Category Archives: Blog Dufaux

Deixar ir

Posted on: janeiro 22nd, 2019 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

A ESCOLHA DO PERDÃO

-Mas Gustavo, sei que devo perdoar, mas não consigo.

-E por que você deveria perdoar?

-Por que é o certo!

-Certo em relação a alguma coisa que você acredita ou certo no seu coração?

-Certo segundo a minha religião.

-Qual o problema então? Simplesmente perdoe!

-Mas não consigo. Ele não merece.

-Ah! Entendi o porquê de você não conseguir.

-Como assim?

-Ele não merece porque você julga que seja assim. Ele não encaixa na sua régua. Tentar perdoar colocando-se no lugar de Deus não é só difícil. É impossível! Basear-se apenas numa crença pode ajudar, mas não resolve. É preciso internalizar a proposta, o que só é possível, genuinamente, se ela te tocar a alma.

-Mas o que ele fez é grave!

-Sim, o que não te coloca no lugar de ter direitos sobre a situação como você imagina. Não precisa acreditar em mim, é só avaliar os efeitos.

-Que efeitos?

-Como você se sente em relação a isso agora?

-Sinto raiva e tristeza pelo que ele fez. E ao mesmo tempo culpa por estar assim. E mais culpa ainda por não conseguir perdoar.

-E ele, como está?

-Acho que não está nem aí!

-Pelo que você fala dele, é até provável! Mas, quem acha, não sabe. Na verdade, não sabemos como ele está, nem se merece condenação ou não pelo que fez. Não sabemos de nada, logo julgar com justiça é impossível. E o efeito em você é desastroso.

-O que eu tenho?

-Nesse caso? Mágoa.

-E o que preciso fazer?

-Perdoar.

-Mas não consigo!

-Não é por ele, mas por você! Você me diz que não consegue, mas está baseada em um suposto movimento de absolvê-lo pelo que ele fez. Mas isso não é possível.

-Ninguém pode liberar o outro de si mesmo, e o que ele fez é, antes de mais nada, uma transgressão sobre si mesmo. Você não tem poder sobre isso. Na sensação de incapacidade de absolver você o condena, o que no fundo se encaixa do mesmo jeito nessa situação. Não cabe a você absolvê-lo ou condená-lo. Isso é o trabalho de Deus! Cabe a você responsabilizar-se pela experiencia, aprender com ela e deixar ir.

-Mas a culpa pelo que aconteceu não foi minha!

-Pode até ser assim, mas a responsabilidade sobre você mesma sempre foi e sempre será sua. Tente olhar as coisas por esse ângulo de aprendizado! É libertador.

-Ok, mas e o perdão?

-O perdão que você aprendeu na sua igreja deriva de uma palavra grega que significa "deixar ir".

-E como eu faço pra deixar ir?

-Vou te ensinar uma técnica.

-Nesse momento fiz uma dinâmica que repito com alguma frequência nos atendimentos. Peguei uma sacola bem pesada e pedi a ela que ficasse de pé. Em seguida, solicitei que a segurasse com os braços esticados e na maior altura possível. Continuei conversando e todas as vezes que a sacola abaixava um pouquinho eu a repreendia dizendo:

-Segura isso ai em cima! –

-Depois de dores e tremedeiras ela disse:

-Não aguento mais.

-Então solta!

-Pode?

-Deve! E assim que a gente deixa ir. Simplesmente solta e vai cuidar da própria vida.

Mágoa é uma emoção bastante complexa. Raiva, tristeza, culpa e outras emoções podem gravitar em torno desse estado tão cansativo para a alma. E o pior disso tudo é que não costuma ser muito proveitosa. Como diz um professor a quem admiro muito, mágoa é um veneno que você toma esperando que o outro morra.

Qual seria a vantagem, para você, se o outro sofresse em função do que fez? -Que bem real isso traria à sua vida, que não a efêmera e nada saudável sensação de prazer que deriva da vingança?

Que a justiça, dos homens ou de Deus, se encarregue de ajustar as contas. Claro que não proponho aquela postura pseudo-boa de tolerar tudo. À vítima cabe o posicionamento, de preferência pautado no que é justo.

Tá, o outro não merece. E daí? Solte isso e vá viver bem por você mesmo!

Gustavo Curi

Sou Feliz

Posted on: janeiro 16th, 2019 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments


Recentemente, conversando com meu filho, já adulto, ele me questionou se eu era feliz. Isso porque em nossa conversa, ele se dizia incomodado com o fato de que nós não nos conhecíamos de verdade, apesar de todos os anos convividos.

Depois desta conversa comecei a refletir muito sobre isso e me lembrei de um conceito filosófico muito antigo, que Jesus trouxe à nossa memória séculos depois:
“Conheça-te a ti mesmo e a verdade vos libertará.”.¹ 

Santo Agostinho² também nos orientou a fazermos uma reflexão ao final de todo dia, repassando cada detalhe para observarmos o que acertamos e o que erramos, para, no dia seguinte, fazermos melhor ou diferente, conforme o caso.

O fato é que notícias nos chegam, informando que muitos tem retornado ao plano espiritual e dão conta de que quase nada mudaram, para melhor, em seus hábitos ou pouco progrediram, arrependendo-se muito pelo tempo perdido ou mal vivido.

 

E O QUE É VIVER FELIZ?

Viver implica em nos conhecer e esta tarefa é diária. Podemos fazer balanços mensais, anuais, mas sempre com dados colhidos diariamente.

Comemoramos nosso aniversário como sendo mais um ano de vida, mas tecnicamente falando, é exatamente o contrário, ou seja, menos um ano. Isto significa que, do tempo total que ainda nos resta nesta existência, cada dia temos menos tempo para nos transformar enquanto ainda estamos encarnados.

Quando nos damos ao trabalho de nos conhecer, esse tempo vivido é valorizado e cada segundo torna-se precioso.

As MUQUERELAS (murmúrios, queixas, reclamações e lamentações) vão se extinguindo dos nossos dias.

Nos conhecendo, vamos entendo que as pessoas, assim como nós mesmos, estão "recheadas" de qualidades e defeitos, que somos diferentes e que essas diferenças não são defeitos. Quando eu começo a me confrontar, preferencialmente diante de um espelho, vou descobrindo um Ser que eu nem imaginava existir.

Vou ressignificando a Vida, desenvolvendo novos conceitos, mudando atitudes, sem com isso deixar de ser quem sou. Vou me aperfeiçoando.

Acredito que o nome disto possa ser Maturidade, e esta maturidade só se consegue vivendo, o que demanda tempo. Independente desse aspecto, vejo velhos imaturos e jovens maduros.

Cada qual no seu tempo, no seu entendimento. Mas é essencial procurar à si mesmo, confrontar-se. Sem medo, sem culpa, sem martírio.

O tempo encarrega-se de nos ajudar a sermos melhores.

Então, voltando ao início do texto, se sou feliz, acredito de verdade que sou. Vivendo um dia de cada vez, alternando momentos alegres e tristes, mas sempre buscando ser feliz. É um estado de alma, que o autoconhecimento nos proporciona, e só pode ser atingindo com esforço, muito trabalho.³ 

Não se sintam desanimados. Toda distância a ser percorrida necessita do primeiro passo. Sem ele você não sai do lugar. Daí para frente, cada um no seu ritmo, no seu jeito.

Como eu tenho mais tempo de vida, posso estar alguns passos à frente do meu filho, não querendo dizer que eu seja melhor, somente com mais experiências vividas, o que muito tem me ensinado, só isso. No final, todos chegaremos ao objetivo, que é sermos Espíritos Puros, de Luz.

Todos estamos nesta existência como alunos e professores. Aproveitemos as lições.

Grande Abraço.

Marco Aurélio Ricaldoni Miranda

¹O pensamento grego "Conhece a ti mesmo" foi inscrita no pátio do Templo de Apolo, em Delfos, há cerca de 2500 anos. Jesus nos trouxe um ensinamento complementar em João 8:32: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”.

² O livro dos espíritos – Questão 919-a.

³ O Livro dos espíritos, questão 921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa? “O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”


Felicidade e Merecimento

Posted on: janeiro 10th, 2019 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

Referenciando o título do capítulo 36 do Livro Para Sentir Deus de Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley Oliveira, vamos falar hoje sobre felicidade e merecimento. Afinal todos nós queremos ser felizes.

E, sim, é possível fazer com que a felicidade faça parte de nossas vidas, neste planeta Terra, mesmo com todas as lutas e contratempos que encontramos pelo caminho.

A felicidade absoluta do espírito está, realmente, reservada aos mundos ditosos. Entretanto, cada um de nós encontra recursos, potencialidades, experiências afetivas e de variadas naturezas para realizar as metas que traçamos para nossas vidas.

E todas estão em concordância com nossa capacidade. Não faltam motivos e atitudes que nos trazem paz e consequentemente
bem-estar e alegria reais na alma.

Afinal, basta perseverar, pois quem assim o faz, será salvo¹.

[1] Mateus; 24:13 – “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.”.

FELICIDADE É MERECIMENTO INDIVIDUAL

Cada um de nós possui um roteiro de desafios pessoais conforme suas necessidades e de acordo com a lei de retorno. Assim nos fala o Cristo, em João 5:9², pois do macro ao microscópio universo, tudo obedece à colheita de semeadura prévia. 

Se queremos, e nos julgamos merecedores de sermos felizes, é preciso começar a rever nossas atitudes e falas, a fim de percebermos se realmente estamos sendo bons agricultores, escolhendo e semeando boas sementes, que virão a nos trazer paz e felicidade no futuro.

Mas sem falarmos só em vidas futuras, para que isso se reflita em nós o mais breve possível, devemos cuidar das causas atuais das nossas aflições.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Gálatas; 6;7

[2] “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a, ressurreição da condenação”. — Jesus.


Inserir Imagem

O QUE PODEMOS FAZER ENTÃO?

Existem vários caminhos para construirmos a felicidade tão desejada. Vamos citar alguns, que já podemos começar a colocar em prática:

  1. A superação das culpas: Essa emoção é útil até um certo ponto, pois ela tem a importante função de nos mostrar os nossos erros, afim de que não os repitamos, nos levantemos das nossas quedas limpando a poeira dos desgostos.

    Ela passa ser tóxica³ quando resvalamos para o remorso, que gera a doença do não merecimento e da apatia e que drena toda a nossa vitalidade. Ao nos julgarmos pequenos ante a vida afastamos a energia da prosperidade.

    É preciso adotar a atitude do arrependimento, da conversão do caminho, como assevera Jesus quando se apresentou a João, o Batista[4], adentrando às águas do batismo. É uma bela metáfora. O arrependimento tem o efeito de um banho em nosso ser. Somente assim o Reino dos Céus encontra um ambiente limpo, o nosso mundo íntimo, amanhecendo ao sol da esperança que gera alegria legítima e duradoura na alma.
  2. O perdão incondicional: Está na oração do Pai Nosso[5] e o Mestre não nos ensinou este recurso apenas por se tratar de belas palavras ou de um belo ideal a ser atingido. 

    É um exercício necessário e altamente meritório para nos introduzir num universo de paz, pois ressalta um caráter divino, presente em cada filho de Deus, como herança e potencialidade. Esse recurso precisa ser vivido a fim de que alcancemos também o perdão das nossas ofensas, uma vez que está total e inteiramente vinculado à lei de retorno expressa pelo Cristo:

    “...embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido.”[6]

    ​Quem aprende a perdoar, recebe da vida perdão, compreensão e auxílio dos encarnados e dos desencarnados, a fim de superar as dores que o crescimento e a evolução determinam à criatura que almeja o mais, o belo e o bem. Esse é o amor que cobre a multidão dos nossos erros.*[​7] 
  3. O desapego aos bens e aos afetos: Afinal, tudo na vida é um empréstimo e provisionamento da Divina Providência. Ninguém nos pertence, todo mal passa.

    E tudo na vida também passa, inclusive situações favoráveis, que mudam por força das circunstâncias, dos imprevistos ou das renuncias que cada um precisa fazer.

    Apenas o bem conquistado, como virtudes, fica permanente no arquivo de nossas experiencias. 

    Ninguém pode fazer a felicidade do outro ou ser responsável por ela. 

    A felicidade é o resultado de uma escolha, é determinada pelo nosso modo de viver a vida e de nos posicionarmos ante tudo e a todos.

    Não somos vítimas de ninguém, a não ser de nós mesmos.
  4. A consciência tranquila: Fazer o bem, evitar a maledicência, mental e verbal, agir com respeito e tolerância frente ao irmão que caminha ao nosso lado, afinal não somos perfeitos, mas perfectíveis. Todos ainda erramos, tentando acertar. E é isso que nos faz dignos.

    Não temos controle sobre o que a vida e os outros nos trazem, a não ser sobre a forma como reagimos, falamos ou nos relacionamos, desde que estejamos atentos ao que estamos irradiando para o mundo. A nossa sombra sempre passa sobre alguém. É preciso estarmos atentos se ela não está obstruindo o sol da vida para o outro. Se estiver, precisamos rever nossas atitudes, para que, ao deitarmos à noite sobre nossos travesseiros, a cabeça não pese sobre nossos ombros.

  5. Amar o trabalho: O trabalho é movimento, é luz desfazendo as trevas da ignorância, promovendo o progresso da humanidade. Por mais humilde que seja, é expressão do Pai em nós. Ele trabalha e cria incessantemente, inclusive através de cada um de Seus filhos.

    E se somos d’Ele herdeiros à imagem e semelhança, amor ao trabalho é revelação da divindade em nós, pois o Pai é todo amor, todo luz e todo bondade. Ama tanto Sua obra e Seus filhos, que em cada filho Seu, colocou uma parte de Si, dando-lhe poder e recursos plenos de ser feliz
    .

[3] Capítulo 2 – Emoções tóxicas e obsessão – do livro, Fala Preto Velho, de Pai João de Angola, psicografia de Wanderley Oliveira, página 42, parágrafo cinco.
[4] Mateus; 4:17 – “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”.
[5] “Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”
[6] Mateus; 26:52.
[7] 1 Pedro; 4:8 – “Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.”.


Existem muitos outros percursos disponíveis, que poderíamos citar e elaborar para trilharmos e cuidarmos de nossa felicidade. Mas, por hora, o mais importante, e que podemos realizar, como “aprendizes de ser feliz”, é nos dedicarmos suave, fraternal e humildemente ao que já podemos realizar, sem nos exigir algo, uma atitude ou qualquer coisa que ainda não damos conta.

É preciso ter paciência com nossos passos e respeitarmos nossos limites. Ainda não somos capazes de ser tão bons como gostaríamos. O importante é continuar a seguir no caminho proposto de auto iluminação, aceitando que estamos sujeitos a tropeços e quedas, mas que também possuímos recursos para sermos felizes.


Ricardo Gruppioni

Você é Muito Mais – ( Escrito por Maria José)

Posted on: dezembro 21st, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

O tema hoje é autoamor, e nada melhor do que nos inspirarmos no livro APAIXONE-SE POR VOCÊ, do terapeuta holístico Wanderley Oliveira¹.

O título do primeiro capítulo é “Você é muito mais.” Só de ler o título já me senti bem.  E como alguém interessado em me sentir, de fato, assim, fui conferir o conteúdo. 


Três aspectos que me chamaram a atenção (e com os quais concordei de cara):

  • Só Deus e eu sabemos como tem sido minha vida, minhas dores e conquistas. E aqui não vale dizer que sofri mais do que conquistei. Vitimismo não leva a lugar nenhum e não reconhecer o valor das pequenas vitórias não ajuda em nada;
  • Só eu e Deus temos noção exata de quantos obstáculos foram superados e quantas lutas foram perdidas ao longo do caminho. E vale dizer que temos o mal hábito de valorizar mais as batalhas que perdemos do as que ganhamos;
  • Só Deus e eu sabemos o que fiz para chegar até aqui, mesmo que para muitas pessoas eu não tenham feito o bastante e esteja longe de atingir as expectativas delas. Mas aí estas pessoas não levam em conta os desafios para “simplesmente” viver nos dias atuais.
  • Diante disso, ficam três perguntas:


    • Vou deixar que alguém que não participou de tudo isso determine o que eu devo ou não fazer?
    • E, mesmo aquelas pessoas que participaram da minha caminhada, até onde elas podem (e devem) indicar o rumo que tenho que seguir?
    • Vou permitir que alguém que não tem a menor noção de meus esforços para me manter de pé, estabeleça o que devo sentir ou deixar de sentir?


    Não vou permitir que isso aconteça, nem com as pessoas que amo, nem com as que me amam e muito menos com as que estão fora destas duas situações.

    Faça isto também Construa seu caminho, tenha coragem de fazer as suas escolhas e responda por cada uma, mesmo aquelas que não forem tão boas assim – elas podem ser preciosas lições aprendidas. 

    Administre suas expectativas e estabeleça metas que consegue realizar. Trate-se com carinho, respeite seus limites e acredite em seus valores.

    Não deixe que alguém pegue uma experiência da sua vida, te julgue e encaixe-a onde quiser. Uma experiência, ruim ou boa, é só uma parte. Você é muito mais.

    Se tudo o que falam de nós tiver mais importância do que o que pensamos a nosso respeito, não teremos tempo e nem energia para fazer o nosso melhor. Vamos gastar nossos esforços tentando nos defender e justificar perante as pessoas.

    Façamos o melhor, e se isso não for suficiente para os outros, acreditemos na Força da Vida, que sempre nos coloca onde vamos aprender com todos os acontecimentos da vida, que sempre nos apontarão uma verdade: Somos e seremos sempre mais!

    Maria José  - Belo Horizonte - MG

    1- Wanderely Oliveira tem várias obras publicadas pela Editora Dufaux: www.editoradufaux.com.br.

    Mensagem de Compaixão – Irmão Edgard Armond

    Posted on: dezembro 19th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

    Queridos amigos espirituais e em especial irmãos e irmãs em leitura.

    Nosso Senhor Jesus Cristo, nos guia.

    Nossa Senhora Aparecida, nos protege.

    Permanecemos de braços dados no caminho que leva até Deus.

    Temos assistido a uma luta interminável na Terra por comida, por roupas e por coisas materiais. Mas, quando as necessidades espirituais nos atingem também, como nestes quesitos, parece haver uma letargia imensa misturada com a estagnação dos ateus.

    É como se fôssemos jogados para o centro do que é certo, e o que é certo, todos nós sabemos, a Deus pertence.

    Acontece que se formos engessados por ideias por demais arrebatadoras, para não dizer fora da realidade humana, como é que poderíamos estar próximos de Deus, se estivermos distantes daqueles que foram criados à Sua imagem e semelhança?

    Ou a compaixão que nos dá a condição de um cidadão neutro dá também a medida de nossa verdadeira falta de amor?

    Então, como imprimir, querido Deus, cartas a todas as nações para que se conclua a paz, se é o ser humano quem impõe as suas leis religiosas?

    Abstenha-se de nós, então, Senhor, a culpa por dizer que cremos em Sua existência perante o inconfundível e perdoa-nos a prerrogativa científica de Sua inexistência, ante a infalível miséria a que fomos expostos; ante a infalível certeza de que foste o criador destas mazelas.

    E, para povoar o campo do semeador de novas esperanças dai-nos, oh Deus, o fruto novo; ou a nova visão; ou a compaixão do sentimento brotado; ou a certeza do amparo sob vossa sabedoria; ou o mundo novo de ideias.

    Deus, sob vossa criação eis um mundo nosso que precisamos e, de antemão, Vosso olhar somente já compensaria um minuto nosso de solidão.

    Credite em nós, oh Deus, um segundo de Seus minutos à paz no mundo. Só assim a humanidade caminharia para a colheita dos grãos rentes a um chão de estrelas.

    E, do chão, nascerá uma nova comunhão.

    Abençoe Deus, a Terra e os céus,

    Que assim seja,

    Para todo o sempre,

    Amém!

    Irmão Edgard Armond (22/11/2018)
    Do complexo de Casas de Passagem da Irmandade da Luz


    Natal: O livro certo para presentear um amigo

    Posted on: dezembro 13th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments
    Inserir Imagem

    Existem certos livros que “foram escritos para mim!”. E existem outros que “foram escritos para você!”. Dentre eles, temos os que são especiais e nos faz lembrar de certos amigos, também muito especiais.

    Pensando nisso, apresentamos 10 opções de livros bem de acordo com o perfil de cada amigo:

    - PARA AMI​GOS PROGRESSISTAS: REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO – AUTOTRANSFORMAÇÃO COM LEVEZA E ESPERANÇA.

    A proposta desta obra é apresentar algumas ideias para nos ajudar na autoaferição e buscar por respostas sobre as intrigantes questões da vida interior. Se não entendermos realmente a razão de nossas atitudes, não reuniremos condições para o trabalho de renovação e progresso de nós mesmos.


    -Para amigos corajosos: Emoções que curam: culpa, raiva e medo como forças de libertação.

    Aceitar as emoções, até aquelas que não queremos ter, nos prepara para entender a dica positiva que cada uma delas traz para nossa melhoria pessoal. Ter a coragem de nos ver como realmente somos e aceitar as partes que tentamos esconder de nós mesmos e dos outros é o primeiro passo para sermos pessoas autênticas, capazes de construir a própria felicidade.


    -Para amigos românticos: Amorosidade – a cura da ferida do abandono.

    Ao longo dos milênios, a rota do espírito está repleta de feridas nascidas da profunda teimosia em escolher e prestigiar as artimanhas do ego. O resultado desse trajeto é uma profunda sensação de abandono e desamparo. Não há quem não esteja carente de ser protegido e acolhido, amado e incentivado nas lutas de cada dia. A amorosidade é o sentimento capaz de construir relações mais saudáveis, leves e plenas de confiança, em si mesmo e nos outros.


    -Para amigos destemidos: Futuro espiritual da Terra.

    Toda a vida na Terra mudará vertiginosamente. As necessidades, as estruturas perispirituais e neuropsíquicas, o trabalho, o tempo, as características sociais e os próprios recursos da natureza material se tornarão bem mais sutis. O que chamamos de regeneração é exatamente essa mutação de realidades dos mundos que saem de protótipos materiais para os de condições espirituais. Fique ligado, seja o agende desta mudança!


    -Para amigos determinados: A decisão - Cristos Planetários definem o futuro espiritual da Terra.

    Dentro da programação espiritual estabelecida pelo próprio Cristo e pelos construtores do orbe, vários acontecimentos se darão a partir de 2019, quando as ocorrências que antecedem a moratória pedida por Jesus afastarem definitivamente a possibilidade de haver uma guerra de grandes proporções, capaz de causar destruição entre suas nações mais importantes. Este tempo está se findando, e algumas decisões devem ser tomadas para esta nova era.


    -Para amigos inovadores: Guardiões do carma – a missão dos Exus na Terra.

    Nesta obra, o propósito é reunir algumas informações que colaborem para o resgate da imagem dos Exus, entidades que, injustamente, são associadas a criaturas do mal, seres diabólicos e indesejáveis, e mostrar os bastidores de suas ações nos dois planos da vida. Falar de suas qualidades e habilidades é um desafio muito complexo. Por mais que nos esforcemos, faltarão palavras no vocabulário humano para descrever as quase inimagináveis forças de ação inerentes a esses soldados do bem.


    -Para amigos carismáticos: Fala, preto-velho.

    Tome conta de todos os seus sentimentos como um patrimônio de raro valor em sua vida e não permita a ninguém ajuizar sobre o que cada um deles significa para o seu crescimento. Quem constrói autonomia garante a autoridade sobre sua própria vida e dispõe de força moral legítima para ser um motivador do progresso alheio e do bem de todos.


    -Para amigos decididos: Sete caminhos para o autoamor.

    Utilizando-se de conteúdos didáticos, técnicas e exercícios práticos, somos levados a perceber a importância, a profundidade e os benefícios de uma relação de forte afeição, admiração e respeito conosco mesmos. As abordagens desta obra deixam claro que a saúde mental e o equilíbrio emocional dependem de saber desenvolver um relacionamento rico de amorosidade a si próprio.


    -Para amigos antenados: Notícias de Chico.

    É certo que o panorama terreno não é o melhor a se apresentar, mas essas ocorrências são fatores determinantes para que os seres que se encontrem preparados e despertos assumam uma postura mais efetiva e vivam, na prática, as lições recebidas, sentindo o desenvolvimento dos valores de seus espíritos diante das responsabilidades que são chamados a exemplificar. As pessoas conscientes, conhecedores da realidade espiritual da Terra, devem ter uma postura confiante e firme de que a operação saneadora está acontecendo e uma outra consciência está sendo elaborada.


    -Para amigos confiantes: Mereça ser feliz – superando as ilusões do orgulho.

    Neste livro encontramos diretrizes para inverter nossa programação mental e, com humildade, aceitarmos quem somos verdadeiramente e confiar na nossa capacidade de interromper as fantasias de grandeza, fortalecer nossos valores reais e nos preparamos para conquistar as virtudes que nos faltam.


    Lindo Depoimento do Presidiário R.G. para Editora Dufaux

    Posted on: dezembro 4th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

    LINDO DEPOIMENTO DE UM PRESIDIÁRIO 

    Enviamos o livro, mas um mês e meio depois o recebemos de volta. Ao ligar para saber o motivo, falei com uma funcionária que me informou não ser autorizado o envio direto para os detentos, mas ela se disponibilizou a receber e passar para ele.

    Falou-me também de um projeto¹ que estava sendo implantado naquela unidade da penitenciária para incentivar a leitura. Ao tomar conhecimento, fizemos uma campanha para doação de livros que enviamos para Chapecó.

    No dia 1º de novembro, recebemos de RG uma carta de agradecimento, e desabafo, muito tocante, que passamos a vocês, na íntegra:

    “Dona Maria José, primeiramente gostaria de agradecer sua atenção, e a de todos da Editora Dufaux, por tudo o que fizeram, não só por mim, mas por todos os detentos da Penitenciária de Chapecó, pois os livros enviados servirão a todos os que estão agora e também àqueles que ainda virão a cumprir suas penas, o que infelizmente ainda são muitos!

    A realidade do cárcere é bem triste. Neste lugar, estamos à mercê da angústia, da ansiedade, depressão e de todo tipo de pensamento negativo. A saudade da família, a distância das pessoas que amamos, é um convite a reflexão, para que façamos uma análise profunda das nossas escolhas.

    Mas, na maioria das vezes, para muitos de nós, a perturbação se torna tão grande que o que acontece, em verdade, é a revolta. Revolta essa que sô gera mais violência, que torna as ruas tão perigosas, que faz com que o nosso país seja um dos mais inseguros do planeta.

    É preciso um esforço de todos, governantes, sociedade, juízes e legisladores, lideranças de todas as religiões, para que possamos superar esta dura realidade que vivemos. Para isso, as pessoas terão que entender e praticar a inclusão.

    A imensa maioria que está aqui comigo, e que também compõem os mais de seiscentos mil encarcerados do país, são oriundos das classes mais pobres, são pessoas que não tiveram oportunidade de um emprego honesto, de constituir uma família, de levar uma vida digna.

    Exterminar toda essa gente também não resolveria, ao contrário do que pensam alguns extremistas, a violência é uma questão social em nosso país e enquanto nossos governantes preferirem destinar mais verbas para construir penitenciárias, do que para fazer escolas e faculdades, o quadro só vai piorar.

    De maneira trágica, os discursos daqueles que apregoam o endurecimento das leis e a redução da maioridade penal continua sendo mais aclamando do que os que propõem a via pacífica.

    Chega-se ao absurdo de se dizer que, a liberação indiscriminada de armas de fogo irá conter os alarmantes índices de violência do Brasil. Hipócritas! “Não existe caminho para a paz, a paz é o caminho’’, ensinou o grande líder sul-africano Nélson Mandela, que passou quase três décadas da sua vida dentro da prisão.

    Mas, dona Maria José e amigos espíritas que estiverem ao alcance desta humilde mensagem, tudo isso não pode nos assustar.

    Nós somos os apóstolos do terceiro milênio, os portadores da Boa Nova, que desce diretamente dos planos mais altos, e a nossa missão é essa, semear mesmo que seja nas areias do deserto, sob o calor do sertão nordestino, nos dilúvios que arrasam o sudeste, ou em meio ao frio que congela os miseráveis no sul. Nem mesmo as muralhas intransponíveis da prisão são um obstáculo para nós.

    Que sirva de exemplo, o nobre gesto desta digníssima instituição, que doou muito mais que centenas de livros á nossa humilde biblioteca, doou esperanças, doou sonhos, doou vida.

    Que no futuro, vejamos muitas outras entidades espíritas comprometidas com a regeneração dos transgressores da lei, divulgando o Espiritismo a estas pessoas, desacreditadas pela sociedade, mas ainda filhos do mesmo Pai, candidatos a vida eterna prometida pelo Mestre Jesus Cristo, reafirmada por Allan Kardec, assegurada pelo testemunho de todos nós!

    Deus abençoe o vosso trabalho, que a vossa generosidade atinja os corações endurecidos daqueles que carecem de luz!

    Com carinhos, um forte abraço.”

    Autoamor Para Seres Humanos

    Posted on: novembro 29th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

    ESCRITO POR GUSTAVO CURY




    AUTOAMOR 

    No presente momento, estou  no aeroporto do Galeão, no Rio, voltando de uma oportunidade maravilhosa de trabalho com a Oficina de Sentimentos em Genebra e palestras na Suíça. Foi a primeira vez que estive na Europa. A semana foi extasiante.

    Mas por incrível que pareça estou p... da vida, acredita? Minha bagagem ficou na escala em Paris. Pelo menos não foi extraviada, o que me deixou um pouco menos p... Como temos suaves 13 horas de espera pensei: “Por que não aproveitar esse tempo e escrever o texto pro blog que estou enrolando pra fazer há tanto tempo?”

    Perdi as contas de quantas vezes me culpei por reagir agressivamente em determinada situação, ou me puni intimamente por estar revoltado, triste, com medo, ou me sentindo incapaz ou insuficiente por algo. Uma voz me falava à mente:

    1. "Tudo tem um por que.”;
    2. ''Deve ser a lei de causa e efeito.";
    3. Ou a pior de todas “Como pode você, palestrante espírita, reagir dessa forma?”.


    Demorei alguns anos para entender que tudo isso, proferido superficialmente, não passa de arrogância e muitas vezes covardia. Sou apenas um ser humano. Só isso e isso tudo.


    PROPOSTA DE AUTOAMOR

    Segundo Mark Manson, autor de um best-seller de autoajuda (sempre critiquei sem ler livros de autoajuda por serem clichê, até perceber o quão clichê é criticar livros de autoajuda sem ler simplesmente por serem de autoajuda), "O desejo de ter mais experiências positivas é, em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiência negativa é, em si, uma experiência positiva". Concordo bastante com a afirmativa do autor. Aplica-se de forma certeira à proposta do autoamor.

    Ao longo dos anos, em atendimentos e outras experiências, percebi o quanto as pessoas se esforçam para "darem certo na vida". Na proposta do autoconhecimento, tal movimento comumente reflete-se como um comportamento obsessivo por estar bem, ter pensamentos felizes, cumprir à risca a orientações (ou ordens) de gurus, espíritos, santos, terapeutas, etc..

    O mais interessante é que nunca vi isso funcionar de verdade. Sem a pretensão de fechar a questão (ter certeza de alguma coisa não é uma ideia que me atrai), observo alguns efeitos dessa postura:

    1. A alegria apenas se perpetua como que num palco de teatro;
    2. Se está tudo dentro das exigências do obsessivo por felicidade, tudo parece bem, contudo, à primeira contrariedade, o individuo demonstra de forma clara sua alienação com a máscara de evolução espiritual;
    3. A falta de resiliência e educação emocional para lidar com situações comuns se faz presente.


    Não falta uma explicação mística e mirabolante para explicar questões como essa que estou vivendo. A bagagem ficou por lá porque as pessoas erram. E estou p... da vida com isso porque costumo ficar p... da vida quando as coisas não saem como o esperado . E é só.

    Se pudesse indicar as mais importantes bases do autoamor, diria que são a honestidade íntima incondicional e a aceitação da realidade, íntima ou exterior, sem julgamentos. Enquanto há alguma exigência extravagante de transformação que se vincule ao autoamor, muito provavelmente você apenas se comportará como um cãozinho que corre atrás do próprio rabo, iludindo-se sobre a gravidade desse movimento e esperando que a vida te traga de bandeja algum beneficio pelo simples fato de estar sofrendo. Me perdoe por decepcioná-lo(a), mas o sofrimento é comum e é inerente à vida.

    AME-SE INCONDICIONALMENTE

    Inserir Imagem

    A notícia boa é que autoamor é muito mais simples e fácil que você imagina. Ame-se como Deus te ama, ou seja, incondicionalmente. Isso quer dizer se amar até mesmo quando você pensa que não merece. Permita-se fazer as pazes com você mesmo, desse jeitinho que você é. E isso é uma postura, não consequência de evolução. Decida isso! O efeito é maravilhoso!

    Continuo um pouco p... da vida. Mas bem menos que no começo da escrita desse texto.  Acho que até ficou bom, estou feliz com isso. É isso que acontece quando se aceita a vida. As coisas passam quando me amo como Deus me ama. Imperfeito, insuficiente, ambíguo e, por que não, p... da vida? E viva a vida!

    Gustavo Cury

    Diferenças Não São Defeitos

    Posted on: novembro 20th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

    ESCRITO POR Marco Aurélio Ricaldoni Miranda

    A Questão

    Conversando outro dia com amigos, uma pessoa colocou o tema Fidelidade Conjugal – Orientação Sexual em pauta, para que eu desse minha opinião, já sabendo que sou espírita.

    Dizia ele que sabia de um caso em que um homem casado vinha traindo a mulher com um homem. Perguntou-me o que eu achava sobre a situação desse homem levar uma vida dupla e não assumir sua sexualidade publicamente.

    Primeiro eu perguntei ao amigo o que entendia por vida dupla. Ele respondeu que era o fato do sujeito ser casado com uma mulher e trai-la com um homem.

    Então Vamos Por Etapas

    Quando alguém trai, a questão não é com quem. Talvez isso seja de importância secundária. A questão é a traição. Isso é que deveria deixa-lo indignado em primeiro plano.

    Quando existe traição, uma coisa é certa, teremos três pessoas infelizes:

    1. O que é traído, com certeza ficará infeliz quando descobrir; 
    2. O que trai não consegue ter paz na consciência, ainda que momentaneamente esteja inconsciente disto;
    3. E a terceira pessoa que apareceu aí, sabendo ou não que seu(a) parceiro(a) tem outra relação, fatalmente sofre porque um dia isso vem à tona.


    O gênero destas três pessoas nenhuma importância tem. Até porque hoje existem casais de várias possibilidades. Então, melhor que o casal resolva entre si os problemas da relação, verifique seus sentimentos e chegue a uma conclusão. Havendo uma separação, será natural que cada um siga sua vida e possa ter uma outra relação.

    Assim deveria ser, mas sabemos que, na prática, a história é diferente na maioria das vezes. Há ainda o aspecto cultural, que “admite” que o homem traia, mas a mulher não. E a história, em todos os tempos, registra traições diversas, tanto de maridos, como de esposas. Trair um amor, uma amizade, um parceiro de trabalho, um colega de classe, entre tantas outras traições, sempre é um ato desleal. esse é um longo assunto.


    Um Assunto à Parte

    Quanto a assumir publicamente sua orientação sexual, bem, cabe aí também uma longa reflexão.

    Imaginemos quatro pessoas, cada uma com a seguinte característica:

    1.Um obeso;


    2.Um negro;


    3.Um feio (entenda-se por questões genéticas, doenças, acidente, enfim, algo que possa ter deixado a pessoa com a aparência desagradável);


    4.Um homossexual​;

    Sabemos dos sofrimentos pelos quais essas pessoas passam, seja através de piadas, dos empregos que não conseguem mesmo tendo o currículo melhor, das humilhações praticadas por pessoas preconceituosas, o bullying e muito mais.

    São situações extremamente desagradáveis, constrangedoras de serem vividas. O negro, o feio e o gordo não tem como não se expor e serem percebidos como tal.

    Há ainda o agravante de, no caso de negros e homossexuais, a violência física, muitas vezes chegando ao homicídio.

    Por que, então, sabendo de tudo isso o homossexual irá se expor? Se a pessoa homossexual tem a opção de manter-se no anonimato, para preservar sua vida, por que não?

    Sei que outras tantas questões estão envolvidas aí, uma vez que assumir não é assim tão simples. Mas se por enquanto não é possível se revelar para o mundo, ao menos para si mesmo, já é um bom começo. Melhor vive aquele que é o que de fato é.

    Julgamento

    Mas não nos cabe julgar quem quer que seja. Diferenças não são defeitos. Só são diferenças. Cada qual vivendo sua vida como ela é, sabendo o que convém ou não.

    Portanto meus amigos, sejamos indulgentes para com o outro:

    • Se não é possível ajudar, fica de fora; 
    • Se não vai acrescentar, não dê palpite;
    • Se não conhece o assunto, vá se instruir.


    Para a geração anos 1960/70 , tudo era mais difícil, complicado mesmo, o preconceito era muito pior.

    Hoje vivemos dias mais tolerantes. Ainda falta muito para chegarmos lá. Mas é fato que muita coisa mudou e melhorou.

    Para o feio, as vezes uma plástica resolve, corrige. Vejam o excelente filme "O Extraordinário".

    O obeso pode fazer um regime, cirurgias diversas, reeducação alimentar (nem sempre resolve, e ser obeso é também questão genética). Isso ameniza e/ou resolve a questão .

    Agora, ser negro não pode ser mudado. É e deveria ser tratado tão somente como uma questão de cor de pele.

    Assim como ser homossexual, somente uma questão de orientação sexual.

    A Humanidade precisa evoluir muito ainda, e irá, para que um dia nos tratemos como irmãos e de modo fraterno. Estamos caminhando para isso.

    Portanto, como estamos em um Planeta Hospital-Escola, assim que estivermos curados de nós mesmos e aprendido a Lição, uma Vida repleta nos aguarda.


    Grande Abraços meus Irmãos.

    Marco Aurélio Ricaldoni Miranda

    Inserir Imagem

    Fala, Preto Velho – Principais Feridas Evolutivas Segundo Pai João de Angola

    Posted on: novembro 14th, 2018 by Comunicação | Editora Dufaux No Comments

    ESCRITO POR RICARDO GRUPPIONI

    FALA PRETO VELHO

    Vivemos um período de grandes desilusões e sofrimentos no mundo, na sociedade e na família, mesmo diante de tanto conforto e conquistas que nos trazem bem-estar.

    Ao nos depararmos com tanto sofrimento, violências e agressões diversas que permeiam a nossa existência planetária, às portas da regeneração, sentimo-nos ameaçados e temos a sensação de que algo nos falta. Algo que nos preencha intimamente e nos traga paz e esperança. Paz verdadeira e permanente.

    Sentimo-nos abandonados e desamparados. Talvez desprotegidos ante os desafios constantes da vida, que acabam com as nossas energias. Para enfrentar tudo isso queremos proteção. Proteção energética contra os maus pensamentos, as energias negativas, as forças das trevas, o mau-olhado, e tantas outras.

    Pai João de Angola, no livro “Fala, preto-velho”, nos traz uma perspectiva bastante útil nesse sentido e que contribui para aliviar o nosso sofrer.

    FALA ENTÃO A SABEDORIA DO PRETO VELHO

    Logo no prefácio do livro, Pai João cita as três principais feridas evolutivas que trazem essa sensação de desamparo, inércia e imobilidade ante as ameaças e que são estudadas e desenvolvidas ao longo da obra. São elas:

    1. A ferida da inferioridade.
    2. A ferida do abandono.
    3. A ferida da falibilidade.


    Estas feridas abrem caminho para o medo e como consequência, a insegurança, uma grave doença da humanidade nas palavras de nosso doce e sábio amigo espiritual.


    COMENTANDO SOBRE AS FERIDAS

    1)  O sentimento de inferioridade surge ante os desafios necessários ao nosso crescimento e que promovem nosso desenvolvimento espiritual.​

    Quando tomamos ciência de nossa realidade, percebendo que ainda não somos capazes de ser quem gostaríamos de ser. Ou que ainda o mal que não gostaríamos de pontuar, como assevera Paulo, o Apóstolo dos Gentios¹.

    Percebemo-nos decepcionados e aquém das metas que traçamos como ideal para nosso ser. Cai ao solo a nossa autoimagem de perfectibilidade e nos vemos como somos, nos sentindo pecadores e merecedores de condenação, afundando na culpa e remorsos.

    2)  O sentimento de abandono começa a surgir quando enxergamos o mal que o nosso egoísmo, chaga da humanidade há longas eras, provoca ao nosso semelhante e a nós mesmos, gerando conflitos decorrentes de nossos interesses de nos sobrepormos uns aos outros.

    Essa atitude promove afastamentos afetivos entre as pessoas. Cada criatura cria seu próprio casulo no qual se esconde, vivendo relações superficiais que não se completam, não se resolvem e não se redimem.

    3) O sentimento de falibilidade talvez seja o mais perigoso, pois se intensamente vivido e não resolvido, pode levar a criatura a um profundo complexo de inferioridade, gerando baixa estima, depressão, sentimento de fracasso, inércia.

    Estes fatores determinam o não enfrentamento de conflitos e de desafios que promovam o crescimento do indivíduo. Em casos extremos, resultam nas tentativas de autoextermínio. A ansiedade constante, por antecipação de qualquer situação a ser vivida ocasiona um medo constante de viver.

    Esses sentimentos levam a criatura a crer que a causa dos problemas está no mundo ou nas pessoas. Daí surge a busca por proteção em roteiros religiosos de variadas ideologias, ou atitudes e posturas externas da manifestação da fé, como o uso de patuás e amuletos ou mesmo a uma condição contemplativa da vida, que fica em ritmo de espera.

    Cria-se uma posição de expectativa de que o outro, a vida, ou um religioso, um mestre, um guru, um guia, ou um tratamento espiritual venham a resolver os nossos problemas, sem uma participação ativa nesse processo de enfrentamento e de procura por soluções.

    BUSCANDO CURAR AS FERIDAS

    Proteção íntima e real é muito mais do que aparatos exteriores e atitudes exteriores. O amor é a única forma de promover o crescimento do espírito e conferir-nos proteção verdadeira. E se Deus é amor, e se Ele é nosso Pai, conforme Jesus nos ensinou, sofremos porque não aprendemos a amar e não usamos nossa divina herança, a capacidade de amar incondicionalmente.

    Todos nós somos feitos da energia vibratória do amor emitida pelo Criador, e todo o universo assim foi feito como uma extensão de Sua Mente Divina. Sendo isso um fato, se somos filhos da Luz, duas perguntas:

       

     1)Porque aceitamos o sofrimento como algo normal em nossa vida?
     

     2) Onde está escrito que devemos sofrer?


    A formação Judaico-Cristã incutida em nosso inconsciente coletivo há longo tempo nos faz valorizar uma cultura de sofrimento e de autopunição.
    Isso está muito marcado em nosso inconsciente e, espíritas, católicos, evangélicos e religiosos falidos que fomos em outras vidas guardamos na alma esse ranço de que se erramos, somos culpados e devemos padecer as reparações.
    Usamos o exemplo do próprio sofrimento do Cristo, nosso modelo, e esquecemos de suas lições de amor. Mas o Evangelho não é sofrimento. O Evangelho é luz e consolo para os povos.
    Na maioria das vezes veneramos Jesus na cruz. Não o enxergamos ressuscitado, glorioso e resplandecente. Essa é a lição a se guardar e a colocar em prática. O Jesus luminoso, sereno e liberto das paixões, sempre amando aos seus discípulos e a todos aqueles que O repudiaram e ainda continuam repudiando-O. Este é o exemplo a seguir.
    A grande lição é a do amor e a do perdão. “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”².

    Este é o legado do amado Rabi da Galileia:

    1. - A energia proveniente da faixa vibratória do amor, colocado em prática na caridade ativa.
    2. - A gentileza, a escuta individualizada.
    3. - A partilha do que temos de melhor em nossa alma. O perdão e o respeito às individualidades.
    4. - Ofertar água ao que tem sede. Repartir o pão com o que tem fome, tanto o que sustenta o corpo, quanto aquele pão que alimenta o espírito de conhecimento e de paz.
    5. - As alegrias compartilhadas e os sorrisos acesos nos olhares doridos dos caídos à beira do caminho.
    6. Sobretudo o respeito a nós mesmos, tendo paciência com nossos passos.


    Essa força do amor vem de dentro da alma, quando a criatura aprende a desenvolver seus potenciais mentais e emocionais, frutos de sua herança divina, quando usa de seu livre arbítrio para semear o bem, aí ele frutifica!

    Esta é a melhor autodefesa contra as forças e energias do mal, ou seja, a amorosidade da conduta, do cidadão do mundo e, em breve, do universo.

    Esta é a proteção da qual fala Pai João de Angola.

    Ricardo Gruppioni

    _______________________________________________________________________

    [1] Paulo – Romanos; 7:19. Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.

    [2] João; 13:34.

    Inserir Imagem