa, todavia, é um contrato bilateral das relações humanas, ou seja, ela não existe sem que haja um ofensor e um ofendido, sem alguém que faça algo para que o outro se sinta lesado mesmo que não tenha havido essa intenção. No entanto, lesar ou ser lesado depende muito das formas de construir a relação e do entendimento de cada qual nesse processo.

    Não importa em que situação estejamos, se houve mágoa, encontramo-nos diante de um alerta da vida emocional dizendo: “Sua autenticidade está sendo ameaçada, sua vida está precisando de proteção, você está esperando da vida ou das pessoas o que elas não podem ou querem dar a você.”. É o alerta da raiva propondo proteção.

    Cientes de que a MÁGOA pertence à órbita da RAIVA, cuja função é acionar soluções para nos proteger, as perguntas seriam:

    -O que a mágoa sufoca em mim?

    -Que lesão essa mágoa causou em mim para que eu me sinta ofendido?

    -Até onde fui responsável pela existência desse sentimento?

    -Que alternativas na conduta posso adotar para evitar a natureza das lesões que me magoaram?

    Com as respostas a essas perguntas, podemos encontrar caminhos criativos de saída para a raiva, porque ela será direcionada para desenvolver um processo interior de criatividade a respeito do acontecido e formular ações eficientes e protetivas. Por outro lado, ao nos abstrairmos desse uso terapêutico e libertador, encarceramo-nos no calabouço da ofensa e sofremos a tortura da dor do ressentimento.

    Para que perguntas dessa natureza funcionem, basta pensar em algum episódio do relacionamento recente, em como ele aconteceu e em como nos sentimos feridos, e iniciar essa investigação corajosa focada em nós, e não no ofensor, formulando as perguntas anteriormente indicadas e outras que possam nos ajudar a decifrar a finalidade defensiva daquela dor.

    Uma das razões mais presentes para camuflarmos a raiva em nossa conduta é a necessidade de passarmos aos outros uma imagem de que estamos no controle, de que somos fortes o suficiente para suportar aquela ferida e de que nada nos atinge. É assim que, além da dor interior, ainda nos impomos uma força que não possuímos para sustentar uma imagem falsa de nós mesmos. Isso aumenta ainda mais o ciclo de raiva e sofrimento, porque o ressentimento não é outra coisa senão a lesão que nós imputamos a nós mesmos por não sabermos lidar bem com a lesão que o outro deixou em nós.

    Podemos concluir, depois desse exame singelo sobre a mágoa, que a raiva mal orientada, por certo, é um dos sentimentos que mais nos afasta de nós mesmos, de nossa autenticidade, de nossa real condição interior, e nos fragiliza e agride em contextos que não estamos nos dispondo a avaliar. Não será exagero afirmar que, quando a raiva se apodera de nosso coração em relação a alguém, existe uma enorme chance de estarmos decepcionados é com nós mesmos, e isso é bem mais difícil e desconfortável de examinar, considerando que o padrão mental do orgulho é um dos gestores mais habituais da mágoa.

    “O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? – Entregai-vos à cólera.”

    Como é raro admitir em nós a existência daquilo que dizem sobre nós ou ter a coragem de saber usar com habilidade a raiva diante dos golpes da vida, para encontrar caminhos inteligentes que nos coloquem em condições de crescer e avançar!

    As hostilidades da vida que nos causam tanta dor e descontrole são como um buril que visa a lapidar nossas arestas, transformando-nos em diamantes ricos de beleza, que possam refletir a luz celeste do bem e do amor. Tudo depende de como nos comportamos diante das lapidações que a vida nos apresenta.''

    Ermance Dufaux
    pelo médium
    Wanderley Oliveira

    Baixe a degustação nesse link: bit.ly/Deg_Emoções

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