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ESCOLHAS SÃO SEMPRE APRENDIZADOS


No livro NEM TUDO É CARMA, MAS TUDO É ESCOLHA¹ 

(Capítulo 10), há uma dica que considero importante para tornar a vida mais leve: Mesmo que nossas escolhas não tenham nos levado a viver exatamente do jeito que planejamos e nem a colher os êxitos esperados, elas deram certo.

Mas aí você pode dizer: “Você pensa assim porque você não conhece minha história!”. Até pode ser, mas me dê um tempo para compartilhar minhas reflexões.

Neste livro encontramos a personagem Paula que, após 10 anos de separação de sua mãe e sua única parente viva, a encontra para uma conversa franca, num leito de quase morte.

Para entender o contexto, vou trazer alguns tópicos iniciais da história da Paula:

  • Ela fugiu de casa ainda adolescente com o grande amor de sua vida – o Fabrício;
  • No início a vida à dois foi mais fácil, mas aos poucos o companheiro foi se afastando afetivamente;
  • Depois de certo tempo, Paula teve que trabalhar para se sustentar e a ele também;
  • Ele começou a se ausentar do lar e sempre que estava em casa, cobrava tudo dela;
  • Ao visitar Fabrício quando ele foi preso, Paula descobriu que ele tinha outra companheira e filho;
  • Já morando sozinha, e muito infeliz, Paula recebe um telefonema anônimo informando que sua mãe havia falecido;
  • Diante de tão dura realidade, Paula volta para sua cidade para o sepultamento de sua mãe.


Bom, o resto da história, vocês vão conhecer no livro. Super recomendo. Além de repleto de aprendizados, veremos a força de superação desta personagem.

Mas o que quero falar é sobre as escolhas “erradas” que fazemos – assim como a Paula – mas que nos fortalecem para a vida. Há uma conversa da Paula com sua mãe, que aponta para várias atitudes que adotamos na vida quando sentimos que erramos:

  • Esquecemos que, quando fazemos as escolhas, nós as fazemos para levar a vida do jeito desejamos e achamos ser melhor;
  • Quando a realidade nos mostra que não atingimos as metas estipuladas, nos envergonhamos por não ter sucesso e, consequentemente, a aprovação e admiração das pessoas que fazem parte de nossa vida;
  • Por causa deste orgulho em rever nossas posturas costumamos adotar duas atitudes que nos afastam do amadurecimento emocional:
  1. Nos culpamos e lavramos a sentença de fracasso, caindo no descrédito pessoal e no clima da vergonha;
  2. Transferimos a responsabilidade do nosso insucesso para outras pessoas ou situações.

Neste clima nos fechamos para as prováveis soluções:

  • Realizar o aprendizado (erro = lição) e confiar na nossa capacidade de acertar mais;

  • Confiar nas pessoas que nos amam e que são as que podem nos ajudar nesta hora;

  • Buscar com humildade o reconhecimento das nossas limitações e ter a coragem de pedir ajuda e recomeçar quantas vezes forem necessárias;

  • Superar as ilusões que o orgulho cria para nos afastar da nossa realidade pessoal – que sempre quer a aprovação e aplausos.

Interessante notar que, com relação aos nossos familiares, erramos feio ao prever as reações deles aos nossos erros. No caso da mãe da Paula, ela teve a delicadeza de nem tocar no assunto, se permitindo viver a alegria do reencontro. Vejamos algumas ponderações de dona Margareth:

  • Os pais não estão em nossas vidas para nos criticar nem tampouco menosprezar pelas dores que passamos;
  • Não devemos culpar somente as pessoas pelos momentos que vivemos, uma vez que também somos agentes ativos para as circunstâncias vividas;
  • Muitas vezes não queremos enxergar o que está errado, e as pessoas se aproveitam da permissão que damos para que interfiram em nossa vida de forma negativa;
  • Seja qual for o motivo que nos leva a aceitar viver assim, ele foi forte o suficiente para que vivêssemos nessas condições pelo tempo que o relacionamento durar;


Tudo o que já nos aconteceu, é passado, e devemos deixar nele o que vivemos, usando os aprendizados adquiridos nos novos momentos que vivemos.

Cada um busca o seu caminho e encontra flores e espinhos. Quem somos nós para avaliar se as experiências se limitam a erros se aprendemos com elas?

Não nos faltarão pessoas preciosas que me ajudem a superar as dificuldades.

Se observarmos bem, diante dos caminhos que nós escolhemos, aprendemos muito e seremos sempre melhores a cada dia.

“Que possamos caminhar para a frente e, se tivermos de olhar para trás, que isso possa ser utilizado apenas para nosso aprendizado, nada mais.”.

¹ Livro da médium Adriana Machado e de autoria espiritual de Ezequiel – Editora Dufaux.