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PERDÃO E OBSESSÃO

Semana passada o tema do artigo publicado no Blog foi Misericórdia e Perdão. Excelente artigo!

Como estamos há uma semana do lançamento do livro Um jovem obsessor e a força redentora do amor, de autoria espiritual de Jefferson e psicografado por Adriana Machado, vamos falar da força do perdão nos processos obsessivos.


ALGUMAS BASES DA OBSESSÃO

Buscamos inspiração no livro de Ermance Dufaux, “Vibrações de paz em família”, no capítulo “Perdoar sempre”. Nele, encontramos que a obsessão tem por base o fato de alimentarmos constantemente a dor da ofensa e a mágoa.

No livro “Um jovem obsessor...” – primeiro livro para o leitor juvenil da Editora Dufaux – o personagem Jefferson não aceita que o passado é imutável e que a nossa relação com os sofrimentos pelos quais passamos pode ser harmônica.

Profundamente revoltado com a morte da avó que o criou, ainda jovem, foge do orfanato e se entrega ao tráfico como forma de sobrevivência. Daí à liderança de um grupo de traficantes levou pouco tempo. Desencarna numa troca de tiros com outra gangue e, no plano espiritual, e ainda profundamente magoado com as “injustiças” da vida, se alia à uma organização das trevas, trabalhando com um grupo de obsessores.

Lendo a história do Jefferson, podemos refletir como é fácil deixar que a mágoa e a inaceitação dos fatos da vida nos coloquem em caminhos que não estão programados para nós.


COMO DILUIR A MÁGOA NO ESFORÇO EDUCATIVO?

Para evitar promover processos obsessivos, o magoado pode e deve diluir a mágoa no esforço educativo do esquecimento.

Alimentando os sentimentos de hostilidade, acreditando na injustiça contida nos golpes cruéis que sofremos, nós apenas agravamos as lutas e atraímos novos problemas.

Permanecendo nas fixações das más recordações, fortalecemos os germes da revolta e da insatisfação.

Nesse clima infeliz, nos desarmonizamos até exaurir as energias sutis, que produzem em nós cansaço, depressão e tristeza, pois não é só o obsidiado que sofre, mas o obsessor padece de igual forma, embora não perceba isso até que atinja o ponto de extrema fadiga espiritual.

Nessa hora, o perdão custa menos sacrifício que todos os reflexos da sua ausência.

Quando fomentamos a mágoa contra alguém é porque não entendemos as lições que a ofensa quer ensinar.

LEI DA CAUSA E EFEITO

Estejamos cientes de que não há dificuldades sem motivos necessários. Há sempre um aprendizado na lei de causa e efeito, e não uma punição.

Todos nós somos ainda imperfeitos e na convivência uns com os outros, fatalmente, ainda vamos ferir e ser feridos. Só deixaremos de ferir quando colocarmos o bem-estar alheio no mesmo nível que o nosso.

Se formos mais desprendidos, seremos capazes de, em muitos momentos, colocarmos o interesse alheio na frente do nosso. Essa atitude indica maturidade espiritual.

Quanto mais tempo demorarmos a adotar o perdão, mais o contágio das mágoas se espalhará e trará nosso enfraquecimento.

Guardar mágoa, promover obsessão, mesmo que não claramente intencionada, é determinar um desvio do caminho reto.  E esse desvio será repleto de dificuldades para nós mesmos.

Desde sempre o Pai nos perdoou. Agora, recomecemos perdoando a nós mesmos e a quem nos fere.

O Deus que habita dentro de cada um de nós, é a fonte de compreensão, bondade e motivação para recomeçar.

É ele que vai nos ajudar a construir a capa protetora da humildade e da fé em um futuro novo, que está a nossa espera.

Perdoemos sempre em favor de nossa própria felicidade.

Maria José da Costa