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primeiro lugar

Se colocar em primeiro lugar é egoísmo?

Todos nós buscamos ser pessoas boas, justas e bem quistas por todos. Desde cedo somos ensinados a respeitar limites, ajudar o próximo quando necessário e tratarmos os outros bem. É claro que isso é muito bom, porém o que eu vou abordar nesse texto será quando fazemos isso em excesso e o quão prejudicial isso pode ser.

Sempre que uma pessoa passa em terapia comigo eu convido a pessoa a rever e a questionar suas crenças. Faço isso porque nem sempre o que acreditamos estar certo é realmente algo que faz bem aos outros e a nós mesmos. Ainda que determinada crença não seja verdadeira, ela nos afetará negativamente se acreditarmos nela. Por exemplo, já atendi mães que acreditavam que os pais deviam fazer de tudo pelo filhos, muitas vezes a tal ponto que apenas se sentiam felizes caso os filhos também estivessem felizes.

Isso é ruim? Sim, com certeza. Vamos olhar de uma forma mais neutra essa situação. Se uma mãe faz tudo por um filho logicamente ela coloca esse filho em primeiro lugar e ela em segundo plano. Vivendo assim essa mãe coloca a sua felicidade no sucesso do filho, que caso não esteja bem ou satisfeito trará tristeza à mãe que não se permitirá ser feliz, já que o filho está triste. A mãe sente culpa por estar bem e o filho não, e essa culpa vai desestabiliza-la emocionalmente. Sem a mudança de crença não há o que fazer, então esse será o primeiro objetivo da terapia.

Onde está o equilíbrio nessa situação? Será que a mãe deveria deixar o filho ao Deus dará, e se importar só consigo mesma, não dando a mínimo para o filho? A resposta também é “não”. Se colocar em primeiro lugar é importantíssimo para o bem-estar de qualquer pessoa, porém isso não significa que ela não deva ajudar os outros quando precisam de ajuda.

É natural e saudável uma mãe, por exemplo, querer ajudar e ver seu filho bem, o que não pode acontecer é ela se prejudicar no processo se sacrificando por ele. Para que ocorra esse equilíbrio, primeiramente ela precisa estar bem e ajudar somente dentro do que pode, sem que isso venha a lesiona-la de qualquer forma.

Eu, pessoalmente, acredito e venho ao longo dos anos comprovando a verdade dessas palavras. Se amar é se colocar em primeiro lugar e só depois disso podemos amar ao próximo como a si mesmo. Por isso comece aprendendo a dizer “não”, entenda que se o outro não entende o seu “não”, não cabe a você mudar a sua resposta apenas para agradar tal pessoa.

Somente podemos dar o que temos, então para doar amor, alegria, prosperidade precisamos antes de mais nada termos isso em nós. Lembre-se que não estamos sozinhos, mesmo quando não for possível ajudar alguém isso não significa que ninguém no mundo poderá. Deixe que outra pessoa que esteja apta aceite esse papel, isso será muito melhor tanto para você, como para a pessoa ajudada, e também para o outro que está em condição de ajudar e o fará.

Saiba que você também precisará de ajuda no futuro e tenho certeza que não deseja que a pessoa se prejudique no processo apenas para te ajudar. Reflita essas palavras e coloque em prática as ações com suas palavras, quando não puder diga “não”, e quando puder diga “sim” de coração e contribua sem se ferir e se machucar. Espero que esse texto tenha lhe ajudado.

Axé, Saravá e Namastê!

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Ricardo Farias

Terapeuta Holístico especializado em Regressão de Vida Passada e professor do curso de Reconexão de Vida Passada, Sacerdote umbandista, escritor e palestrante. Eterno estudioso e entusiasta de tudo o que a espiritualidade traz e faz em benefício de nosso crescimento moral e espiritual.

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