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Morte boa

O que fazer para ter uma boa morte?

Para morrer bem cada um precisa viver bem:

  •       Com ética;
  •       Respeito à vida dos outros e à natureza;
  •       Fazer o bem que já somos capazes de fazer;
  •       Não roubar, não matar, etc.

 

Na hora da morte não dá para improvisar um estado íntimo diferente do que construímos durante a vida: 

  • Seja flexível, sem rigidez diante dos acontecimentos da vida, aja com tolerância, sem cobranças ou expectativas altas demais. Você não quer chegar do lado de lá “cuspindo fogo”;
  • Perdoe-se! Não se perdoar pelos próprios erros é um orgulho disfarçado (“Nossa, eu jamais deveria ter feito isso!”). Não chegue lá com baixa autoestima, sentindo que não tem merecimento para nada. Se for assim, mesmo que tenha amigos espirituais para te ajudar, você não vai conseguir percebê-los;
  • Se não se perdoa, como vai perdoar os outros? As mágoas que carrega durante a vida, além de te causar sentimento vão te acompanhar no pós-vida.

 

Leve a vida com leveza sem se acomodar na zona de conforto. Se deu errado, tente quantas vezes precisar para alcançar o êxito. Conquiste mais pessoas do que coisas, mais valores morais do que materiais. Ame sem restrições a TODOS que compartilharem sua vida, mesmo aqueles que passarem rapidamente por ela.

 

Para ilustrar nossa visão, vamos trazer com nossas palavras um caso de uma pessoa que está para morrer, narrado no livro Obreiros de vida eterna, capítulo 11, de André Luiz[1].

 

Os espíritos André Luiz e seu instrutor Jerônimo chegam a uma casa na cidade do Rio de Janeiro. Ao entrarem na casa viram um homem de idade madura, deitado em pe­quena poltrona sofrendo com tuberculose adiantada. Ele conversava com seus familiares em um tom muito tranquilo e se dirigia aos filhos que tinham seis e oito anos. O filho mais velho perguntou:

 

— Papai, mas o senhor acredita que ninguém morre?

— Sim, Carlindo, ninguém desaparece para sempre e é por isso que preciso falar com vocês. Creio que não demorarei a partir…

— Para onde papai? — perguntou o menor.

— Para um mundo melhor que este, onde eu possa ajudá-los num corpo sadio, mas diferente.


As crianças, chorosas protestaram, com carinho, mas o pai se esforçou para conter a emoção e falou:

 

— Nada receiem. Já organizei todos os negócios e a mamãe traba­lhará, substituindo-me, até que vocês cresçam e se façam homens. Se eu pudesse, ficaria em casa, mas, como se arranjariam comigo, assim, impres­tável como estou? por essa razão, Deus me con­cederá outro corpo e eu estarei com vocês, sem que me vejam.

 

“Há muitos dias pretendo falar para que fiquem certos de meu amor constante. Logo após meu afastamento, sei de antemão que muita gente procurará desanimá-los. Dirão que me afastei para nunca mais voltar, mas previno a vocês de que isso não é verdade. Viveremos sempre e nos amaremos uns aos outros, cada vez mais…

 

“Diga-me, Carlindo, você acredita que seu pai venha a desaparecer? Acha que nosso amor e nossa união em casa são apenas cinza e nada?

 

Dominou-se o pequeno, a fim de parecer va­lente, e respondeu:

 

— Eu acredito, como o senhor, que a morte não existe.

— Quando eu partir, se vocês demonstrarem coragem e confiança em Deus, o papai estará mais corajoso e confiante e restaurará, em pouco tempo, as energias.

 

“Vai para três anos, realizamos o culto doméstico do Evangelho de Jesus. E vocês sabem hoje que nosso Mestre não morreu. Quando eu fizer a viagem da renovação, tenham calma e otimismo. Não chorem, nem desfaleçam. Com suas lágrimas vocês não serão úteis à mamãe que precisará de todos nós.”

 

Nesse instante, apareceu a dona da casa, impondo modificações à conversa.

 

Jerônimo aproveitou a mudança e esclarecer André Luiz:

 

— Nosso amigo Fábio, em véspera da liber­tação, sempre colaborou com dedicação nas obras do bem. Não é médium com tarefa, na acepção comum do termo. Mas é um homem equilibrado, amante da meditação e da espiritualidade superior e em razão disso, desde a juventude, se tornou ex­celente aplicador de energias magnéticas, cola­borando conosco em relevantes serviços de assis­tência.

 

“Vários mentores de nossa colônia[2] têm em alta conta a sua ajuda. Há muitos anos que se dedica ao estudo das questões transcen­dentes da alma e formou-se na academia do esfor­ço próprio, a fim de ser-nos útil. Livre de intolerância, contrário às paixões e amante do dever, nosso irmão Fábio instituiu, desde os primeiros dias de matrimônio, o culto doméstico da fé viva, prepa­rando a esposa, os filhinhos e outros familiares no esclarecimento dos problemas essenciais da com­preensão da vida eterna.

 

“Em virtude da perseve­rança no bem que lhe caracterizou as atitudes, sua libertação lhe será agradável e natural. Soube vi­ver bem, para bem morrer.

 

Aproximei-me do enfermo, analisando sua situação orgânica. A tuberculose minara-lhe os pulmões e outros sin­tomas clássicos da terrível moléstia.

 

Fábio, a rigor, não precisava apoio para a fé que nutria. Revelava-se tranquilo e confiante, e embora o abatimento, natural em seu estado, ia en­sinando aos seus, inesquecíveis lições de coragem e de valor moral.

 

— Vamo-nos! — chamou-nos o Assistente — nosso companheiro vai bem e dispensa-nos de maior colaboração.

 

Saímos admirados com o exemplo entrevisto.

 

[1] Autor espiritual de uma série de livros psicografados por Chico Xavier.

[2] Colônia espiritual Nosso Lar, apresentada pelo livro e filme de mesmo nome.

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Maria José iniciou o trabalho da Editora Dufaux, em sua casa, na Rua Professor Baroni, no bairro Gutierrez, que se tornou a primeira sede da Dufaux. Em Para tanto, ela “confiscou” o único computador e o telefone fixo da família, dando início aos trabalhos.

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