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AUTOPERDÃO

Ricardo Gruppioni

Olá pessoal! Nosso texto de hoje é baseado na mensagem PERDOE-SE POR NÃO SER QUEM GOSTARIA, do livro "Vibrações de paz em família” de Ermance Dufaux, pelo médium Wanderley Oliveira. Esse livro está sendo lançado pela Editora Dufaux neste mês.

Inspiramo-nos em Jesus quando disse ao paralítico: “Filho, perdoados estão os seus pecados.¹

Se Deus, representado aqui na Terra pelo Cristo. em Sua unicidade com o Pai Celestial, perdoa os nossos erros e nos confere sempre uma nova oportunidade, conforme nossos méritos e conquistas pessoais.

Então, por que vivemos em busca de um perfeccionismo, inalcançável, nos cobrando tanto por ainda não sermos o que desejamos ser?

Autoperdão é expressão de amor próprio, reconhecendo-nos ainda em aprendizado na escola da vida, necessitando das lições ligadas às crises para expressarmos o que já temos de melhor em nossas almas.

Nestes momentos de crises somos colocados à prova e podemos dar o testemunho de nossa capacidade de aprender com os erros e as quedas. E fazer diferente da próxima vez.

Insistir nos mesmos erros de sempre indica preguiça espiritual, comodismo ou ausência de uso da força de vontade. São posturas que nos amarram às experiências cármicas retificadoras das vidas sucessivas do espírito continua nos mesmos erros.

Perdoar-se, e buscar corrigir seus desacertos, é reconhecer-se Divino, pois revela humildade, característica de nosso Pai que a todos serve e provê a cada um dos recursos que necessitamos para crescermos e sermos felizes.

Somos filhos do Altíssimo, portanto, devemos crer que a humildade é uma potencialidade de nosso espírito imortal, que precisa se manifestar, mesmo que à custa das experiências libertadoras algo dolorosas.


AUTOPERDÃO PARA FRUTIFICAR

Comprometimento íntimo com melhoria é fruto de quem sinceramente disse sim à vida, aceitou as lições decorrentes das crises, das quedas e dificuldades, não se cobrou uma capacidade de resolução apurada nem uma perfeição na expressão daquilo que julga, equivocadamente, como uma conquista de sua alma, que ainda não construiu.

Isso é arrogância e ela sempre nos leva a crer que temos uma qualidade que ainda não conquistamos. No primeiro momento de crise, revela-se nossa pequenez e pobreza interior.

Para crescer e frutificar na vida, nos relacionamentos, nos ambientes profissionais, e mesmo nos trabalhos assistenciais aos quais nos dedicamos, é necessário olhar para dentro de si com um olhar caridoso, de reconhecimento do fato de que ainda não somos tudo aquilo que gostaríamos de ser. Isso é ter caridade conosco mesmos.

Só assim para nos vermos necessitados do Cristo, de viver o Evangelho da humildade e da tolerância a nós mesmos, dois recursos para a elevação e o crescimento espiritual.

Uma das maiores distâncias que existe no universo pode ser representada pelo afastamento do nosso ego, traduzido pela personalidade que assumimos na vida e a nossa individualidade, que é nossa essência Divina e imortal.

O orgulho aumenta essa distância. A humildade é o atalho que a encurta.

Humildade é força que nos conecta à nossa raiz Divina, pois é uma palavra que se origina de “humus”, um termo da língua grega, e que significa terra e que também deu origem às palavras “homem” e “humanidade”.

Isso nos lembra o conceito de terra fértil. E toda planta nascida de terra fértil, cresce e frutifica.

Portanto o homem, sendo uma criatura da terra, feita do barro e da matéria deste planeta, e portador da humanidade, seu patrimônio, também pode frutificar em espírito e em verdade.

 Para isto basta se nutrir da fonte Divina que habita na essência de cada um, no fértil solo do coração e da sua  consciência como potência latente que o leva a buscar, a expressar e a alcançar os mais altos objetivos da existência que puder conjecturar.

SAINDO DO ATOLEIRO DO REMORSO

Em todas as provas é necessário confiar e avançar, não estamos sós, sempre receberemos ajuda de nossos anjos guardiões ou guias espirituais.

E dentro de nós encontramos recursos valiosos. Crer neste poder inerente a cada criatura Divina, é dar vazão à nossa força espiritual, que só precisa de confiança para começar a sustentar nossos passos e a nos ajudar a soerguermos nas quedas.

Toda criança quando aprende a andar, cambaleia, tropeça, cai, chora, recebe ajuda de seus pais e se levanta para novos passos. Assim também é o espírito em sua história de elevação espiritual.

Enquanto não alcançamos determinadas metas evolutivas ou conquistas morais, cabe a nós avançarmos nas provas e nas expiações tal e qual um veículo com tração nas quatro rodas.

Quando presos num atoleiro jogamos a força motriz para a roda que se encontra com mais tração e o veículo sai da situação difícil.

Assim também podemos fazer conosco. Ao invés de remoermos e de nos martirizamos por estarmos presos ao atoleiro das dúvidas ou das revoltas, acionemos o quatro por quatro de nossa alma: foquemos naquilo que já alcançamos de virtude e que já conseguimos fazer de bom e de melhor.

Assim vamos seguindo adiante, e quando percebemos, já saímos do atoleiro e superamos muitas situações que julgávamos insuperáveis.

Não existe nenhuma prova que não tenha solução ou que seja interminável, é necessário perseveramos e seguirmos adiante. Toda luta e toda dor significam mensagens que nossa alma envia ao nosso consciente.

Ela só está dizendo a nós mesmos que estamos precisando de fé, de renovação e de transmutação de nossas energias, direcionando-as para a nossa coragem a fim de enfrentarmos e vencermos tudo aquilo que realmente vale a pena e que trará paz e bem à nossa alma.

Podemos encontrar algumas posturas que nos renovam as energias. A gente fica mais forte quando:

  1. Nos comprometemos conosco mesmos, respeitando-nos e nos assumindo como somos, sem medo de reconhecermos as sombras. Aprender com elas e buscar a mudança sob a luz do Evangelho renovador.

  2.  Vigiamos nossas horas, adaptando-nos aos deveres nobres e ao estudo enriquecedor.

  3. Procuramos diversões sadias, evitando conversas e risos fúteis.

  4. Valorizamos o trabalho e trabalhamos com amor.

  5. Respeitamos as diferenças e o tempo de cada um de revelar e oferecer à vida apenas o que já conseguiu conquistar em sua alma, não esperando dele o que ainda não pode dar e compreendendo isso como a força natural de cada um, assim como também acontece conosco.

Assumir o compromisso de avançar significa saber que obstáculos vão surgir, que tropeços haverão de existir, mas quando somos convocados para dar o testemunho do bem, do belo e do que de melhor temos dentro de nós, perseverar significa que o fruto que desejamos, nós vamos alcançar dentro de nós, não fora de nós e nas realizações mundanas.

Serão virtudes definitivas que trarão felicidade àquela consciência que valorizou e fidelizou a essência Divina que trazia dentro de si como potencialidade. E que nos mostra, assim como é o Cristo, que somos Filhos do Amor. E que enfim, à Casa Paterna retornamos purificados pela experiência da verdade e do autoconhecimento, reconhecidos de que nada podemos sem Ele.

Esse é um acréscimo de paz e de alegria cristã, pois nada mais nos faltará para sermos felizes. Ter misericórdia para consigo mesmo é sinal de crescimento e maturidade espiritual.

E sigamos adiante sempre confiando. As três regras básicas são:

1 – Confiar;

2 – Confiar e

3 – Confiar.

Confiar em si mesmo, no próximo e em Deus, assim como devemos amar, “a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.²

¹ “E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: - Filho, perdoados estão os seus pecados”. Marcos; 2:5

² Amarás, pois, a Jeová teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças» (Deuteronômio 6:4-5)), antes de proclamar também o segundo mandamento, «Amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Mateus 22:39) (uma referência a «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Levítico 19:18)).

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