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Natal 2021

NATAL

É preciso lembrar que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus! Mas esse renascimento deve ocorrer em nosso íntimo, no nosso lugar sagrado, no nosso sentir. Não se equivoquem, pois que o Natal não é somente uma festa para receber Papai Noel e troca de presentes entre os que amamos e os que fazem parte de nossas vidas. Estejamos preparados para receber a desejada iluminação, o conforto, o amor e a verdade tão necessários na Terra. Entre o lugar que ocupamos e o esplendor do Cristo temos o percurso da vida imortal onde Ele sempre nos acompanhará.

No Natal, Jesus fala à alma mais de pertinho, desvendando Suas revelações que nunca morrem. Pela Sua vida provou que evidência social ou situação econômica não são indispensáveis para o serviço de utilidade a Deus. Bastarão os princípios edificantes e simples, uma aldeota sem nome e alguns poucos amigos.

Jesus veio com a missão de trazer Deus para mais perto de nossas vidas, estimular a paz em nosso interior e, sobretudo, implantar a fraternidade entre nós por meio da boa vontade. Essa fraternidade é universal, pois emana de Deus e rege o Universo e todos os seres. O Cristo estabeleceu um recomeço com base na segurança da misericórdia de Deus.

Chegou investido de autoridade para ensinar o amor, o perdão, a concórdia e a valorização de cada criatura – mesmo aquelas que cometeram erros terríveis –, ensinando que podemos escrever uma história diferente a qualquer momento. Basta decidirmos. Mostrou o caminho de elevação aos que se encontravam nas sombras terrestres.

Ampliou os nossos conceitos, para não buscarmos a justiça do olho por olho, mas sim, entender a realidade alheia e perdoar setenta vezes sete, uma vez que nossos ofensores precisam de compreensão e piedade para que se transformem em irmãos. A partir daquele momento na manjedoura, debaixo de um magnetismo incomparável, o mundo se renovou para sempre.

Ele poderia Se fazer representado por vários embaixadores celestes, poderia simplesmente falar como devemos fazer a nossa redenção espiritual, mas Ele escolheu ensinar pelo próprio exemplo para mostrar os caminhos que temos de percorre para chegar à perfeição.

Para isso, Se fez humilde desde o nascimento, trabalhou com simplicidade e valorizou o lar modesto. Foi irmão de cada um e os amparou de acordo com cada necessidade. Não foi permitido a Ele parar diante das alegrias artificiais. Desde cedo foi conduzido ao serviço ativo no bem de todos. O Seu coração sempre abrigou os doentes e necessitados. Diante dos pecadores contumazes, não julgou. Foi aos banquetes com pessoas consideradas impuras para que o Seu amor não fosse um artigo de luxo inalcançável, e sim o clima abençoado para a salvação de muitos.

Ao término de Seu trabalho sublime, e até hoje, podemos agradecer ao Supremo Pai que nos enviou o Filho Divino que, após a Sua partida, enviaria mensageiros ao mundo para se fazerem presentes em nossas vidas, em Seu nome. Seus exemplos foram tão profundos que, depois Dele, cada cristão que aspira se mover entre facilidades terrestres, certamente ainda não acordou para a verdade.

Hoje, ainda, Ele continua agindo assim com cada ser humano na face da Terra, mas nós não O percebemos. Buscamos recursos que só a Sua presença pode nos dar por meio da fonte da “água viva” que cura todos os nossos males.

Sua doutrina, o Evangelho, é um campo fértil de vida espiritual, convidando a todos para a sublime renovação de crenças e valores. Nele o faminto encontra o alimento da alma e os cegos de compreensão recebem a visão do rumo a seguir. Todos os viajantes do caminho terrestre são presenteados com os recursos necessários à jornada para que se ergam com Aquele que é a Luz de todos os tempos.

Desde Sua vinda a humanidade está restaurando suas energias espirituais, cada um chamado a batalhar na causa do bem transformador da generosidade ativa na oficina da fé. O serviço cristão aguarda nossa colaboração para honrá-Lo, e cada um é chamado por Ele à peleja dos desafios de crescimento que conta com o nosso devido esforço. Para as inteligências encarnadas no orbe, Jesus iniciou a maior ação de libertação do espírito humano, desde o primeiro dia da manjedoura. Hoje não temos dúvidas de que o Senhor Supremo enviou à Terra um Embaixador Divino.

Não se equivoquem, pois, no Natal, estejamos preparados para receber a desejada iluminação, o conforto renovador e o ensinamento eficaz pela vitória do amor e da verdade na Terra.

No Natal podemos ouvir as vozes do céu, nos chamando para a mudança: “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens.”[1].

Irmãos, ouçam no Natal os ecos suaves de Seus exemplos, recordem que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.

Natal! Cristianismo redivivo! Jesus conosco!

Fiquemos agora com uma sublime lição, trazida por Emmanuel, no livro Pão nosso, capítulo 62, psicografia de Chico Xavier:

JESUS PARA O HOMEM

“E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo,

sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

Paulo. (FILIPENSES, 2:8)

O Mestre desceu para servir, do esplendor à escuridão…

Da alvorada eterna à noite plena…

Das estrelas à manjedoura…

Do infinito à limitação…

Da glória à carpintaria…

Da grandeza à abnegação…

Da divindade dos anjos à miséria dos homens…

Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores…

De governador do mundo à servo de todos…

De credor magnânimo à escravo…

De benfeitor a perseguido…

De salvador a desamparado…

De emissário do amor a vítima do ódio…

De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras…

De celeste pastor a ovelha oprimida…

De poderoso trono à cruz do martírio…

Do verbo santificante ao angustiado silêncio…

De advogado das criaturas à réu sem defesa…

Dos braços dos amigos ao contato de ladrões…

De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte…

Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!

Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino?

A Equipe Dufaux deseja a todos um Natal de paz e harmonia e um 2022 pleno de realizações e vitórias!

[1] Lucas, 2:14.

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Maria José iniciou o trabalho da Editora Dufaux, em sua casa, na Rua Professor Baroni, no bairro Gutierrez, que se tornou a primeira sede da Dufaux. Em Para tanto, ela “confiscou” o único computador e o telefone fixo da família, dando início aos trabalhos.

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