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André Luiz, o que aconteceu com o seu espírito após a morte?

André Luiz e a realidade espiritual

  • André Luiz perdeu a noção de tempo e a ideia de onde estava se diluiu. Ele estava convicto de não pertencer mais ao número dos encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam em plena atividade. Seu corpo astral permanecia vivo. Desde quando ele se torna joguete de forças irresistíveis?
  • O medo o empurrava para uma confusão constante. Onde o lar, a esposa, os filhos? Vagava sem rumo. O receio do desconhecido e o pavor da treva absorviam todas as suas faculdades de raciocínio assim que se desprendeu dos últimos laços físicos, em pleno sepulcro!

A consciência o atormentava: ele preferiria a ausência total da razão, o não-ser

  • André Luiz nunca parou para pensar na possibilidade da continuidade da vida após a morte. Para ele, a vida era só aquela que ele conhecia no seu acanhado olhar espiritual. Para ele, morreu, acabou;
  • De início, as lágrimas lavavam incessantemente seu rosto e apenas, em minutos raros, a bênção do sono o ajudava. Interrompia-se, porém, bruscamente, a sensação de alívio. Seres monstruosos o acordaram, irônicos; era imprescindível fugir deles. Reconhecia, agora, a esfera diferente a se erguer da poeira do mundo e, todavia, era tarde.

 E ele não rezou por ajuda?

  • André Luiz nunca rezou, verdadeiramente, em sua vida. Cumpria as normas da convenção social religiosa de sua época, mas o sentimento de sua ligação com Deus nunca foi cultivado;
  • Em momento algum, a sua falta de religiosidade surgiu tão profunda a meus olhos. Ele reconhecia que a humanidade não se constituía de gerações transitórias e sim de espíritos eternos, a caminho de gloriosa destinação; 
  • Verificou que alguma coisa permanecia acima de toda cogitação meramente intelectual. Esse algo é a fé, manifestação divina ao homem. Semelhante análise surgia, contudo, tardiamente.

 Mas André Luiz foi tão ruim assim?

  • Na verdade, ele não era um criminoso. Mas a filosofia do imediatismo de uma sociedade materialista o absorveu totalmente. Sua existência terrestre, que a morte só transforma em realidade espiritual, não foi assinalada por lances diferentes da vida comum.
  • Habitou a Terra, gozou dos bens que recebeu, colheu as bênçãos da vida, mas não retribuiu em absolutamente nada o débito enorme. Tivera pais, cuja generosidade e sacrifícios por ele nunca avaliou; teve esposa e filhos que ele prendeu nas teias do egoísmo destruidor. Possuíra um lar, teve os júbilos da família, esquecido de estender essas bênçãos divinas à imensa família humana. Ficou a vida inteira surdo aos simples deveres de fraternidade.
  • Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em sua alma. Sufocara-os, criminosamente, no desejo incontido de bem estar.
  • Não adestrara órgãos para a vida nova. Era justo, pois, que ali despertasse à maneira de aleijado que, restituído ao rio infinito da eternidade, não pudesse acompanhar senão compulsoriamente a carreira incessante das águas; ou como mendigo infeliz, que, exausto em pleno deserto, perambula à mercê de impetuosos tufões.

 E o que pôde ser feito a seu favor?

Vejamos nas próprias palavras de André Luiz:

 “Acentuava-se o desalento. Foi quando comecei a recordar que deveria existir um Autor da Vida, fosse onde fosse. Essa ideia confortou-me. Eu, que detestara as religiões no mundo, experimentava agora a necessidade de conforto místico. (…) pedi ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos paternais, em tão amargurosa emergência.

“Quantas horas consagrei à súplica, de mãos-postas, imitando a criança aflita? Apenas sei que a chuva das lágrimas me lavou o rosto; que todos os meus sentimentos se concentraram na prece dolorosa.

“Estaria, então, completamente esquecido? Ah! É preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir de esperança.

“Foi nesse instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus. Um velhinho simpático me sorriu paternalmente. Inclinou-se, fixou nos meus os grandes olhos lúcidos, e falou: — Coragem, meu filho! O Senhor não te desampara.”. 

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Maria José iniciou o trabalho da Editora Dufaux, em sua casa, na Rua Professor Baroni, no bairro Gutierrez, que se tornou a primeira sede da Dufaux. Em Para tanto, ela “confiscou” o único computador e o telefone fixo da família, dando início aos trabalhos.

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